Mictório Unissex

Conflito de geração, interesses e a vagabundização da internet

Posted in Artigo crítico, Crônicas, Internet, Tecnologia, Texto by Igor on 13/12/2012

Pensive Businessman Using LaptopO conflito de gerações é bem conhecido por aqueles que nasceram pelo menos nos anos noventa. É estranho pensar que uma criança que nasceu depois do 11 de setembro já tem onze anos, ou que as músicas dos anos 2000 já são consideradas old. Mas do que venho falar aqui é de algo completamente diferente. Vou falar do conflito de gerações em proporção micro, que acontecem de ano em ano. E a responsável é a tecnologia.

No começo dos anos 2000, a popularização da internet trouxe o serviço para a maioria das casas no mundo. Com a evolução da usabilidade e da tecnologia, a internet já se tornou um elemento essencial móvel. É impossível não lembrar das várias profanações antes ditas sobre o serviço. A internet móvel era vista como uma desnecessidade, um luxo. E agora, é um requisito, apesar do argumento ainda ter seus apoiadores conservadores.

Enquanto sentíamos vergonha de dizer que passávamos grande tempo das nossas vidas na internet, a tecnologia evoluía, e nos trazia o futuro dos conflitos de geração. A vergonha era pela imagem errônea de que a internet era tipo de lazer, apenas um passa-tempo, e essa mentalidade vem desde antes da sua própria invenção, com a grande semelhança entre vídeo-games e os principais propósitos de um computador caseiro. Símbolo de mudança, foi quando Marco Gomes, fundador da boo-box, empresa de publicidade e mídias sociais, certa vez respondeu à pergunta “Quanto tempo você passa na internet por dia?” com um simples “todo momento” .

Hoje em dia, a tecnologia avança como nada antes visto. É como se o propósito do século XXI fosse chegar o quanto antes à perfeição. E com esse processo de alcance da perfeição, foram se criando regras invisíveis à conduta na internet, principalmente com a chegada das mídias sociais. O “desespero” do alcance da perfeição fez a necessidade de conteúdo e o nível de qualidade destes conteúdos aumentarem. A diversificação ainda continuaria existindo, como a livre concorrência, mas quem se destacar rouba todo o mercado. Ou o mercado simplesmente não se interessa mais.

A Google tentou várias vezes implementar redes sociais em seus serviços para competir com o Facebook, e até chegou a comprar o Orkut, grande potencial no passado, haja visto a quantidade de usuários e a prioridade que esses usuários davam à rede. O Orkut foi devorado pelo Facebook e seu conteúdo original de qualidade. Foi esquecido pela maioria de seus usuários e deixou a Google de novo sem rede social. Isso é demonstração de engajamento com o cliente e com a qualidade do produto.

Com a chegada do Facebook, a visualização e compartilhamento de conteúdo se tornaram mais evidente, e os usuários, antes acostumados a ver apenas o conteúdo se fossem buscá-lo, agora se tornaram obrigados a ver qualquer coiss. É aí que começa o choque de geração, e, por que não, o conflito de interesses. Aquela pessoa que antes só publicava sobre alguma coisa em tópicos em comunidades agora te mostra quais seus interesses são de cara, na sua tela.

O compartilhamento de informações causa conflitos, e a saída que os chocados encontram é o total desprezo, ou a ignorância para com tais conteúdos (ou, nos piores dos casos, a facetização) de aspectos que não lhes convêm, ou não são compreendidos, tornando a relação em rede complicada e conflituosa. Aqueles que algum dia deixaram de seguir, ou estenderam seus costumes, hoje são hostilizadores e conservadores quanto à maneira de viver e os ditados errôneos de uma geração que descrevia a internet como lazer ou vídeo-game.

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Somos livres, só que não

Posted in Artigo crítico, Ateísmo, Cinema, Internet, Política, Religião by Igor on 22/09/2012

O governo fazendo merda em nome de um deus que, segundo eles, é melhor. Pode até ser que esse grupo de religiosos, dimensionalmente seja muito mais prejudicial do que os ocidentais, mas são atitudes como essa que me fazem odiar qualquer religião. Se não é usada para matar, é usada para manipular, e isso é tão grave quanto.

