Mictório Unissex

Sobre o Brasil em junho de 2013

Posted in Facebook, Internet, Política, Texto, TV, Twitter, Vídeos by Igor on 22/06/2013

Resolvi fazer uma compilação de vários posts que fiz durante todos esses protestos que você (com certeza) está ouvindo falar. Primeiro, deixo claro que minha opinião mudou durante todo o processo. Muitas vezes. Qualquer incoerência nas minhas opiniões podem ser explicadas por isso. Vou datar os trechos para que vocês possam entender o desenvolvimento da minha argumentação.

13 de junho

Matérias como a do Bom Dia São Paulo de ontem (não achei link) me dão nojo. Disseram o seguinte: “de um lado, vandalismo e gritaria. De outro, a polícia tentando conter os manifestantes. E no meio, a população assustada.”

Eu só queria entender, apesar, é claro, de entender muito bem, o porquê da mídia insistir na ideia de que manifestantes não fazem parte da população. Como se fossem um bando de alienígenas que simplesmente desceram na Avenida Paulista e começaram a gritar e a destruir coisas. Por algum acaso, não são. Eles são, também, a população assustada.

O que mais me impressionou, ignorando a óbvia negligência que fizeram quanto à população que está de acordo com o protesto, foram os takes de cidadãos presos no transito dizendo que “não é possível que depois de um dia cansativo de trabalho ainda sou obrigado a ficar parado na rua por causa de badernista que não tem o que fazer”. Esses são tratados como as vítimas, enquanto os ~vagabundos baderneiros~ são tratados como os vilões.

Eu fico cada dia mais feliz em ver gente na rua. Foda-se se é por 20 centavos ou por 20 milhões. E que quebrem tudo mesmo! Quem paga tem o direito de quebrar o que for. E se os impostos não forem o suficiente pra pagar o concerto de um vidro de uma estação de metrô, eu já não sei mais até onde vai a corrupção.

Um beijo na buceta de cada uma de vocês.

15 de junho

Pra Rachel Sheherazade, a isenção do pagamento do transporte por pessoas debilitadas, estudantes, idosos e etc., são “prejuízo”. Esse é o pensamento da reaça, dos conservadores, da militância direitista. É o pensamento de quem acha que vinagre é arma.

SBT, não sabia que vocês contratavam equinos para apresentar jornal.

16 de junho

Pelo jeito o reporter da CBN passou por tudo o que a imprensa e manifestantes tão passando com a PM, dessa vez no RJ durante o jogo de hoje. Ouçam aí e desconsiderem o título “sensacionalista”…

Engraçado é o coronel (?) da PM de São Paulo dizendo que os manifestantes não deveriam usar máscaras. Cara, você tá com armadura, cassetete, capacete, bomba de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, cachorro, helicóptero, cavalaria, e a porra da tropa de choque, e o manifestante não pode usar máscara? Porque não pede pra eles se darem tiros na cabeça? Se for pra obedecer a PM, isso seria muito mais eficaz.

17 de junho

“O povo que está na porta se refere aos jovens da periferia, que são os que mais sofrem com a polícia de Geraldo Alckmin. Eles não vão sair daí. Não há como contê-los e nem o que fazer. São jovens que perderam parentes na mão de policias e tem muita raiva do governador”, disse Matheus Preis, que faz parte do MPL.

18 de junho

Não sei contar quantas vezes eu pensei que queria ver essa imagem. Eu olho pra ela e me sinto lisonjeado. Aquele sentimento que existia quando eu era pequeno, de que o Brasil é uma merda, simplesmente desapareceu. A corrupção ainda existe, os safados ainda estão no poder, ainda tem gente passando fome, a segurança não chega nem perto de estar perfeita, mas o povo está aí. O Brasil finalmente tem rosto, tenha esse rosto um sorriso ou uma marca de bala de borracha. O Brasil, por um momento – e surpreendentemente nesse (!!!) – deixou de ser o país do futebol. A cobertura da copa das confederações no jornal não tem nem metade da relevância que William Bonner esperava. Estamos aqui. A única tristeza que me resta é saber que eu não pude estar lá. Mas estou aqui, olhando tudo. Feliz. Pela primeira vez, feliz pelo meu país.

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Não sei porque, mas eu tenho a impressão de que a mídia está apoiando as manifestações por um motivo de alienação maior. Eu acho que a mídia apoia a manifestação pra poder dizer “olha que bonita a manifestação sem vandalismo!” Mas o vandalismo muda! Eu tenho medo de dizer que sou a favor do vandalismo, vendo a grande quantidade de pessoas que agora abaixaram os escudos contra a mídia. Elas estão pensando que a mídia agora está do lado delas, completamente. Mas não! Ela está perpetuando a ideia do pacifismo. O pacifismo muda, dependendo das dimensões, mas o vandalismo é parte de uma revolução… O vandalismo é simbólico.

Sobre esse assunto, leiam o texto do Marco Gomes aqui.

19 de junho

Não deixem que o discurso dos coxinhas desanime vocês! O protesto é ESPONTÂNEO, não tem líderes e não tem propósito além do apoio aos protestos nas capitais. Somos o Brasil, e o Brasil é grande. Se cada um cantar a canção que lhe agrada, todos vão ter suas vozes ouvidas. Não queremos ser autoritários quando dizemos que não queremos bandeiras partidárias, apenas queremos. E alguns acham isso ofensivo demais pra lidar. Faça o que quiser, hoje é dia de Lençóis ir pra rua!

21 de junho

Já ouviram falar no “1984”, de George Orwell? Pois é, ainda não chegamos lá, mas tá quase. O Ministério da Verdade ainda não existe, mas a mídia muda de ideia como se os cidadãos burros não lembrassem da opinião conservadora que ela demonstrou nos primeiros dias de manifestações em São Paulo. Um trecho do livro:

“Em 1984, a Oceânia estava em guerra com a Eurásia e era aliada da Lestasia. Não mais que quatro anos a Oceânia estava em guerra com a Lestásia e em aliança com a Eurásia. O partido dizia que a Oceânia jamais fora aliada da Eurásia.”

“Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força.”

Pode ser que alguém não esteja entendendo sobre a analogia feita com a Bastilha. Pois bem, eu fui pesquisar e venho aqui dizer pra aqueles que não levavam as aulas de História a sério na escola. Prestem atenção.

Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza. Após a Guerra dos Cem Anos, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual. Por volta do século XVIII, serviu como lugar de lazer e depósito de armas do exército, mas o térreo ainda funcionava como uma prisão comum. Registra-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.

Em 14 de julho de 1789 um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, arengou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá.

O marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha. Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo António, um dos mais populares de Paris.

A Rede Globo não estava lá, mas podemos dizer que as seguintes manchetes estampariam os jornais atuais, caso hoje isso acontecesse:

No primeiro momento:

“Grupo de manifestantes tentam invadir Bastilha, mas é logo dispersado pela polícia.”

Aqui, seriam tratados como apenas um grupinho de baderneiros que querem chamar a atenção. Ninguém deve se importar com eles, logo isso acaba.

No segundo momento:

“Manifestantes atacam a polícia da Bastilha em ato de protesto contra as supostas irregularidades nas ações dos policiais no primeiro ato.”

Alguma coisa está acontecendo, a mídia precisa mostrar também o lado dos manifestantes, que a aumenta e vai tomando espaço no reconhecimento moral da população.

No terceiro momento:

“Launay tenta negociar, mas líderes das manifestações afirmam que invadirão Bastilha.”

A mídia ainda se coloca do lado do Governo, e expressa as mesmas opiniões dele. Todos estão de acordo com todos. Os manifestantes são os únicos que não querem paz.

No quarto momento:

“Apesar do começo pacífico, parte dos manifestantes entra em confronto com a polícia e invade Bastilha.”

A mídia divide a manifestação em grupos. Os grupos, mesmo dentro, se dividem exatamente da maneira que a mídia quer. Os vândalos são criminalizados e os pacíficos são ignorados.

No quinto momento:

“Após confrontos e invasão, vândalos libertam presos e devastam a Bastilha.”

Continua até o limite o apoio ao governo. Os vândalos agora são reconhecidos como tais, e fazem tudo o que querem. A mídia espera a resposta do governo para uma opinião.

No final:

“Launay é morto, Governo promete reajustes e melhor comunicação com população.”

A mídia abaixa os escudos e passa a noticiar imparcialmente os acontecimentos, ignorando o fato de ter mudado de posição diversas vezes no protesto. O Governo cai, e aos olhos de quem assiste, todos estavam certos.

Qualquer semelhança, talvez não seja mera coincidência.

22 de junho

A ideia dos Anonymous de usarem aquela máscara que vocês viram no V de Vingança não tem nada a ver com o filme (além da propaganda). Ela tem a ver com Guy Fawkes, um cara que na conspiração da pólvora foi preso por querer explodir o Parlamento do Reino Unido. A ideia é usar o anonimato para cometer atos que, segundo a legislação vigente, seriam crime. E de que forma melhor você poderia se esconder a não ser atrás da máscara de um cara que não teve tal destreza? Pois é. O vandalismo está por trás dessa máscara também. Você não tá sendo coerente usando essa máscara e falando que os manifestos são lindos, mas ~sem baderna~.

“Me lembro, me lembro, do cinco de novembro;
Do atentado e da pólvora, se deve saber;
E não vejo razão, para que tal traição;
Um dia se venha a esquecer.”

Sobre a máscara:

“It’s an uniform look,
Everybody looks the same,
It’s a very recognizable face.

It’s easy to find,
Despite all the threads,
It has become a brand.”

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Entendendo o seriado LOST

Posted in Mictório Unissex, Texto, TV by Igor on 01/12/2012

Há algum tempo terminava uma das séries mais importantes da minha vida. Era abril de 2010 e aABC exibiria finalmente o demorado e cheio de expectativas último episódio do seriado LOST, de J.J. Abrams. Como de praxe, ajustei meu televisor (torrent) e esperei o programa passar (baixar). Duas horas depois de abrir o arquivo com suspense indescritível, o “eu” de dezessete anos estava lá, sentado em frente ao computador, extasiado, com os olhos suados. Eu tinha acabado de ver na minha frente os últimos minutos de um seriado que tinha feito parte dos últimos seis anos da minha vida. Estava feliz, convencido e satisfeito. Diferente do resto do pessoal do Twitter, que eram as únicas pessoas que trocavam idéia do seriado comigo.

Alguns argumentos se baseavam na idéia precipitada que todos tiveram no episódio final quando, no fim, Jack Shephard percebe, finalmente, que todos os personagens que estão na igreja estão mortos. “Fine and done”, pensei. Achei que não tinha entendido o final, e fui assistir de novo dali algum tempo. Percebi que não. Todos os mimimis do Twitter, Facebook e outros blogs eram baseados no mesmo erro: a precipitação e a não compreensão da diferença entre os conceitos das linhas do tempo do purgatório (ou seja lá como você prefere chamar: limbo, universo paralelo, plano espiritual) e da do mundo real.

Continue a ler aqui…

Resumo da minha vida em Junho

Eu pensei em fazer mais um vídeo fazendo um resumo dos meus favoritos de Junho mas a minha câmera tá sem pilha, as pilhas que eu compro não funcionam direito e eu já cansei de tentar fazer essa merda desfocativa funcionar. Então eu vou fazer em texto mesmo, desculpa os que não sabem ler, mas né, vamos lá.

A Guerra dos Tronos

Eu comprei finalmente esse livro que tanto se fala sobre. Demorei mesmo. Eu tava esperando ler pra assistir o seriado, mas já até tinha desistido. Recebi um dinheiro do tráfico de um trabalho que eu fiz e aí pude comprar esse tijolo de 50 reais. Tenho críticas grande sobre a edição, mas primeiro vamos falar da narrativa.

Fiquei muito confuso quando comecei a ler. Primeiro porque os capítulos têm nome de personagens. E segundo que os nomes são todos muito difíceis e parecidos, o que me faz não saber direito se eu conheço o personagem que me apresentam ou se é outro com o nome parecido. Acho que um pouco disso aconteceu porque eu estava tentando ligar o nome ao ator que interpreta o personagem no seriado, cujo vi o primeiro episódio. Mas já estou pegando, tomara que não apareçam mais personagens.

