Mictório Unissex

Deus é amor?

Posted in Arte, Ateísmo, Ciência, Internet, Religião, Texto by Igor on 25/05/2012

É impagável ver as imagens do Facebook que vangloriam (o) Deus em contraste com as piadas absurdas postadas por páginas que têm como único intuito difamar religiões e fazer chacota delas. Mas no meio dessas, existem aquelas que chamam a minha atenção, aquelas que são mais profundas e que poderiam desencadear discussões saudáveis se a grande máxima “religião não se discute” não existisse. Me deparei com o seguinte hoje.

Se não conseguiu ler, clica que aumenta!

Pois bem, a foto retrata dois tipos de cristãos: os malucos, mas acima de tudo, coerentes aos absurdos de sua religião, e os conscientes, que sabem que os dogmas malucos que deveriam seguir não devem ser seguidos pois têm um pouco de moral além da religião. Acreditam sem acreditar. E é esse mesmo tipo de cristão que comentou coisas como “deus não odeia, não castiga e não pune” e “Deus é amor, esses ignorantes acham que Deus é igual a eles, com ódio e sentimentos negativos!”

Primeiro, devemos perguntar a que deus se referem ao dizer “Deus”, mas pode-se deduzir, estando no Brasil e conhecendo os dogmas, que eles estão falando do deus Bíblico, Javé/Jeová, o tão famigerado deus do amor, do perdão, da paz, do impossível… Será?

O blogueiro Steve Wells contou todas as mortes registradas na Bíblia e verificou que Deus e seus intermediários, como os anjos, mataram 2.270.369 pessoas e o diabo, 10.

Ao reproduzir a informação de Wells, Pedro Dória não chega a se benzer, mas teme que contar as vítimas de Deus seja sacrilégio, ainda mais porque, suponho, o chifrudo sai bem na foto.

Texto retirado daqui.

Não é mistério que Jeová, nos seus gloriosos primeiros capítulos da Bíblia, demonstrou ser mais perverso que, talvez, qualquer outro deus em qualquer outra mitologia. A figura autoritária de Jeová em representações artísticas mostra  esse lado sombrio sem nenhum receio. Mas até aí tudo bem, pois cada um venera o deus maluco que quiser, mas dizer que esse deus é o deus do amor é hipocrisia das mais puras. É querer continuar acreditando nesse deus idiota e assassino com mentiras pessoais que relevam atrocidades como as listadas abaixo somente para não ter o trabalho de ter que acreditar em outro deus.

“Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.” Êxodo 21:20-21

“Um homem que no Sábado estava pegando gravetos de lenha para uma simples fogueira é apedrejado até a morte segundo a ordem de Deus.” Números 15:32-36

“Uma praga divina mata 14.700 pessoas.” Números 16:49

“Mais outra praga divina mata 24.000 pessoas.” Números 25:9

“Com o apoio divino os Israelitas matam Ogue, seus filhos e todo o seu povo até não haver sequer um sobrevivente.” Números 21:35

“Das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.Deuteronomio 20:16

“Com aprovação divina, Josué passa ao fio da espada todos os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó.” Josué 6:21-27

“Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Ai, matando 12.000 homens e mulheres, sem que nenhum escapasse.” Josué 8:22-25

“Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas.” PS 137:9

“Ordem do Senhor: ‘sem compaixão… matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los…'” Ezequiel 9:4-6

Peguei aqui.

É compreensível que essas pessoas tenham a necessidade de tentar acreditar numa mentira (a que diz que Deus é amor, justiça e paz), mas o problema nesse caso é que eles querem acreditar só no bom e excluir o ruim, dizendo que os errados da situação são os conservistas. Eles estão lutando contra o próprio povo. É uma guerra interna entre o tipo mais coerente de cristão e o tipo mais rigoroso. Mesmo os dois grupos venerando o mesmo deus. Um deus que, por sinal, daria razão àqueles que são absolutamente absurdos para uma sociedade tão diferente da que a Bíblia se baseia para falar sobre moralidade e morte. Termino esse texto parafraseando o gênio comediante George Carlin…

“A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível que mora no céu, que observa tudo o que você faz a cada minuto de cada dia, e  que esse homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele não quer que você faça, e, se você fizer alguma delas, ele tem um lugar especial cheio de fogo e fumaça e de tortura e angústia para onde vai mandá-lo, para que você sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos. Mas ele te ama.”

Até.

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Lucas do Fresno e a falsa liberdade

Posted in Com desabafo, Internet, Música, Twitter by Igor on 12/12/2009

Sempre fui contra essas hypes do mal, que falam mal de NX Zero, Fresno e todas essas bandinhas do mundo 2.0 sem antes conhecer o trabalho de cada uma. Porque os caras do Fresno fazem música Emocore, as pessoas cismam em criticar o estilo. Tem quem gosta, não tem? Se não tivesse, essas bandas não estariam fazendo esse puta sucesso do caralho.

O senhor Lucas, do Fresno, postou no Twitter o seguinte – depois de ser criticado por falar de RBD:

A gente tende a projetar um ideal de perfeição em todo mundo que a gente não conhece. Cada decepção toma proporções irreparáveis. E isso é errado e cruel. Vivemos uma época em que todo opina sobre tudo, o tempo todo, para todo mundo ver. Não se guarda mais nada pra si. Se a gente se preocupa em agradar a todos o tempo todo, acabamos decepcionando a nós mesmos.

Concordemos que, o vocalista dessa banda, Fresno, tão socialmente criticada, deveria ser a favor da não mudança de estilo. Ou seja, continuar com o emocore sem querer saber do que os outros pensam, já que acredita que a pessoa se decepciona ao fazer o que não gosta. É preciso seguir seu estilo pra fazer com que seus fãs continuem a te cultuar como o fazem hoje em dia. Nunca um artista de Folk vai fazer uma música Rock n’ Roll só porque disseram que preferem esse estilo. NUNCA!

E aí ele começa a falar que não tem liberdade… Que o mundo precisa de liberdade e que isso transformaria o mundo num lugar melhor e blá blá blá. A tão conhecida liberdade hipócrita/falsa foi posta em pauta. A liberdade falsa é aquela liberdade que você tem, só que, por usufruir dela de maneira independente, tem o ato criticado e você se sente pressionado. A liberdade existe e você não consegue lidar com as conseqüências.

Os fãs de Fresno estão retuitando o vocalista, que está postando uma crítica à falta de liberdade. Liberdade falsa e hipócrita. A pessoa quer a liberdade que ela já tem. Crítica confundida com falta de liberdade… Uma pessoa fazer uma crítica negativa a sua música, não significa que você não tem liberdade! A libredade tá aí. E as conseqüências também. Ou uma banda se aceita como uma banda com estilo, ou vão viver na mesmice de agradar a todos. Você tem que fazer a SUA música pros SEUS fãs que gostam do SEU estilo. Querer que todo mundo aprove é ser irrealista. Se isso acontece, mais parece que a pessoa está querendo ouvintes, e não apreciadores, fãs, seguidores, cultuadores…

E no fim, ele apagou o tweet sobre RBD e se desculpou por falar mal. Princípios, KD?