Sei também que há pessoas que seguem religiões e que são pessoas boas, não generalizo. A religião tem atitudes boas, assim como maus, mas o problema é que tudo o que faz mal nas religiões ultrapassa a diferença entre o que faz bem. Não odeio Allah, não odeio Jeová, nem Jesus… Odeio quem os usa, quem diz os representar pra controlar, manipular, matar, bitolar, e promover ignorância.

Ontem mesmo vi uma notícia que dizia que algum lugar tinha aprovado leis contra a burca/talibã. Qual é a lógica de um governo ocidental querer se impor sobre outro grupo porque a sua religião é diferente e usando o argumento do secularismo? Secularismo não é proibir, não é mudar à força. Liberdade é a única palavra que as pessoas parecem não conhecer o verdadeiro significado de verdade.

Como já falei, são as mesmas pessoas lutando por causa de um mesmo aspecto divino dividido em vários dogmas, costumes, culturas. É uma raça de animais que acham que por ter sido agraciada pela consciência na seleção natural tem o direito de passar dos limites da moral e viver sob as leis de uma legislação antiga e ultrapassada.

Acorda, pessoal. Somos uma raça só. Somos todos humanos, somos todos macacos, somos todos um só tipo de animal que se mata por ideais idiotas.

Marisa Lobo marisa-lobando novamente

Posted in Artigo crítico, Ateísmo, Ciência, Política, Religião, Texto by Igor on 24/08/2012

A odiada psicóloga Marisa Lobo, já comentada aqui no blog, e que anda por aí passando vergonha em convenções religiosas, entrevistas na TV e no meio profissional da psicologia, atacou novamente! Dessa vez (eu sei, parece propaganda da Sessão da Tarde) ela resolveu comentar sobre o caso do trio que oficializou o casamento no cartório da cidade de Tupã, no interior de São Paulo. Veja os pontos must see que ela comentou e depois eu comento um pouco.

Ao me deparar com essa notícia hoje pela manhã uma mistura de raiva, indignação tocou meu coração, um sentimento de impotência, uma vontade de pedir “Jesus volte logo”. E na mesma hora me veio uma palavra em mente:

Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. (Provérbios 31.8)

Minha Fé e minha indignação também cresceram minha pergunta então foi: Onde querem chegar esses detentores da Lei? Aonde quer chegar à mídia? Onde querem chegar esses grupos que afrontam a sociedade com valores totalmente distorcidos e aonde quer chegar tão sonhada psicologia que surgiu para aliviar conflitos psíquicos e está gerando muito mais confusões nas mentes da nossa sociedade quando se torna conivente e apoia qualquer tipo de ligação supostamente afetiva para o bem estar do “ser” que, em prol de direitos de satisfação pessoal, sexuais se perde em seus valores gerando conflitos ainda maiores.

Ótimo. Explico em poucas linhas o que ela quer dizer nesse último parágrafo absurdo: Ela está indignada porque a lei está funcionando num país democrático onde ninguém mais ninguém menos que os indivíduos relacionados à causa conseguem ter seus direitos reservados de maneira imparcial. Ela acha que a Globo insinua a poligamia quando coloca nas novelas personagens com mais de uma mulher. Ela acha que os grupos militantes que lutam a favor do direito de todos de terem seus direitos e de expressar o significado de seus direitos são uma afronta à sociedade.

Se eu quisesse ser irônico e sarcástico nesse texto, eu diria que o sentimento de raiva não tocou seu coração, e sim seu cérebro. Eu diria também que é irônico você postar estas palavras bíblicas quando elas se aplicam perfeitamente ao lado dos que se casaram e que estão sofrendo com seus preconceitos e julgamentos. Mas o texto é sério. Ou quase isso. Vamos lá.

Como podemos ser a favor de uma relação supostamente “afetiva”, que em minha opinião de afetivo não tem nada, pois o nome disso é “Orgia”, legalização da “Putaria” – me perdoem à expressão, mas a uso para me fazer entender sem falsos moralismos.

Primeiro, ninguém está pedindo pra você ser a favor de nada, e muito menos sua igreja. Vocês não passam de vermes fiscais da vida alheia que usam o nome de uma divindade pra encher a cabeça das pessoas com preconceito e intolerância. Ninguém quer a sua aprovação. Viva no seu mundinho de ignorância e continue perdendo qualidade e se transformando numa figura odiada em várias vertentes da militância gay, ateísta, pro-choice, da psicologia e até de cristãos.

