Mictório Unissex

O(s) novo(s) iPhone(s)

Posted in Arte, Tecnologia by Igor on 28/08/2013

Pra você que queria um iPhone barato, que não desafiasse as barreiras do seu salário de trabalhador sul-americano está prestes a conseguir seus desejos mais secretos transformados em realidade. A Apple deixou vazar a carcaça do seu iPhone 5C. O nome é apenas um boato, mas pelo jeito o design de plástico é mais real que a atualização dos ícones do iOS 7.

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Um iphone em várias cores, de plástico, e com o preço bem mais acessível, vai sair em setembro. Marquem essa data: 10 de setembro. Além desse modelo, o iPhone clássico (com a traseira em alumínio) terá mais um, em cores douradas, ou champagne, já que a Apple adora sofisticar o nome de qualquer coisa.

Mais alguns vazamentos denunciam uma tentativa desesperada da Apple de renovar a visão que os consumidores têm da marca. Segundo algumas fontes (não tão confiáveis como aquelas que divulgaram as carcaças coloridas), o iPhone deixará de lado a numerologia bizarra que vinha sendo transformada em padrão. Supostamente, o próximo iPhone simplesmente se chamará “iPhone”, sem 5, sem S, sem C. Existirão, a partir daí, os modelos alternativos, que seriam os coloridos de plástico, e o prateado e champagne.

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Segundo o Tim Cook em pessoa, esses vazamentos vão atrapalhar nas vendas dos novos iPhones. O argumento do novo sr. Apple é o seguinte: “se a galera vir o iPhone antes do lançamento, toda a divulgação e frenesi da compra serão defasados.” Mas aí eu contraponho: Querido Tim Cook, o senhor não pode simplesmente revelar que a Apple e seus produtos funcionam na base da venda a frenesi… Se isso realmente acontece, pode esquecer toda a keynote e já lançar essa merda.

Mas uma coisa é preciso ser dita: nunca o mundo se importou tanto com a carcaça de um aparelho de telefone, e convenhamos: a Apple ainda é líder nessa modalidade.

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Os melhores vídeos do YouTube (música)

Posted in Arte, Internet, Listas, Música, Vídeos by Igor on 24/06/2013

YouTubeDesde 2005 a descoberta de músicas na internet ficou muito mais fácil. Antes, as pessoas apenas usavam a internet para baixar ou ir atrás daquelas músicas que elas já conheciam. Hoje a visibilidade é muito maior com a ajuda do YouTube. Você pode ouvir músicas que nunca tinha ouvido antes em lugar nenhum a hora que você quiser, com a ajuda do streaming revolucionário do site. Aqui eu reuni uma lista dos melhores vídeos musicais do YouTube (na minha opinião, claro).

Bobby McFerrin improvisando no Sing!

 

A versão de 11 minutos de You Need Me do Ed Sheeran

 

Três vídeos sarcásticos e extraordinários do Tim Minchin

 

 

 

NADADENADADENADADENADADENADADE

 

Um mashup ao vivo do Madeon

 

O VHS com iPhone

 

Um cover acústico de Daft Punk… Numa igreja

 

Um remix com autotune da entrevista da Sweet Brown

 

E pra terminar em grande estilo…

Um cover tenor, ventage e irlandês de Get Lucky

 

See ya in another post, brothers.

Meus contos publicados na Skynerd

Posted in Arte, Crônicas, Internet, Literatura, Texto by Igor on 06/11/2012

Bom, galera, vocês sabem que em alguns posts aqui no Blog eu tento me relacionar um pouco mais pessoalmente com os leitores, e apesar de eu saber que não tenho tantos visitantes freqüentes assim, é como se fosse uma necessidade. Pois bem. O Jovem Nerd, do qual já falei bastante aqui no blog, criou uma rede social esse ano, e agora o pessoal começou a postar contos e todo tipo de conteúdo literário por lá. A ideia foi genial, já que a Skynerd é um lugar precioso para receber feedback de pessoas com interesses comuns aos seus. Enfim, publiquei alguns contos por lá e resolvi trazê-los pra cá. Espero que gostem.

Conflito visto do penhasco

Enquanto olhava para o horizonte pensava quantas vezes namorara o penhasco onde estava se equilibrando prestes a se matar. Era o lugar para onde a visão da janela de seu pequeno quarto, num apartamento encima de um bar, apontava. Era pra esse penhasco que olhava quando estava pensando sobre autenticidade, sucesso e motivos. Passara praticamente toda a vida pensando no que poderia ter feito diferente que teria feito sua vida ter significados que nenhuma outra vida tinha tido até agora. Procurara desafios que talvez tivesse ignorado, ou talentos que não tivesse descoberto em si, mas não havia sinais de encontrar tais coisas, e a única coisa que estes pensamentos pareciam causar eram dores e comoções egoístas.