A edição que eu comprei imagino ser a única versão lançada em português. Ela tem orelha, é muito bem impressa e as páginas são amarelas. Mas tem um problema: pelo livro ser muito grande, a editora provavelmente tenha querido cortar gastos e acabou fazendo as letras ficarem extremamente pequenas numa página quase sem margem. Isso faz a leitura ficar cansativa e os capítulos parecerem pequenos. Mas enfim, eu uso o óculos e tudo fica bem. Mas por favor, se alguém de editora estiver lendo isso, não poupem gastos! Façam edições lindas. Isso fará vocês ganharem mais dinheiro ainda.

Before Watchmen

Lá em 2009 participei de uma promoção do Jovem Nerd que daria aos vencedores a versão definitiva de Watchmen junto com dois DVDs relacionados às HQs e um jogo de PS3 baseado no filme. Ganhei com muito amor e li. Virei fã incondicional de todos os personagens, da HQ e do filme. Tenho minhas críticas mas não vem ao caso. Agora em 2012 o Darwyn Cooke decidiu lançar pela DC a série Before Watchmen pra contar a história do grupo de heróis que existiram antes dos Watchmen e que inspiraram os Watchmen à ação. Comecei a ler e já percebi que o estilo é muito parecido com o de Watchmen e embora os desenhos deixem explícita a vontade de reproduzir fielmente a série original, o autor dos desenhos novos está saindo um pouco do que é conhecido pelos fãs, principalmente quando desenha personagens mulheres já conhecidas da série original. Mas enfim, né.

Skrillex – Bangarang

Pois é, dubstep me conquistou desde quando ouvi pela primeira vez. Eu sabia que esse estilo de música era o que estava faltando na minha vida. Baixei várias coisas, inclusive o CD do seriado Skins, que tem muito dubstep, e junto o CD do Skrillex, o Bangarang. CD muito bom. Pra quem gosta de dubstep e Skrillex é, com certeza, o melhor dele.

Linkin Park – LIVING THINGS

O Linkin Park finalmente lançou o álbum novo. Living Things saiu primeiro no iTunes e depois dia 16 de Junho teve o lançamento oficial. O álbum nem chega aos pés de A Thousand Suns, mas é bom. Melhor que o Minutes to Midnight. Nem vou falar muito aqui sobre isso porque já falei bastante de Linkin Park há pouquíssimo tempo aqui.

Tim Minchin & The Heritage Orchestra Live At The Royal Albert Hall

Já falei de Tim Minchin também, né, mas nunca é demais. O cara passou a vida de shows dele inteira fazendo performances só com seu pianinho e agora tem a Heritage Orchestra junto dele com arranjos maravilhosos para as músicas do show. Vale a pena dar uma olhada nesse sho absolutamente fantástico e totalmente diferente dos outros shows conhecidos dele. Vai aí navegar pelos mares piratas da internet que você acha o DVD para download.

E é isso, galera. Espero que vocês possam apreciar minhas dicas de leitura, música e todo o resto e até mês que vem, possivelmente com outro vídeo falando sobre as minhas conquistas intelectuais e amorosas do mês. Adiós.

Todos os episódios de 1972 de Chaves

Posted in Arte, Humor, Internet, TV, Vídeos by Igor on 16/05/2012

Estou começando aqui uma sessão onde pretendo postar todos os episódios de Chaves, de 1972 até 1992. Hoje vou postar os de 1972, que são, na verdade, sketchs de um programa maior do Chespirito. Alguns episódios são completos, portanto têm também partes de outros sketchs sem serem da série original de El Chavo Del 8. Espero que vocês gostem!

O Mendigo / Remédio Duro De Engolir / A Moeda Perdida

Os Preços Do Doutor / Quem Canta Seus Males Espanca

O Despejo / O Boxeador / O Piquenique Voador

Procurando Emprego / Sujando o Quico / Os Balões Levam O Chaves

As Novas Vizinhas (ou Beijinhos) (3 partes)

 

 

Os Carpinteiros (dublagem Gábia)

A Zarabatana (dublagem Gábia)

E é claro, antes de terminar, uma lista dos 4 únicos episódios perdidos de 1972…

O Dia da Independência

Este episódio é perdido no mundo todo, inedito. Veja uma foto do episódio aqui.

Madruguinha

Este episódio também é perdido no mundo todo. Veja uma foto do episódio aqui.

Sem Pichorra Não Há Festa

Os Gesseiros

Espero que tenham gostado! Até o próximo post com os episódios de 1973. :)

15 melhores personagens de séries, na minha humilde opinião

Posted in Arte, Listas, TV by Igor on 21/08/2011

1. Seu Madruga (Don Ramón), Chaves (El Chavo del Ocho)

Um dos melhores personagens da história da televisão. O homem injustiçado pela vizinha, amoroso com a filha e injusto com Chaves foi criado por dois gênios: Roberto Gomés Bolaños e Ramón Valdez, que o interpretava de forma inesquecível e insubstituível. Merece o primeiro lugar porque formou meu caráter e fez parte da minha vida toda.

2. Homer Simpson, Os Simpsons

Um dos personagens mais conhecidos e amados do mundo. Homer Simpson ta aí nessa empreitada de pai irresponsável que se esforça há mais de 20 anos. Me lembro de assistir Simpsons quando era criança no SBT, bem tarde. Há um tempo a Globo decidiu que Simpsons era um desenho pra crianças e o colocou como atração da TV Globinho. Globo, u’re doing it wroooooooong.

3. Michael Kyle, Eu, a Patroa e as Crianças (My Wife and Kids)

Esse cara, interpretado por Damon Wayans, é o melhor pai que eu conheço. Com certeza plantou uma semente no meu cérebro que vai fazer com que eu coloque meus filhinhos na linha. Hehe. A série foi cancelada na quinta temporada, uma pena, já que a história era muito boa.

4. Barney Stinson, How I Met Your Mother

É interpretado por Neil Patrick Harris e isso já diz tudo. Barney é o único personagem solteiro na maioria das vezes no seriado, e, pelas pérolas de conquista, se tornou o melhor personagem dessa série e quiçá de todas as sitcoms atuais americanas.