Baseado nestas observações e discordando dessas posições atuais, e sabendo de sua militância hoje, me reservo no direito de militar também contra, fazer oposição ferrenha a estes abusos de poder psicológico que para mim não passam de manipulação. Inversão da realidade de valores que eles por não terem fé em Deus, não concordam e não percebem que sem parâmetros estão criando uma sociedade doentia que vive em busca de prazer a todo custo, se aprisionando de maneira cruel a realização desses. E os profissionais por sua vez, mesmo não concordando, são engolidos por estes de forma covarde por serem omissos e colocarem sua profissão acima de Deus. Nem ao menos em artigos reclamam desse autoritarismo.

Eu quero saber, Marisa. Já lhe veio à mente a possibilidade de nem todas as pessoas do mundo cultuarem o mesmo deus que você? Já lhe veio à mente que talvez a senhora devesse cuidar da sua vida e deixar as pessoas serem felizes com seus “prazeres” (tão condenados por você)? Os prazeres desse trio pouco influencia na sua vida, e de forma alguma “afronta a sociedade”. Os três vivem juntos e o problema é só dos três e de quem é influenciado pela relação. Penso que você não tenha nada a ver com a relação, já que teve que ir fofocar com o cartório da cidade de Tupã pra descobrir se era verdade.

Você diz que não quer falso moralismo, não é? Pois bem, a senhora deve estar sendo muito mal comida pelo seu marido e por isso precisa ficar dando uma de fiscal de cu e buceta e querendo mexer na vida de todo mundo, não é? Moralista é você, querendo impor os seus valores idiotas e egoístas em pessoas que não têm nada a ver com a sua vida e cuja relação não te atingirá de forma alguma.

A minha dica pra você: procure um psicólogo, Marisa Lobo, e aproveita pra descobrir como é o trabalho sério de um. E para de dar uma de maluca, pois no Código de Ética Profissional do Psicólogo está escrito:

Art. 2º – Ao Psicólogo é vedado:

b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.

Quer ler o texto na íntegra? Cuidado, altos riscos de vômito: http://www.verdadegospel.com/acorda-igreja-diz-indignada-marisa-lobo-sobre-a-uniao-oficializada-entre-tres-pessoas/

As crianças leitoras e a supervalorização de suas atitudes

Posted in Arte, Artigo crítico, Design, Internet, Literatura, Texto by Igor on 03/07/2012

Era sempre comum ver até mesmo as pequenas mídias (nós) divulgarem que Harry Potter foi a série responsável por revidar a vontade de ler de crianças, mas aqui no fandon brasileiro avaliamos que esse comportamento não passou do primeiro passo. Os leitores não evoluíram.

Foi possível avaliar tal observação a partir da divulgação da capa do novo livro da mesma autora, o The Casual Vacancy, cujo qual faço parte de uma página de divulgação no Facebook. As reações foram diversas, mas as que mais me chamaram a atenção (e que também se mostraram gerais) foram aquelas que diziam que as capas do Harry Potter eram melhores.

Os leitores da saga infantil não se contentaram com o fato de que a autora do seu amado introdutório à leitura tenha mudado de estilo, tenha ido a um nível acima. Espero com minhas fajutas predições que nem metade dos fãs consigam ler o livro novo até o fim, pois o modo de escrita será completamente diferente. Possívelmente com vocabulário não muito melhorado por tradutores que ainda nem serão os mesmos da primeira série de livros.

É meio chocante se deparar com essa geração que se diz as crianças que começaram a ler por causa de uma literatura atual dizendo que está ansioso pelo lançamento do próximo livro apenas pelo mesmo ter sido escrito por J.K. Rowling. É frustrante saber que trabalhamos com pessoas que, se não parte desta pequena massa, ou são administradores ou formadores de opinião.

As (prováveis?) causas das alucinações pós/pré-coma

Posted in Arte, Artigo crítico, Ateísmo, Ciência, Mictório Unissex, Texto, Vídeos by Igor on 06/06/2012

Desde que nasci fui obrigado pela cultura familiar a assistir à Globo e, no quesito religião, a ir na Igreja e respeitar os espíritas, por boa parte da minha família seguir tal vertente do cristianismo. Pois bem, com esses conceitos mesclados às minhas dúvidas, me apareciam aqueles relatos de pessoas que entraram em coma e testemunharam a si próprios de uma perspectiva diferente e viram a luz no fim do túnel com algum indivíduo lá. Tudo me fazia acreditar que aquilo era real, porque diferente dos testemunhos evangélicos, esses eram mais reais e se encaixavam direitinho nas crenças judaico-cristãs e espírita de onde meus conceitos vinham. E apesar de sempre ter sido meio cético, nada me impressionava mais que esses relatos. Hoje, depois de muita pesquisa, venho a vocês mostrar as conclusões que eu tomei, por impulso do meu próprio cérebro cético, do significado dessas “visões”.