O vento soprou calmamente sobre seu corpo. O horizonte estava limpo, um dos céus mais bonitos que havia visto em sua vida: um sol se pondo amarelo, e nuvens pequenas e assimétricas compondo uma bonita obra de arte. Olhou pra baixo e viu em um relance um grupo de cavalos correndo em direção a um lago. Olhou cuidadosamente e percebeu que ali tinham mais ou menos 10 cavalos, dentre eles filhotes. Continuou olhando, meio arrogante, para o horizonte, sentindo seus lábios secarem com o vento. Olhou de novo para os cavalos. Não era muito comum ver tantos cavalos juntos nestas redondezas (a última vez que seu pai havia dito ter visto cavalos por perto fora quando caçadores estrangeiros estavam hospedados no chalé perto do bar). Percebeu que pelo caminho onde estavam seguindo, sem dúvidas encontrariam uma grande quantidade de leões que estavam destroçando alguns animais mortos, escondidos pela vegetação num canto do lago. Ficou olhando para o grupo de cavalos cada vez mais perto dos leões. Pensou que poderia tentar ajudar, mas percebeu que seu a hipótese era idiota. Não pudera nem ajudar sua própria mente a seguir um caminho saudável.

Lágrimas surgiram nos seus olhos e escorreram em seu rosto seco enquanto os cavalos foram chegando perto dos leões. Sentia compaixão. Talvez a vida fosse como a comida correndo para o prato do predador. Que a Morte é o predador que está esperando você chegar ao prato, sentada, paciente. A Morte provavelmente gosta de sofrimento e de vidas sem significado, são essas aquelas que ela mais degusta. A Morte provavelmente espera que todos acabem chegando a seu prato com alegria, ignorância e satisfação.

Os cavalos pararam. Fez-se um silêncio na terra embaixo dele. Um silêncio que nunca tinha presenciado desde que se considerara um amante do silêncio. Os pássaros pararam de piar, as árvores pararam de responder aos movimentos causados pelo vento, o vento parou de soprar, e percebeu – sem perceber – que seus pensamentos também haviam parado. Ele percebeu que a tensão e a agonia dos cavalos tinham o atingido, e percebeu que todos os pensamentos que tivera por toda a vida estavam destinados ao fim, naquele momento, assim como os cavalos. Os leões viram os cavalos, e saíram em direção. O silêncio cessou. E assistiu de cima do penhasco uma das cenas mais violentas de sua vida. Uma luta de vidas e covardias. Assistiu leões famintos voarem na direção de cavalos desesperados que em menos de minutos eram destroçados, e a imagem dos cavalos cavalgando e parando voltava a sua mente e lhe faziam sentir a impotência e insignificância de suas ações. Os cavalos que conseguiram, fugiram. Os que não, já não existiam mais. Eram nada mais que uma pedra. Sumiram. Inexistiram.

O silêncio pairou novamente, mas agora com o som dos pássaros e do vento. Como se tudo tivesse acabado. Como se nada tivesse acontecido. Como se aquelas vidas antes existentes não estivessem agora se desintegrando e inexistindo, como uma imagem que vai se apagando. Era fácil perceber que a normalidade e a eternidade não tinham dó. As duas continuariam a acontecer infinitamente, sem um fim, por mais que constituída por coisas inexistentes e frias, sem vida. A Morte era a única que nunca morreria, e continuaria com seu prato vazio, faminta e ansiosa. Deu um passo para traz, olhou pros próprios pés e disse: “hoje, Morte, terás fome.”

Meia-noite e Cinco

A sala número 01 do hospital estava fria apesar da grande quantidade de gente que estava ali. A enfermeira nunca vira uma sala tão cheia de gente como aquela, talvez nos dias em que algum famoso estivera internado, mas só. Os sussurros das conversas na sala quase cobriam o baixo barulho de choro de uma mulher que estava sentada ao lado da cama de um senhor muito velho. A máquina ao lado da cama estava apitando constantemente, com pequenas pausas, e todos na sala sabiam que isso era sinal de que o ancião ainda estava vivo. O barulho que mais aterrorizava os pensamentos de sua família era o da máquina apitando sem parar, indicando a morte. A última vez que seu avô acordara, apenas perguntara que horas eram e, depois de ouvir a resposta, voltara a dormir. A neta nunca esqueceu que horas eram, pois depois do que os médicos disseram, essas poderiam ter sido as suas últimas palavras para o avô. Eram onze e meia da manhã.