5. John Locke, Lost

John Locke passou a maior parte de sua vida sofrendo. Foi traído pelo pai, que criou uma relação amorosa só pra poder roubar um rim do filho, depois foi jogado pela janela de um prédio e ficou paraplégico. Quando foi pra ilha, encontrou o lugar que precisava para viver pro resto da sua vida. Viveu como queria por um tempo e acabou morrendo fora dela, tendo, depois, o seu próprio corpo roubado pelo homem de preto, inimigo de Jacob. Uma história magnífica, que foi criada e desenvolvida de maneira esplendorosa por J. J. Abrams, Damon Lindelof, Carlton Cuse e Terry O’Quinn.

6. Walter White, Breaking Bad

Um homem com câncer que decide que precisa deixar dinheiro para sua família já que vai morrer logo. Pede ajuda a um ex-aluno e os dois começam a trabalhar junto na produção de cristais metanfetamina, uma droga química que faz bastante sucesso lá na fronteira dos E.U.A com o México, onde vive. Também é mais um pai de família que se tornou irresponsável por querer ser responsável demais.

7. Cassie Ainsworth, Skins

Cassie foi o retrato de muitos adolescentes, inclusive eu. Começou como uma menina inocente, engraçada, cheia de manias e se tornou uma pessoa experiente, com a cabeça feita e muita paranóia. É difícil assistir Skins e não se identificar com Cassie. É tudo tão difícil pra ela que acaba fazendo a gente gostar cada vez mais.

8. Tara Gregson, United States of Tara

Tara tem uma doença que se chama TDI (Transtorno Dissociativo de Identidade), que faz com que ela apague e no lugar de sua personalidade original, apareçam personalidades alternativas, ligadas a fatos distintos de sua vida. No caso dela, os alters iniciais são 3: T, Buck e Alice. Ao passar do tempo, Tara vai perdendo alters e adquirindo outros. Vida complicada pois tem que aprender a lidar com a relação de sua família com cada alter. Magnificamente interpretada por Toni Collette, que já fez O Sexto Sentido e Little Miss Sunshine.

9. Benjamin Linus, Lost

O traíra que mais traiu na história das séries de televisão e acabou no lado bom. Teve uma dura vida ao lado de seu pai e cresceu com fascínio pela ilha, fugindo depois e se tornando líder d’Os Outros, ou dos “hostís”, como a Dharma os chamava. Interpretado por Michael Emerson.

10. Anna, V

A líder dos visitantes do seriado “V” é interpretada por uma brasileira – coisa que pouca gente sabe. Morena Bacarin interpreta essa alienígena que não tem muito de sua vida revelado no seriado, a Anna. O máximo que se sabe é que ela é filha de Diana, que já veio pra terra em alguma outra missão, e que foi presa pela própria filha numa espécie de prisão na espaçonave do grupo. A interpretação é genial. Não dá muito pra explicar porque o personagem é um dos melhores, basta assistir.

11. Sheldon Cooper, The Big Band Theory

Dono das piores piadas sobre física na história dos seriados nerds. Sheldon é privativo, tem vergonha de tudo e todos, se acha – e é! – o mais inteligente de seus amigos, e completamente inseguro. Desde o começo da série o ator Jim Parsons foi aclamado por sua interpretação, e merece. O personagem está a cada episódio melhor e mais engraçado.

12. Hugo Reyes (Hurley), Lost

Um dos nossos. Nerd assíduo, com as melhores citações de Lost, e, talvez, personagem mais importante do seriado. Ele, junto de Ben e Walt, ficou na ilha depois que os outros foram embora cuidando de toda a anormalidade que ronda aquele lugar. Interpretado pelo quase Hurley Jorge Garcia.

13. Phoebe Buffey, Friends

Com certeza um dos destaques de Friends. Na minha opinião, o melhor personagem do seriado e com a história e piadas mais interessantes. Cresceu na rua, sem saber de sua vida real, tinha uma irmã gêmea, e todo tipo de coisa estranha que se pode acontecer numa vida. Interpretada pela atriz mais versátil que eu já vi em seriados: Lisa Kudrow.

14. Joey Tribbiani, Friends

O segundo personagem mais engraçado de Friends. Como de prache nos sitcoms de hoje em dia, é engraçado por ser burro. Passa o seriado todo procurando emprego como ator e por isso, é sempre alvo de piadas dos amigos. É interpretado por Matt LeBlanc, que até tentou continuar com o personagem num spin-off chamado Joey mas não deu certo.

15. Karen Walker, Will & Grace

Rica, nem um pouco humilde e também nem um pouco simpática. Trabalha para Grace numa empresa de design de interiores como secretária, mas na verdade não faz nada lá além de criticar as roupas da chefe. É a melhor amiga do melhor amigo de Will, Jack, que não gosta de Grace, que por sua vez adora Karen, que não gosta de Will.

Sentimentário

Posted in Arte, Cinema, Internet, Texto, TV, Vídeos by Igor on 11/04/2011

Quantas vezes já nos pegamos dizendo “eu achava que isso era tão grande quando era criança”? As crianças enxergam tudo diferente. Um brinquedo do parque vira um foguete; um bolo vira um castelo de chocolate; um cheiro, que “aperta um botão que faz passar um filminho na nossa cabeça“, vira lembranças… É de tudo isso que trata Sentimentário, a história de uma criança que fica indignada com a frieza passada pelo dicionário e resolve criar o seu próprio. Veja o vídeo clicando na imagem:

O vídeo está concorrendo no Festival de Vídeo Tela Digital, e eu venho pedir a vocês que votem no Sentimentário. Eu sei que a burocracia é grande, envolvendo o cadastro gigante e etc., mas é por uma boa causa! A arte. A arte moderna, que parece não existir, mas que está oculta nas nossas cabeças e nossas mãos. É só fazer o cadastro e clicar nas estrelinhas para avaliar! Obrigado, galerinha.

A Internet Brasileira

Posted in Humor, Internet, TV, Vídeos by Igor on 27/02/2011

Ou o roteirista é um idiota viciado em nacionalidade ou a TV de fato ainda não entendeu a internet…

Durma com essa.

Crítica: Glee

Posted in TV by Igor on 22/04/2010

Entendo o porquê de algumas pessoas gostarem de Glee: o senso crítico degradado. Não colocar o senso crítico em ação quando aquela cena te deixa sonolento é o mesmo que ligar o “foda-se” quando um político rouba dinheiro do seu imposto, só que num nível de escala bem, beeeem menor.