Antes de começar, queria deixar claro aqui que tudo não passa de apenas chutes, não tenho nenhum conhecimento aprofundado sobre neurociência ou comportamento da mente humana. Uso como argumento os fatos que encontrei em artigos devidamente citados e relacionados no final do texto.

Afinal, que é a luz no fim do túnel? E porque nela sempre tem algum santo ou parente falecido? Endel Tulving, importante psicólogo e estudioso da neurociência uma vez disse “A nossa habilidade de relembrar o passado e antecipar o futuro é uma ‘viagem no tempo mental.’”, e é com essa citação que começo a tentar entender como funciona as visões que acontecem depois/antes de um choque.

Pesquisas envolvendo um paciente (K.C.) que se envolveu em um acidente de moto e depois não conseguiu recuperar o poder neurológico de relembrar situações que lhe haviam acontecido nem 5 minutos atrás, mostraram que o nosso cérebro precisa da percepção do passado para criar uma visão mesmo que hipotética do futuro. K.C., quando pedido para imaginar a si mesmo em algum lugar que ele fosse ir no futuro, respondeu aos médicos que a única coisa que conseguia ver era um completo branco. Outro paciente ainda disse que poderia descrever um futuro abstrato, mas que não era capaz de imaginá-lo. Ou seja, a nossa habilidade de pensar no futuro, ter medo da morte, ou até de fazer planos, está completamente relacionada com a habilidade que temos em guardar memórias. Mas prossigamos, que tem mais!

David Eagleman, um neurocientista na Baylor College of Medicine, demonstra com experimentos completamente simples que nossa mente funciona de uma maneira atrasada, levando em consideração o tempo real, o tempo de fato. Segundo ele, demora-se 80 milissegundos para que as informações cheguem ao nosso cérebro, o que nos faz sempre estar atrasados quanto ao tempo natural. “Quando você pensa que um evento acontece, na verdade ele já aconteceu” disse Eagleman. Em uma experiência que pode ser feita em qualquer lugar, Eagleman prova que o nosso cérebro exclui estes atrasos quando estamos realmente tentando perceber algo na prática. Ele diz que se você colocar um dedo no nariz e o outro na ponta do dedo do pé você vai sentir os dois ao mesmo tempo, por mais que o sinal do nariz tenha chegado muito antes do que o do dedo do pé.  Esses atrasos bloqueados pelo cérebro prova que a nossa consciência vive no passado em questão ao nosso corpo e o tempo natural.

Mas o que tudo isso tem a ver com as alucinações que acontecem quando as pessoas relatam ter visões do fim do túnel e de parentes/santos nele? Simples: a percepção do movimento que te causa o coma ocorre antes da sua consciência dar conta do que está acontecendo. Nesses 80 milissegundos, é provável que surjam questões como “onde vou?” ou “vou me encontrar com meu pai/Deus?” Essas questões são todas montadas pelo cérebro humano, que de perfeito não tem nada e que pode causar algum tipo de desconcerto das idéias reais, simplesmente compila todas as informações e junta-as como um filme (que seria aquele tal filme da vida que as pessoas tanto falam que vêem antes de entrar num coma) e a sua percepção do que está acontecendo simplesmente independe da realidade, se torna a partir daí uma fonte gigantesca de qualquer e todo o tipo de alucinação. Se você tem algum problema como o do paciente K.C., você provavelmente não terá alucinações como estas, pois seu cérebro não lembrará de experiências ou faces e não será capaz de montar um destino irracional que possa posteriormente parecer sobrenatural e ao mesmo tempo real.