O grupo de pessoas dentro da sala acordou de um profundo transe de pensamentos quando ele acordou e tossiu. Todos pararam qualquer conversa ou atividade e encararam-no, como se houvesse um fantasma na sala. O velho olhou de olho pra olho e de cara pra cara, como se estivesse procurando por alguém, e viu seu bisneto. Antes de dizer qualquer coisa, perguntou à neta que horas eram. Um sentimento de revolta tomou conta do corpo dela, pensando nos momentos felizes e no descaso que o avô estava demonstrando apenas interessado nas horas. Respondeu que era hora dele se despedir da sua família. Uma gota de lágrima escorreu do olho do velho, molhando o travesseiro. Ele deu uma respirada pesada e perguntou as horas de novo, desta vez sorrindo. “Onze e meia”, respondeu a neta, choramingando. “Há exatamente doze horas desde a última vez que acordei e te perguntei as horas, certo?” perguntou o ancião, com a voz rouca e pigarreando. “Ou já estamos no outro dia?” Ela olhou para o avô e respondeu “Sim, há doze horas.”

O velho olhou de novo para o bisneto e lhe fez um sinal para que chegasse perto da cama. O menino, que tinha pouco mais que sete anos, chegou se arrastando à cama e olhou para o bisavô. O bisavô pediu que ele se aproximasse. Ele se aproximou. O bisavô disse poucas palavras em seu ouvido e o garoto virou de costas para a cama e caminhou em direção da porta. A mãe do garoto e todas as outras pessoas olharam-no passando calmamente até o corredor e não falaram nada. O apito da máquina ao lado da cama agora parecia mais alto que antes. Ninguém falava nada. Todos estavam esperando alguma coisa acontecer. Um susto fez todos olharem para o velho, que tinha dito alguma coisa incompreensível. Ele limpou a garganta e falou de novo. “Quero que quando o garoto voltar vocês todos saiam do quarto até eu pedir que voltem.” A voz autoritária do avô lembrava a neta de sua infância, quando corria pela casa e quase quebrava os cristais de sua avó, expostos numa cristaleira. Lembrava-se também das vezes que montara na moto do avô sem pedir permissão. Era esse o tom de voz que vinha chegando de longe quando o avô percebia que alguém estava na garagem.

Todas as pessoas que estavam no quarto saíram da sala e deram de encontro com o garotinho, trazendo uma caixa de veludo azul com aparência muito velha. A caixa era do tamanho de uma caixa de CD. A mãe nunca havia visto aquela caixa na vida, e perguntou o que era. O garoto respondeu que o bisavô havia pedido para ele pegar a caixa com uma enfermeira e que não sabia o que havia dentro. Ele entrou no quarto, todos ouviram o velho pedindo para o garoto fechar a porta, e o garoto o fez.

“Venha cá, meu filho” começou o bisavô para a criança, “eu sei que você não tem muitas memórias comigo. Eu sei que eu posso ter te decepcionado algumas vezes. O seu pai nunca gostou de mim, por isso não nos víamos tanto, mas você é o filho mais novo da minha família. Você será a pessoa que eu quero que proteja minha casa e minha família. Aí nesta caixa, está um relógio de bolso.” O garoto estava olhando vidrado para o bisavô. Ainda não tinha entendido quase nenhuma palavra do que o velho dissera, e estava ficando meio assustado. “Que horas são?” perguntou o velho, quebrando o silêncio. “Não sei.” Respondeu o garoto. “Olhe no relógio, está funcionando!” respondeu. “Mas eu não sei ver horas neste relógio!” suplicou o garoto. “Meia-noite.” Disse o bisavô. “Você sabe que dia é hoje, não sabe? Hoje é seu aniversário, meu filho. Hoje faz oito anos que você nasceu. A partir deste ano você terá noções do mundo, terá ensinamentos valorizados. Terá amigos, inimigos, crenças, decepções, corações partidos e, finalmente, amor. Todos nós somos destinados ao amor. O amor é o sentimento mais forte do mundo. Ele acontece de maneira inexplicável nas famílias, entre os namorados, entre os amigos, ou entre os animais. O amor é o sentimento que você deve querer alcançar. É o sentimento que a morte não vai destruir. A morte te acostuma a coisas que você nunca aprenderá a se acostumar de novo, ao pesar, à pena, à saudade. Hoje, meu filho, você faz aniversário. Hoje faz oito anos que você nasceu, e a partir de hoje, será o dia que você sempre lembrará quando vir este relógio. O dia em que seu bisavô morreu.”