Criticar não é falar mal. Criticar é expor características que possam apontar a causa da sua opinião. Uma crítica deve ser levada a sério e respeitada. Ninguém tem o direito de fazer uma pessoa querer pensar de outra maneira. Do mesmo jeito que eu não quero fazer quem gosta deixar de gostar, não quero gente enchendo o saco e falando que eu devo gostar.

Quando Glee começou, me agradou. Por quê? Vejamos: As músicas dos episódios são sempre músicas populares e pertinentes, que fazem a gente se apaixonar rapidamente pelo que as apresenta. Achei boa as escolhas de música, e a idéia do seriado. Um seriado musical é um seriado musical. Não é música. Assim como também não é só uma série. Um seriado musical deve ter a idéia por trás do roteiro muito bem elaborada e apresentada com as músicas ligando fatos e complementando assuntos. Glee não faz isso. Ou pelo menos tenta às vezes.

No episódio do dia vinte de Abril de 2010, o episódio “The Power Of Madonna”, tivemos duas cena que considerou genialmente a relação roteiro-música. A primeira cena mostrava os membros homens do clube glee cantando uma música da Madonna como se estivessem tentando entender as mulheres. Essa cena foi complementar ao roteiro, levando em consideração que alguns personagens vêm elaborando problemas de relação. A outra cena, ao som de Like A Virgin, foi complementar à idéia de que três personagens do elenco central estavam tentando perder – figurativamente – a virgindade.

A genialidade dessas duas cenas não foram nenhuma vez no seriado tomadas a sério. A forma como as músicas são apresentadas no episódio meio que são comerciais. Momentos pra descansar do enredo fraco que a série tem. Nesse mesmo episódio, estavam todos conversando sobre a vida sexual da personagem principal, quando o professor interrompe a conversa e a mesma menina diz que tem uma idéia e começa a cantar uma música nada a ver com o assunto. Oi? Eu sei que é tenso apontar os erros de um episódio, mas foi o meio que eu encontrei de fazer quem gosta entender meu ponto.

Um seriado pode ter dois tipos de enredo: aquele que, em cada episódio vemos uma história nova, e aquele que cada novo episódio continua o anterior. Glee não usa nenhuma dessas duas características de enredo, o que me deixa confuso. Querem fazer uma história contínua, mas de repente fazem um episódio falando sobre virgindade no meio dos ensaios para um concurso? Confuso. Glee é um seriado bagunçado. Quem quiser assistir pelas músicas, deve ver só as músicas, e quem quiser assistir pela história, precisa estudar. O seriado está no 15º episódio e ainda não disse a que veio. Por isso o seriado me deixa aflito. É bagunçado.

A sexta temporada de Lost

Posted in Internet, TV by Igor on 02/04/2010

Lost nunca foi apenas uma série. Muito dela foi dito. A hype encima dela acabou se diluindo por 2006, mas continua conquistando novos fãs dispostos a assistir toda a série. Uma das únicas séries que levam em consideração só aqueles que acompanham fanaticamente; eles não repetem cenas ou criam novos assuntos para que os que peguem a série a partir de agora se sintam instigados a acompanhar. Esse é um dos motivos pelo qual a série perdeu audiência. Os outros não é preciso nem citar.

A filosofia de um reflexo em um espelho, de uma lágrima, de um piscar de olhos. Todos esses são sinais que um fã e acompanhante de Lost não deve deixar passar. É por isso que eu fiz o Taweret, blog sobre Lost onde comento os episódios da sexta temporada, dou spoilers, disponibilizo vídeos, imagens, teorias e respostas para tirar da escuridão aqueles que não se atentam a pequenas falas e outros pequenos takes no espelho. Para visitar o blog, clique na imagem abaixo.

Namaste! Haha!

Como os astros de “We Are The World” estão hoje

Posted in Internet, Música, TV, Vídeos by Igor on 20/02/2010

O We Are The World, ação concretizada em 1985, é um LP criado com o intuito de ajudar as famílias pobres e desabrigados da África. O projeto USA for Africa, que adotou a música como campanha, foi criado por Michael Jackson, que compôs a principal música do LP, We Are The World, junto com Lionel Richie.

Todos devem conhecer o clipe original de We Are The World, que contou com a participação de vários artistas americanos que apoiaram a campanha a favor da ajuda à Africa. Muitos desses cantores estão em baixa hoje em dia, alguns morreram, como é o caso do rei do pop, Michael Jackson e do pianista e cantor Ray Charles, mas outros continuam em evidência, que é o caso da maioria dos que estão nesse post. Se você não viu o vídeo, pode ver abaixo.

Fiz esse post para mostrar aos curiosos e fãs que apreciam o trabalho dos envolvidos no projeto, como os principais participantes estão hoje, ou como estavam antes de morrer, além de algumas informações relevantes. Espero que apreciem! :)

Quincy Jones, o produtor musical que conduziu o famoso vídeo, hoje está com 76 anos e continua na ativa, trabalhando. Há pouco tempo, participou da condução do atual We Are The World 25, feito destinado às vitimas dos terremotos do Haiti, junto com Lionel Richie e Michael Jackson. Quincy também é um grande admirador da cultura brasileira e pretende fazer um filme inspirado no Carnaval Brasileiro, que em sua opinião, é a maior representação espiritual do mundo em forma de festa.

Lionel Richie foi um cantor extremamente famoso nos anos 80, assim como Michael Jackson e seus amigos de projeto. Ele tem 13 discos lançados, sendo que o último, lançado em 2009, teve participações especiais de Alex Paterson, Trijntje Oosterhuis e Akon, que também participou do We Are The World pro Haiti. Aliás, Lionel também teve sua participação na produção do novo projeto, como principal produtor e compositor.

Stevie Wonder, o segundo de dois cantores cegos da campanha começou sua carreira na mesma gravadora em que Michael Jackson e seus 4 irmãos foram consagrados, a Motown. Apesar de Wonder não participar de forma nenhuma da versão ao Haiti do We Are The World, fez recentemente uma apresentação com o intuito de arrecadar fundos ao país, o Hope for Haiti Now.