Espero que eu tenha conseguido passar algumas de minhas idéias malucas que envolvem meu relacionamento sincero e próximo com a ciência. E peço que todos os médicos e neurocientistas que, por algum motivo venham a ler este artigo, ignorem os erros e tentem esclarecê-los para mim. Estou aberto a discussões e queria a opinião de todos para poder criar ainda mais teorias para coisas inexplicáveis que, por serem inexplicáveis, simplesmente são atribuídas à religiosidade. Fique aí com o vídeo que me fez quere falar sobre esse assunto e depois os links de onde tirei inspiração e informação.

http://blogs.scientificamerican.com/observations/2011/09/15/time-on-the-brain-how-you-are-always-living-in-the-past-and-other-quirks-of-perception/

http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Libet#cite_note-L1979-14

http://www.cracked.com/article_19659_7-theories-time-that-would-make-doc-browns-head-explode.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Coma

http://www.scielo.br/pdf/abo/v68n1/23273.pdf

Professor Ricardo Felício e seus absurdos

Posted in Artigo crítico, Ciência, Teoria da Conspiração by Igor on 22/05/2012

Vocês que viram a entrevista do professor Ricardo Felício e acreditaram piamente nos evidentes absurdos que ele apresentou como desqualificadores de evidências, leiam um pouquinho do que eu tenho pra dizer.

O cara disse com todas as palavras que a camada de ozônio não existe. Ok, obviamente, se você estuda química e física sabe que isso não é verdade. É praticamente um absurdo ouvir isso e não se assustar com tal afirmação.

Veja alguns trechos de textos e seus respectivos links (porque você também não deve acreditar em mim, e sim na ciência) abaixo.

Ozone is mainly found in two regions of the Earth’s atmosphere. Most ozone (about 90%) resides in a layer that begins between 6 and 10 miles (10 and 17 kilometers) above the Earth’s surface and extends up to about 30 miles (50 kilometers). This region of the atmosphere is called the stratosphere.

Texto retirado daqui: http://www.ozonelayer.noaa.gov/science/basics.htm

As camadas superiores da atmosfera recebem a radiação ultravioleta do Sol de curto comprimento de onda (200 nm), e esta, por fotodissociação origina a ruptura das moléculas de oxigénio molecular na camada que está situada entre os 80 e os 100 Km aproximadamente (ou seja, O2 = O + O). Estes átomos separados (O + O) podem combinar-se nesse caso individualmente com outras moléculas de oxigénio atómico, dando lugar ao ozono (O3).

Texto retirado daqui: http://br.monografias.com/trabalhos2/ozonosfera/ozonosfera.shtml

Todos os artigos publicados (ou não) em periódicos partem do princípio que a camada de ozônio existe. Não há nem como refutar argumentos sobre a existência. A negação não exclui o fato. Mas enfim. Acredito que o professor tenha se expressado mal, e tenha querido dizer, na verdade, que o BURACO nela não existe. Pois bem. Mais links:

Each year for the past few decades during the Southern Hemisphere spring, chemical reactions involving chlorine and bromine cause ozone in the southern polar region to be destroyed rapidly and severely. This depleted region is known as the “ozone hole”.

http://ozonewatch.gsfc.nasa.gov/index.html

Mais alguns:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=46314&op=all
http://www.theozonehole.com/ (inglês)

Ele ainda fala que a vegetação de um certo local não influencia num clima mais generalizado. Vejamos… Se a falta de vegetação não faz tanta diferença, como explicar o clima seco no Oriente Médio se não dizendo que ocorre por causa de massas de ar secas que vêm do deserto do Saara? Como que a massa Equatorial é tão diferente no Brasil? Será que não é por causa da existência de uma floresta gigantesca ali por perto, que é a AMAZÔNIA? Pois é.

Ao assistir a entrevista do professor no Jô, fica na cara que ele não tem argumento nenhum, só afirmações apelativas. Não há, na ciência, uma afirmação que possa ser feita da maneira que foi pelo professor na entrevista. Deve-se apresentar evidências. Pretendo procurar textos escritos por ele ou palestras, mas enquanto isso, todo meu conceito de baseia na entrevista do Jô Soares.

Só com esses aspectos já da pra ter uma noção do que é um troll dando aula de Geografia, né. Encontrei textos publicados que vão contra o conceito antrópico do aquecimento global. Dizem que isso é, na verdade, causado por causa do período em que estamos vivendo. Há estudos que mostram que esse aquecimento global pode ser por decorrência do aquecimento da terra depois de uma era glacial extensa. Mas essas afirmações nunca chegam a conclusões ousadas e sem fundamento como as do professor.