Um silêncio extremo tomou conta da sala. O único som que o quebrava era o som do apito da máquina. O garoto não sabia o que fazer. Pensou em chamar a mãe, mas devia haver algum motivo para seu bisavô ter pedido para fechar a porta. Depois, pensou em chorar, mas não tinha vontade. Pensou em dizer alguma coisa, mas nada saía de sua boca, nem um adeus. O bisavô voltou a falar. “Puxe aquele cabo ali.” Disse. “Mas o que vai acontecer?” cuspiu o garoto. “Eu vou morrer.” respondeu o bisavô, sorrindo. “Morrer?” perguntou o garoto. “Sim. E chegou a hora. Que horas são?” – “Meia-noite e cinco.” Respondeu o menino, parado, e sabendo, mesmo sem perceber, que essa seria a primeira coisa que faria e que não teria a aprovação de sua mãe. Mas também era a primeira vez que não sentia medo. Era como se fosse inevitável. Como se fosse desonroso não fazer o que o velho pedia. Fez.

O apito da máquina do lado da cama ficou constante e ininterrupto. Seu bisavô tinha morrido. O barulho do outro lado da porta foi aumentando, e os passos começaram a se tornar murmúrios altos, e logo gritos. A porta estava trancada, ninguém conseguia entrar. Ouviu a voz de sua mãe aos berros do outro lado da porta. Ouviu pancadas barulhentas, mas não conseguia se mexer. O garoto apagou a luz do quarto, se encaminhou para a cama, abraçou o avô e dormiu. Os barulhos não o incomodaram, nem a gritaria e nem as batidas na porta. Tudo agora parecia equilibrado.

O Soldado Caído

“Quem está aí?” perguntou o mordomo. O silêncio interrompido pelo barulho estrondoso da chuva e dos trovões fez o mordomo perceber que não haveria resposta. Ele abriu a porta e se deparou com um soldado caído no parapeito da porta, completamente ensanguentado. Arrastou o corpo pesado para dentro da casa e fechou a porta. Ofegante, sentou-se na cadeira que estava ao lado e percebeu no braço do soldado um símbolo que há muito tempo não via. Aquele soldado deveria ter vindo de muito longe, pois os campos de concentração nazistas eram a mais de 10 quilômetros de distância dali. O símbolo era uma suástica, e o mordomo a reconheceu como um velho senhor reconhece o próprio filho.

“Senhor, temos um soldado caído na entrada da casa. Ouvi baterem na porta por volta das dez horas e fiquei até agora tentando acordá-lo. Vim apenas avisar que os médicos do senhor estão tomando conta do soldado, e que o senhor pode dormir tranqüilo, pois não deixaremos o rapaz partir sem que antes o senhor tenha uma conversa com ele.” Disse o mordomo, que estava coberto de sangue e com a aparência cansada. “Tudo bem. Obrigado. Você pode se retirar e tomar um banho, amanhã quando acordar trate de dar uma volta e conversar com sua família. Terá o dia de folga.” O senhor respondeu. O mordomo, grato, fez uma reverência e saiu do escritório.

“Olá.” Disse o senhor da casa para o soldado deitado na cama. “Olá”, ele respondeu. “Como se sente?” perguntou. “Bem, bem…” respondeu. “Muito bem,” começou o senhor, “espero que entenda que esta é uma casa de uma família tradicional. Aqui não aturaremos qualquer revolta referente a ataques que por algum motivo tenham o trazido para cá. Não sei por que estava na minha porta sangrando. Não quero agradecimentos e nem mais uma palavra vinda de você, apenas quero que se recupere, pois assim desejo a todos os meus semelhantes. A partir daí poderá tomar conta de si mesmo e partir de volta à sua casa. Já conversei com os médicos e sei o suficiente que gostaria de saber, só tenho uma pergunta a te fazer, e quero uma resposta simples… Os tiros que você levou foram dados por grupos do governo nazista?” O senhor fitou o rapaz como se estivesse em um julgamento de um criminoso. O rapaz respondeu: “não.” E o senhor virou as costas e saiu da sala.