Tina Turner também teve sua presença no projeto e continua com sua carreira atualmente. No ano passado, Tina fez uma tour musical em comemoração a seus 50 anos de idade, onde apresentou seus maiores sucessos em 90 shows, que arrecadaram 83 milhões de dólares, batendo vários records, inclusive da cantora pop-adolescente Britney Spears. Atualmente Turner encontra-se em uma pausa e, se depender dos fãs, voltará aos palcos e a produção de álbuns em breve.

Michael Jackson, compôs We Are The World junto com Lionel Richie e produziu o vídeo, participando apenas com pequenos dois trechos. Além disso, o astro do pop foi o único cantor que participou das duas versões da campanha, além de Lionel Richie e Quincy Jones, que produziram. Mas ele foi o único a cantar. Michael é um dos mais novos dos participantes e também um dos poucos que morreram. A morte dele, por insuficiência orgânica, ocorreu no ano de 2009, quando se preparava para fazer uma turnê de 50 shows, chamada This Is It que, mais tarde, teve imagens dos ensaios divulgadas em forma de filme-documentário.

Diana Ross, a cantora negra que se consagrou ainda jovem, no trio musical The Supremes, e ajudou Michael Jackson e seus irmãos do Jackson 5 a chegar à fama, encontra-se fora da franquia musical atualmente e lançará uma coleção de tênis vintage em 2010. A última performance ao vivo foi feita em 2009, no Symphonica in Rosso, evento dos países baixos da Europa Ocidental. Na versão atual de We Are The World, teve seu verso cantando pela irmã de Jackson, Janet Jackson.

Cyndi Lauper, uma das cantoras mais excêntricas dos anos 80, conhecida por músicas como Time After Time e Girls Just Wanna Have Fun continua na ativa e trabalhando com campanhas de integração social e compreensão da homossexualidade nos Estados Unidos. Cyndi lançou um álbum atualmente chamado Bring Ya To The Brink, e está trabalhando em outro, chamado TBA com previsão de lançamento pra esse ano. Ela teve sua parte no We Are The World interpretada novamente pela cantora Celine Dion.

Bob Dylan lançou no ano passado seu 33º álbum, chamado Together Through Life, que trouxe o primeiro primeiro lugar na lista de hits britânica depois do seu álbum dos anos 70 New Morning. Depois desse álbum, Dylan ainda lançou um outro em especial ao Natal, chamado Christmas In The Heart. Continua trabalhando em performances e em fundações estrangeiras. Bob teve sua parte cantada pelo vocalista do Jonas Brothers, Nick Jonas, que, em entrevista, declarou ter sido um grande desafia fazê-lo.

Ray Charles, o pianista consagrado que fez parte do refrão principal do primeiro We Are The World, morreu em Junho de 2004 durante a produção do filme que contaria a história de sua vida e carreira. O filme foi lançado e foi sucesso de bilheterias. Alguns álbuns póstumos foram lançados, um chamado Genius & Friends e outro chamado Ray Sings, Basie Swings, o primeiro em 2005 e o outro em 2006, ambos com gravações feitas desde 1997 e terminados em 2005.

Poucos destes artistas foram contatados pela produção do We Are The World 25, feito para o Haiti e, devido a isso, nenhum da versão antiga teve sua participação em voz, exceto Michael Jackson, que teve seu trecho incluído como uma homenagem. É claro que esses não são todos os cantores que participaram do projeto, pois se eu colocasse todos, esse post aumentaria 200 páginas na impressão da internet… Haha! Coloquei apenas aqueles que ficam com maior evidência no vídeo oficial. Veja a versão de 2010 abaixo, pro Haiti.

Para doar e corresponder ao intuito do vídeo, vá à página original e selecione a quantia desejado na barra lateral do YouTube. Cool.

Lost: Um resumo prévio e 23 questões

Posted in Internet, TV by Igor on 29/01/2010

Eu não imaginava o que Lost se tornaria pra mim quando eu, deitado no sofá da sala junto com meu pai, assisti ao episódio piloto da série na rede Globo. Seis anos depois, quem imaginaria que eu estaria revendo todas as temporadas e fazendo um caderno de questões não resolvidas? Só Jacob… Jacob? Você não sabe quem é Jacob? Ok, eu preparei alguns parágrafos pra você!

No dia vinte e dois de setembro de 2004, um grupo de pessoas, aparentemente sem nenhuma ligação, incluindo um tranbiqueiro, uma acusada de assassinato, um médico, uma mulher com câncer, um homem careca, frustrado e em uma cadeira de rodas, um gordo que, depois que jogou na loteria com os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42, sentiu-se no direito de dizer que era amaldiçoado, e um cadáver, pegaram um avião que sairia de Sydney, Austrália, e iria direto para Los Angeles, nos Estados Unidos. Iria. O avião, depois de uma grande turbulência, caiu em uma ilha totalmente diferente de qualquer outro lugar do mundo, onde monstros de fumaça assustam seus habitantes e pessoas mortas aparecem para seus entes queridos.

Depois de mais de um mês na ilha, os perdidos encontram uma porta no chão da ilha e decidem que, a qualquer custo, teriam de abri-la. Tentando lidar com o excesso de autoridade que o passageiro que foi, pelo tempo, denominado líder (Jack) queria impor, outro passageiro, Locke, e seu fiel escudeiro Boone, decidiram aplicar toda a sua dedicação naquela porta. A porta é aberta. Um homem chamado Desmond é encontrado la dentro, afirmando estar naquela escotilha, trancado, supostamente salvando o mundo, desde três anos atrás, quando saiu para uma regata ao redor do mundo. Salvar o mundo? Digitando um código e apertando executar?

A escotilha só trouxe mais dúvidas. Nela, foram encontrados vários artefatos que, como explicado no vídeo de orientação, pertenceram a um grupo que esteve na ilha nos anos 70-90, mas que agora, devido a uma purgação, causada por um homem chamado Ben, que traiu seu grupo e matou o próprio pai, estava inutilizada. Os outros, antes chamados de Hostis pelo grupo de cientistas que habitaram a ilha nos anos 70-90, foram cada vez mais se revelando para os sobreviventes. Cada aparição trazia uma resposta e milhares de perguntas.