Também acredito que o ser humano não tenha tanto poder sobre a terra como achamos. A natureza se renova. Se ela precisar extinguir os seres humanos, extinguirá! E assim continuará seu ciclo natural. Se o aquecimento global for um aspecto antrópico, a nossa extinção só será adiantada por nós mesmos.

Mas enfim, espero ter aberto caminhos na mente de todos. Queria pedir desculpas a qualquer professor de Geografia que ler isso, e pedir que, se existirem erros ou precipitações no meu texto, que me corrija e eu farei uma atualização no post, sugestões de adaptação de texto também são bem-vindas.

[ATUALIZAÇÃO] Vejam esses três vídeos que o Pirulla e o Guilherme Tomishiyo fizeram falando com mais propriedade sobre o assunto. O primeiro é biólogo e o segundo é físico…

[ATUALIZAÇÃO 2] Argumentam que os amigos aí de cima são apenas vlogueiros, e pra não parecer chato aqui vai um vídeo que supre toda a sua necessidade de argumentação com apelo a autoridade.

Neil deGrasse Tyson é um astrônomo e diretor do Planetário Hayden no Museu Americano de História Natural em Manhattan’s Upper West Side. E agora qual vai ser o apelo? Ad hominem talvez?

Espero que esclareça ainda mais. :)

Planeta dos Macacos: A Origem

Posted in Arte, Artigo crítico, Cinema by Igor on 18/04/2012

Finalmente assistí o Planeta dos Macacos: A Origem, do ano passado. Admito que fiquei surpreso, pois o pré-julgamento, desde quando assisti a versão de 2001, nunca mais saiu da minha cabeça quando o assunto era Planeta dos Macacos. Sou um fã que exige e condiciona muito de filmes que são baseados em obras originais que gosto.

A franquia de filmes baseados no livro La Planète des singes, de Pierre Boulle, começou lá em 1968, quatro anos depois da primeira edição traduzida do livro chegar à Inglaterra. Foi um sucesso, mesmo tendo apenas tido baseado do livro aspectos políticos e sociais, e não de enredo. O filme conta a história de 4 astronautas que, ao se perderem no tempo, ou melhor: foram para o futuro. Lá os 3 astronautas sobreviventes da viagem (assista ao filme, ué!) chegam à Terra sem saber que é a Terra e descobrem que a sociedade daquele planeta é constituída por macacos. O filme tem o final épico e sempre lembrado do astronauta carinhosamente apelidado pelos macacos de “bright-eyes” encontrando a estátua da liberdade na praia e se dando conta de que o planeta em que está é realmente a Terra.

Em 1970 apareceu por aí o o segundo filme: De Volta ao Planeta dos Macacos, mostrando a continuação da jornada do remanescente astronauta e de mais um grupo que chega para supostamente salvá-lo. Logo veio o terceiro, o quarto, o quinto… e a crítica foi ficando mais rígida, como sempre! Nunca a crítica vai se acostumar com a inserção de elementos ficcionais novos. A crítica sempre vai achar que as novidades excederam o necessário para a história. Se você é um desses, veja só o primeiro (se conseguir).

Agora falando sobre a exaustiva crítica à utilização de animais em laboratório, que está presente desde o primeiro até o último filme (apesar de ser apresentado de uma forma mais rígida)… São os argumentos inversos que mexem com o sentimental do espectador. Ver macacos dominando os humanos é reconfortante depois de mostrado o domínio excessivo dos humanos acerca dos macacos. Foi disso que gostei no novo filme, Planeta dos Macacos: A Origem.

Você é apresentado logo de cara ao sistema de captura e uso de cobaias de chimpanzés em um laboratório de pesquisas de doenças (no caso, a Alzheimer) e sente. O filme faz você sentir. Ele explora os sentimentos, do jeito que um filme bom deve fazer. O inverso é mostrado no final do filme e você se sente aliviado, vingado. O nome do macaco principal é Ceasar, o mesmo nome do macaco revolucionário dos primeiros filmes, e vejam só: o apelido da mãe dele ao chegar ao laboratório é “bright-eyes”! Uma das conotações aos filmes antigos que valem a pena ressaltar. É lógico que existem muitas outras ainda, mas vale a pena perceber por si só. Chega… Veja os filmes!