Mictório Unissex

5 coisas que poderiam acabar no lugar do Google Reader

Posted in Facebook, Humor, Internet, Listas, Tecnologia, Texto, Twitter by Igor on 13/03/2013

Hoje a Google anunciou que em julho descontinuará os serviços do Google Reader. Muitas pessoas gritaram, outras cortaram os pulsos, e teve gente fazendo petição no Avaaz pra que a Google não descontinue o serviço, porém… É a vida. Pra amenizar as dores e demonstrar que muitas coisas poderiam deixar de existir no lugar do GReader, aqui vai uma lista de cinco coisas que iriam tarde.

5. Bing

Bingilim

Não vejo lógica alguma em criar um site de busca numa internet onde já existe o Google. Aqui a gente dá de cara com um padrão dessas empresas ~internéticas~: a vontade quase exorbitante de querer estar presente em todas as tarefas dos usuários, sem exceções, e assim conquistar total fanatismo. A Microsoft deveria parar de tentar roubar a clientela dos outros e investir no que realmente sabe fazer: vender software barato (BEIJOS!).

4. Cutucadas no Facebook

Só no cutuque

Pra que isso existe? Existia algum motivo? Foi criado em algum momento de solidão e perversão na vida de Mark Zuckerberg? Hoje, este rapaz já casado, deveria ter vergonha de deixar tal conteúdo disponível na maior rede social do mundo, já que NINGUÉM USA ESSA MERDA. Sério, você já viu alguém usando isso seriamente? E se sim, delete essa pessoa, ela com certeza não estará fazendo nenhum bem a você.

3. Listas no Twitter

Minhas lindas listas

Até que era uma ideia interessante, e o Facebook agora teve a magnifica ideia de organizar o feed de notícias com listas do mesmo tipo, porém pré-feitas. Mas no Twitter, isso já não tem mais nenhum uso. O pessoal está lá pra ler tudo e todos, se estivessem interessados em apenas um nicho, se envolveriam com esse nicho em algum outro lugar ou conversa. E olha que o Twitter falhou poucas vezes, hein.

2. Orkut

Orkutizou

O Orkut fez muito sucesso lá pra 2005, quando o pessoal ainda tava aprendendo a engatinhar nas redes sociais. O esquema não tinha absolutamente nada a ver com o que é considerado rede social hoje em dia, e só fez sucesso porque pegou um pessoal de gaiato com a história dos convites. Foi massa, mas… Cara. A Google comprou o Orkut por achar uma ótima ideia ter uma rede social, já que o Facebook estava se popularizando mundialmente, e CAGOU no negócio. Depois, vendo que o Orkut não vingaria, criou o Wave, que no começo até tinha uma proposta legal, mas que sem público não viraria nada. Não virou. Aí a Google teve a ideia do século, e criou…

1. Google+

Google-

A rede social mais idiota do mundo. Por causa de quais infernos a Google acha que as pessoas deixariam o Facebook pra ir pruma rede social deles? Rede social essa que não faz nada mais que o necessário pra poder se chamar rede social. Não tem porque, por isso ainda é um projeto falido. As vezes passo por lá e vejo umas moscas respirando profundamente naquela atmosfera rarefeita e com pouca movimentação. É a mais nova tentativa da Google de roubar clientes de concorrentes. Desista, Google, desista.

E deixe o Google Reader! A gente o ama. Nós o amamos. Ele é perfeito. É a melhor coisa, além de Gmail e a pesquisa, que vocês fizeram em todas as suas vidas, inclusive depois da integração com a merda do Google+. Escutem seus admiradores e não nos tire nossos doces. Obrigado.

Assinado: Internets.

Tchau Greader! :(

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Conflito de geração, interesses e a vagabundização da internet

Posted in Artigo crítico, Crônicas, Internet, Tecnologia, Texto by Igor on 13/12/2012

Pensive Businessman Using LaptopO conflito de gerações é bem conhecido por aqueles que nasceram pelo menos nos anos noventa. É estranho pensar que uma criança que nasceu depois do 11 de setembro já tem onze anos, ou que as músicas dos anos 2000 já são consideradas old. Mas do que venho falar aqui é de algo completamente diferente. Vou falar do conflito de gerações em proporção micro, que acontecem de ano em ano. E a responsável é a tecnologia.

No começo dos anos 2000, a popularização da internet trouxe o serviço para a maioria das casas no mundo. Com a evolução da usabilidade e da tecnologia, a internet já se tornou um elemento essencial móvel. É impossível não lembrar das várias profanações antes ditas sobre o serviço. A internet móvel era vista como uma desnecessidade, um luxo. E agora, é um requisito, apesar do argumento ainda ter seus apoiadores conservadores.

Enquanto sentíamos vergonha de dizer que passávamos grande tempo das nossas vidas na internet, a tecnologia evoluía, e nos trazia o futuro dos conflitos de geração. A vergonha era pela imagem errônea de que a internet era tipo de lazer, apenas um passa-tempo, e essa mentalidade vem desde antes da sua própria invenção, com a grande semelhança entre vídeo-games e os principais propósitos de um computador caseiro. Símbolo de mudança, foi quando Marco Gomes, fundador da boo-box, empresa de publicidade e mídias sociais, certa vez respondeu à pergunta “Quanto tempo você passa na internet por dia?” com um simples “todo momento” .

Hoje em dia, a tecnologia avança como nada antes visto. É como se o propósito do século XXI fosse chegar o quanto antes à perfeição. E com esse processo de alcance da perfeição, foram se criando regras invisíveis à conduta na internet, principalmente com a chegada das mídias sociais. O “desespero” do alcance da perfeição fez a necessidade de conteúdo e o nível de qualidade destes conteúdos aumentarem. A diversificação ainda continuaria existindo, como a livre concorrência, mas quem se destacar rouba todo o mercado. Ou o mercado simplesmente não se interessa mais.

A Google tentou várias vezes implementar redes sociais em seus serviços para competir com o Facebook, e até chegou a comprar o Orkut, grande potencial no passado, haja visto a quantidade de usuários e a prioridade que esses usuários davam à rede. O Orkut foi devorado pelo Facebook e seu conteúdo original de qualidade. Foi esquecido pela maioria de seus usuários e deixou a Google de novo sem rede social. Isso é demonstração de engajamento com o cliente e com a qualidade do produto.

Com a chegada do Facebook, a visualização e compartilhamento de conteúdo se tornaram mais evidente, e os usuários, antes acostumados a ver apenas o conteúdo se fossem buscá-lo, agora se tornaram obrigados a ver qualquer coiss. É aí que começa o choque de geração, e, por que não, o conflito de interesses. Aquela pessoa que antes só publicava sobre alguma coisa em tópicos em comunidades agora te mostra quais seus interesses são de cara, na sua tela.

O compartilhamento de informações causa conflitos, e a saída que os chocados encontram é o total desprezo, ou a ignorância para com tais conteúdos (ou, nos piores dos casos, a facetização) de aspectos que não lhes convêm, ou não são compreendidos, tornando a relação em rede complicada e conflituosa. Aqueles que algum dia deixaram de seguir, ou estenderam seus costumes, hoje são hostilizadores e conservadores quanto à maneira de viver e os ditados errôneos de uma geração que descrevia a internet como lazer ou vídeo-game.

A Orkutização do Orkut estimada

Posted in Internet, Twitter by Igor on 06/12/2010

E é isso.