Os outros foram, ao decorrer do tempo, sendo desmistificados pelos lideres dos sobreviventes. Acabaram virando apenas mais um grupo de pessoas perdidas naquela ilha, além de um cara chamado Richard, que apesar do tempo, parecia não envelhecer. Ben, agora líder dos outros, fica em perigo depois que seu velho inimigo, Charles Widmore, manda um grupo de cientistas e pessoas armadas em um cargueiro, em direção à ilha, que acaba resgatando seis dos sobreviventes do Oceanic 815, avião que fazia a rota Sydney – Los Angeles. A ilha precisa ser movida, para que o cargueiro perca-a. Mover a ilha? Quais são os segredos que a mitologia dessa ilha guarda? Apenas um nome pode responder a essas questões: Jacob, o líder dos líderes.

Ao mover a ilha, Ben faz com que o tempo se descontrole. Clarões mandam os sobreviventes pro passado, pro futuro e de volta para o presente a cada cinco minutos. O cérebro do ser humano, como explicado por Daniel Faraday, cientista que veio com o cargueiro de Widmore, não atura mudanças trágicas de tempo, como estava acontecendo. Segundo o físico, o cérebro tem uma espécie de relógio próprio e, quando o tempo muda, esse relógio é desregulado, o que pode levar à morte de quem passa muito tempo exposto às forças extraordinárias do lugar. Locke precisa mover a ilha de novo. E assim ele faz.

Achando que nada tinha acontecido, Locke resolve recrutar todos os passageiros que, um dia conseguiram sair da ilha, isso é, os 6 ex-passageiros do avião que foram levados pelo cargueiro. Locke não consegue, pois sempre teve muitos problemas com sua autoconfiança e extinto persuasivo. Ao contrário de Ben, que fez o velho acreditar que precisava morrer para convencê-los a voltar. Todos voltam, mas há um problema: o tempo da ilha parou em 1977 e, alguns, não todos os passageiros do avião de retorno, foram para o ano de ascensão da Dharma Initiative. É quando descobrem que, uma vez no passado, podem mudar certos fatos para que, no futuro, o avião não caia e eles consigam chegar a Los Angeles sãos e salvos. Com todos vivos e suas vidas normais.

Isso foi o resumo do resumo do resumo de todas as cinco temporadas já exibidas pela ABC. Veja agora uma lista de mistérios que eu, e acredito que todos os fãs, querem ver completamente respondidos e com um sentido. Saiba que tudo o que trago aqui são questões e suposições. Nada é confirmado. Muito menos se as perguntas serão respondidas ou não. Até porque os produtores já avisaram que muitas questões serão deixadas pra trás. Tomara que poucas e insignificantes, né? Vamos lá! Em ordem de acontecimento.

1. O que Locke viu?

Na primeira temporada, Locke está na floresta caçando Javalís quando, aparentemente, se encontra pela primeira vez com o monstro da ilha. Depois, quando conversa com Mr. Eko, que, aparentemente também o viu, afirma que o que viu era maravilhoso. Se eu não sou cego e, muito menos o Mr. Eko, é fácil afirmar que o monstro de fumação NÃO é nada maravilhoso. De acordo? Então chegamos à dúvida: O que Locke viu?

2. O que houve com a pomba da Claire?

No episódio Par Avion, Claire descobre que existem pombas marcadas na ilha que logo estariam indo para o sul. Desmond pega uma das pombas, Claire coloca a carta na alça da perna dela e ela sai voando. O que aconteceu com a pomba? Alguém a encontrou?

3. Porque os Outros pegam certas pessoas e outras não dos grupos?

Os Outros vieram e pegaram duas crianças, Cindy e mais algumas pessoas não citadas da parte de traz do avião e o Walt, na segunda temporada, quando todos ainda achavam que eles ainda eram esfarrapados. Porque eles só pegaram essas pessoas? Elas têm algo de diferente? Quais foram os critérios dos Outros?

4. O monstro de fumaça

Como o monstro de fumaça chegou à ilha? Quem o criou? Alguém o controla? O que ele é? A explicação para essas perguntas são cientificamente possíveis?

5. Poderes de cura?

De onde vêm os poderes de cura da ilha? Tem algo a ver com eletro magnetismo? São forças sobrenaturais que fazem o que acontece acontecer?

6. Quais são os segredos do Black Rock?

Ainda existem tripulantes/herdeiros vivendo na ilha? Richard foi um tripulante do navio? Como ele chegou no meio da floresta?

7. O que é o Templo?

Seria um lugar de meditação? Os restos da estátua de quatro dedos? O que aquelas paredes escondem?

8. Pista da estação Hydra.

Como os Outros sabiam que precisavam fazer uma pista de aterrissagem na ilha da estação Hydra?

9. Jacob.

De onde ele vem? O que ele é? De onde vêm os poderes dele? Porque ele não envelhece? Quantos anos ele tem?

10. O Homem de Preto.

Onde ele vive? Ele é algum tipo de parente do Jacob? Como ele conheceu Jacob? Como ele chegou à ilha? Ele não envelhece? Ele tem alguma relação com o monstro de fumaça? Ele toma forma de pessoas mortas? Só de pessoas mortas? Como? Jacob também faz isso?

11. A estátua.

Quem construiu a estátua? O que houve com o resto dela?

12. A ilha.

O que é a ilha? O que tinha nela antes de tudo acontecer? Antes do Black Rock, a Dharma, os Hostis chegarem? Porque é cheia de hieróglifos egípcios? Quais foram os primeiros habitantes de lá?

13. Richard.

Como ele chegou à ilha? Como ele parou de envelhecer? Ele tem poderes? Ele conhece Jacob e o homem de preto? Porque ele parece não querer ser o líder dos Outros? O que ele fez com o Ben depois que ele o encontrou na selva?

14. Libby.

O que Libby fazia no hospício de Hurley? Como ela saiu de lá?

15. Christian Shepard.

Ele é mais uma forma do homem de preto? Ou será que Jacob se transformou nele depois que ele caiu na ilha? Ele ressuscitou? Onde está o corpo dele?

16. Dons (Miles, Walt, Hurley)

O que são as visões de Hurley? De onde vêm os poderes de Miles? Quais são os poderes de predição de Walt? Como eles conseguiram eles?

