Mictório Unissex

O paradoxo do hipocondríaco

Posted in Uncategorized by Igor on 21/02/2013

Desde alguma idade qualquer que possa ser considerada época passada da minha vida tenho pensamentos que já me faziam ficar com medo. A morte. Já postei tanto sobre o assunto em tantos lugares que nem sei se dá pra avaliar o tamanho do meu desespero depois de todos esses anos.

O medo da morte trouxe pra mim o medo de morrer, e o medo de morrer trouxe pra mim o medo de ter alguma doença, que se manifesta desde sentir uma pontada no peito (que no final sempre acaba sendo gazes), até a mancha branca no raio-x do meu pulmão (que no final era o meu coração). Os médicos deram um nome pra isso: hipocondria. E como eu não estou fazendo trabalho de escola posso citar a Wikipédia:

A hipocondria, do grego hypo- (a baixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem crença infundada de se padecer de uma doença grave.

O termo “infundada” nessa citação é paradoxal. Mas os paradoxos são muitos. Será mesmo que eu tenho hipocondria ou será que eu acho isso justamente por ter hipocondria? Mas se eu acho que tenho mas na verdade não tenho, então eu tenho. Ou seja, sou hipocondríaco. E citando novamente a moça, chego num argumento circular. 

Hypochondriasis is often accompanied by other psychological disorders. Clinical depression, obsessive-compulsive disorder (OCD), phobias, and somatization disorder are the most common accompanying conditions in people with hypochondriasis, as well as a generalized anxiety disorder diagnosis at some point in their life.

Minha hipocondria afeta meu diagnóstico ou é só no inverso?

Bom dia.

25 de Junho

Posted in Arte, Música, Texto by Igor on 25/06/2011

No dia 25 de Junho de 2009 uma lenda morria. Michael Joseph Jackson, um dos artistas mais bem colocados em hankings de música deixava pra trás 240 milhões de álbuns vendidos, três filhos, uma turnê ensaiada e muitos fãs carentes ao redor do mundo. A imprensa colocou sua morte como sendo inexplicável, e muitos fãs despejaram seus sentimentos de ódio sob o médico responsável pelo astro durantes seus últimos meses. Mas será que alguém tem culpa nisso? Já se passaram 2 anos e, aqui estamos, fazendo os mesmos questionamentos dramáticos que a mídia implantou na cabeça dos fãs desesperados. São vários os pontos a serem estudados.

Enquanto Michael fazia parte dos Jackson 5, um grupo criado pelo seu pai e divulgado mais tarde pela gravadora de artistas negros Motown, ele sempre demonstrou uma ótima saúde e habilidade nos passos. Ao passar dos anos, entrando assim em suas turnês solo, desde Bad, na qual ele tinha 30 anos, até os ensaios da que seria sua última, This Is It, com 50 anos, Michael foi demonstrando que suas habilidades para dança foram ficando cada vez menos práticas e mais profissionais.

A última turnê que Michael fez foi a HIStory Tour, em 1997. Nela, seus passos de dança e sua voz pareciam ser os mesmos de sempre, com coreografias não tão complexas, mas mesmo assim, artísticas.

Assim, longos 12 anos se passaram, e, como todo fã bem sabe, Michael nunca foi de fazer exercícios ou coisa do tipo. Ele era um artista que, quando a hora de fazer turnê chegava, logo, pronto ele tratava de ficar, através de ensaios e coisas do tipo. Um senhor, de 50 anos, tentando atingir o que foi seu mérito há mais de 20, com certeza ficava com dores nos músculos e etc; o que fazia com que tomar remédios para dormir fosse uma coisa indispensável. Qualquer pessoa em dieta rigorosa e mórbida, quando começados exercícios bruscos como as danças obrigavam, sente dores e, como conseqüência tão pouco psicológica quanto física, encontra dificuldades ao dormir ou descansar.

Quem matou Michael Jackson fomos nós. Ele sabia que não conseguia mais dançar do jeito que dançava, mas ao mesmo tempo, sabia que decepcionaria seus fãs se não apresentasse algo parecido com o que costumava apresentar. As dores eram causadas pela extrema tentativa e insistência para com a dança perfeita, causando a dependência no uso de remédios como o Propofol, que mata as dores e o deixava dormir. Nós matamos Michael, e se isso não lhe cabe à cabeça, continue dizendo que foi o médico, ou qualquer coisa assim. Mas você sabe a verdade.

Ele tirou uma foto todo dia, até o dia em que ele morreu

Posted in Arte, Crônicas, Internet, Texto by Igor on 15/05/2011

Você entra nesse site e se depara com um cara fantasiado de olho: Engraçado! Você começa a explorar o site e descobre que se trata de um diário em fotos de um cara qualquer que tirou uma foto cada dia da sua vida… Depois de horas explorando as fotos, você se pergunta o porquê da seleção acabar em 1997. A câmera quebrou? Ele cansou de tirar fotos? Ele morreu.

Yesterday I came across a slightly mysterious website — a collection of Polaroids, one per day, from March 31, 1979 through October 25, 1997. There’s no author listed, no contact info, and no other indication as to where these came from. So, naturally, I started looking through the photos. I was stunned by what I found.

Eu retirei esse parágrafo do artigo original onde achei as fotos, no Mental_floss. Leiam o original e depois vejam o site original. As últimas fotos são fortes e tristes, pra quem admira o fotógrafo logo de cara, mas a arte prevalece… Os links estão aí embaixo.

Artigo no Mental_floss

Site original das fotos