17. Tempo.

Porque o tempo ocorre diferente fora e dentro da ilha? Como isso funciona? Porque isso acontece? Porque o experimento de Daniel detectou um atraso de 3 minutos e, depois, o corpo do médico foi encontrado antes?

18. Os sussurros.

O que são? Quem produz? Bem sabe deles, até que diz pra Russeau, quando rouba Alex, que ela deve correr pro outro lado dos sussurros. Ou ele só recebe regras também?

19. Poderes da ilha.

Além dos poderes de cura, a ilha parece mostrar domínio sobre outras coisas como a morte. Quando Michael tenta se matar, Tom diz a ele que a ilha não deixará que ele faça isso. De onde vem esse domínio? Antes de Jack ir embora da ilha, ficou doente. A ilha não queria que ele partisse. Bem ficou com câncer.

20. A roda.

O que ela é? Como ela funciona? Quem a criou? O que há atrás da parede? Engrenagens?

21. Os Outros são objetos?

Na quinta temporada, fica claro que, a viajem no tempo só acontece com seres vivos. Objetos não vão com as pessoas, contanto que elas estejam em contato com o objeto durante a passagem de tempo. Porque os outros não viajaram junto com os sobreviventes, Faraday, Charlotte e Miles? O que eles têm de diferente?

22. Ilana e os mocinhos.

De onde eles vêm? Como Ilana conhecia Jacob? Ela já esteve na ilha? Como ela sabia qual era a questão para encontrar Richard/Jacob/o homem de preto?

23. Os números.

Muito já foi dito sobre os números, mas eles têm algum significado, além do fato de serem resultados da equação de Valenzetti? Porque parecem ter poderes únicos? Porque estavam grafados na tampa da escotilha? Lembrando que eles foram inseridos lá antes do incidente, que criou o computador com o código.

Bom, então é isso. Eu passoi os últimos dois meses ocupado, assistindo a todas as temporadas de Lost e com meu caderninho de anotações à mão. Anotei muita coisa, risquei muitas outras e, as que não tiveram seus segredos revelados até o fim da sexta temporada, eu relatei aqui. Eu realmente espero que essas questões sejam resolvidas ou pelo menos comentadas. Se não resolvidas no seriado, talvez em uma conferência externa dos produtores e diretores do seriado. Seria ótimo, não acham? A sexta temporada de Lost vem aí, no dia 02 de fevereiro de 2010. E o começo já vazou!

Pergunta da semana: você é de áries?

Posted in Humor, TV by Igor on 04/11/2009

 

Você é de áries?

Não entendeu? Clique aqui.

Kanye West blá blá Taylor Swift blá blá

Posted in Humor, Internet, TV by Igor on 17/09/2009

Esses dias aconteceu o VMA, o Video Music Award, da MTV estadunidense, e, como eu digo, esses eventos dão certo porque é nos Estados Unidos. No Brasil, VMB tem meio dúzia de cantores realmente fodas assistindo Fresno e NX Zero ganharem prêmios por que pediram que suas fãs histéricas votassem, no fotolog. Mas o assunto não é esse.

Os Estados Unidos também tem suas famas instantânias alá Mallu Magalhães. Taylor Swift é uma delas. A única diferença entre as duas é que ela é a diferença. A loira de 19 anos fez campanha em tudo quato era lugar para que os fãs votassem nela pro VMA, e ela ganhou! Ela estava concorrendo com Beyonce na categoria “melhor clipe feminino”. Na hora que a coitada foi subir no palco pegar o prêmio, o jackass (apelidado assim pelo presidente Obama) do Kanye West sobe no palco e diz nessa palavras: “Yo, Taylor, estou muito feliz por você e vou deixar você terminar, mas Beyonce fez um dos melhores vídeos de todos os tempos!

Isso daí repercutiu mais do que a fantasia de ninho da Lady GaGa. Muitas pessoas no Twitter brincaram com as palavras do rapper maluco. Criaram um Tumblr só pra colocar montagens da situação, genial.

Depois disso, quando a Beyonce ganhou seu merecido prêmio, chamou Taylor pro palco e deixou que a garota terminasse seu discursso, olha que fofa, não? :P

Michael Jackson is alive era sacanagem

Posted in Internet, TV, Vídeos by Igor on 02/09/2009

Lembram daquele vídeo “provando” que Michael Jackson estaria vivo que foi postado aqui há algum tempo aquí no Mictório? Era sacanagem da rede de TV alemã RTL; segundo eles, a pegadinha foi feita pra provar como é fácil a divulgação de informação falsa nas internets. Tipo… Oi?

Nós mesmos nos surpreendemos com a rapidez da repercussão do vídeo”, disse à BBC Brasil Heike Schultz, porta-voz da RTL. “Na internet, foram registrados mais de 3,5 milhões de comentários sobre o vídeo”, acrescentou.

A RTL lembra que divulgou um comunicado de imprensa informando sobre a falsidade do filme, pouco antes de colocar o clipe na internet. Mesmo assim, alguns veículos europeus abordaram o assunto, especulando sobre uma suposta encenação da morte do artista. Entre eles estão o britânico Daily Telegraph e o tablóide alemão Bild.

Muitos fãs do entretainer sentiram-se ofendidos pelo vídeo, e a emissora se desculpou – “Não tivemos a intenção de ofender ninguém, nem de manipular ou confundir as pessoas, por isso a RTL retirou o vídeo da internet poucas horas depois”. Blame it on RTL.

Terceira temporada de Big Bang Theory

Posted in TV by Igor on 01/09/2009

Eu estava me entretendo nas internets, mais especificamente no Tuíter, quando BAM!

Sheldon com barba! What the fuck? Já tô rindo sem ver o epispódio… Especulo que ele está assim porque ficou muito tempo naquela expedição ao pólo norte sem fazer a face. Isso vai acontecer na terceira temporada de The Big Bang Theory, o seriado mais nerd – ou não – dos últimos tempos.

No site brasileiro The Big Bang Theory Brasil, você pode encontrar várias novidades sobre a nova temporada, fotos do primeiro episódio, vídeos e releases. Veja o primeiro comercial do episódio inicial.

A nova temporada estréia dia 21 de setembro.