“…tropas do exército americano tentaram mais uma vez atingir nossos domínios, e agora parece que estão novamente pretendendo nos atacar. Hitler disse em uma entrevista recente que não deseja permitir tropas de nenhum país inspecionar suas instalações de encarceramento de criminosos, e que apenas os deixará entrar se trocarem recursos necessários e que poderiam ser armas de uma futura guerra nuclear.” Queria mudar de canal, mas a televisão estava alta, e o soldado não estava perto do controle. Da primeira vez que ouvira a menção do nome do partido de que viera já sentira arrepios. Olhava envolta, no quarto, e por mais que procurasse, percebia que ali, pelo menos ali, não via nenhum sinal de apoio ao governo nazista por parte do dono da casa. Se levantou, já estava quase recuperado, e andou até uma escrivaninha ao lado da TV para procurar o controle remoto. Abriu as duas gavetas. Numa, a única coisa que encontrou foram uma fita adesiva e uma tesoura. Na outra, encontrou luvas, esparadrapos e algodão. Ao voltar pra cama, percebeu que embaixo dela, como se fosse um armário, existiam três gavetas. Abriu a primeira e logo de cara encontrou uma infinidade de coisas relacionadas ao governo nazista. Entre os artefatos estavam três revistas do governo de Hitler, três revolveres com suásticas, uma bandeira vermelha, um broche com uma suástica desenhada em um capacete em frente a duas espadas. No fundo do armário encontrou um pano vermelho com o símbolo do partido nazista desenhado em preto sobreposto num círculo branco. Assustou-se, pois aquele era idêntico ao que tinha em sua roupa de soldado. Ficou preocupado, pensando nas conseqüências de um soldado nazista sendo mantido na casa de opositores ao governo. Quase não se lembrava das últimas semanas passadas na casa, pois apenas tinha acordado para comer e tomar banho. Aquele quarto frio e com paredes de pedra era a única visão que tivera em meses, além da cara das enfermeiras, do médico e do mordomo, em visitas diárias, trazendo a comida.

“VOCÊ MEXEU AQUI?!” gritou o mordomo, acordando o soldado num susto. Olhou para a janela e percebeu que ainda era noite. “VOCÊ MEXEU? QUEM MEXEU?” voltou a gritar o mordomo. “Desculpe, desculpe, eu não sabia! Desculpe-me, eu prometo não contar a ninguém.” Respondeu, desesperado, o soldado. “Porque você mexeu?” perguntou o mordomo, se acalmando. “Estava procurando o controle remoto da televisão.” Respondeu. “Está aí do lado da cama.” E pela primeira vez o soldado percebeu um criado mudo com um abajur apagado a seu lado. “Ah, obrigado!” disse para o mordomo. “Você não pode contar o que viu aqui pro senhor desta casa. Nunca. Está me ouvindo? Você não contará a ninguém o que viu aqui. Não contará às enfermeiras, não contará ao senhor da casa, à senhora, aos seus próprios filhos, à sua própria mulher. Está entendido?” perguntou o mordomo, num tom de voz assustador, dominante, de poder. “Entendido.” Respondeu o soldado.

Ao longo dos dias, não viu mais o mordomo, e nem as enfermeiras nem o senhor da casa pareciam saber onde ele estava. Ouvira gritos durante a tarde daquele dia que pareciam ser de uma briga entre o senhor e a senhora da casa discutindo sobre o mordomo. Haviam três palavras que o soldado tinha certeza ter ouvido: vagabundo, puta e a mais revoltante de todas: nazista. Num brusco movimento, a porta do quarto onde o soldado estava se abriu, o senhor entrou e atravessou a cama com um olhar de canto. Chegou à cama e, ao se aproximar, o soldado assustou e pulou pro outro lado da cama, com medo do senhor ter descoberto sua origem e ter vindo o oprimir, ou algo pior. Mas não, o senhor se abaixou e abriu a gaveta onde o soldado havia encontrado os artefatos nazistas. O soldado chegou por trás e viu que a gaveta estava vazia. O senhor se levantou num salto que empurrou o soldado para traz e abriu o guarda-roupa aparentemente vazio também. Mas no fundo o senhor pôde ver. Viu aquele símbolo cujas ideologias eram tão nojentas que faziam uma nação inteira viver como ratos por quase setenta anos. Viu aquele símbolo que fora o responsável pela morte de sua mãe grávida. Ele viu a suástica, brilhando no fundo do armário.

O senhor saiu correndo e subiu as escadas, deixando a porta aberta. O soldado saiu e deu de cara com a estrela de Davi como um detalhe do espelho que enfeitava a escrivaninha da ante-sala do escritório do senhor. Ouviu gritos seguidos de murmúrios vindos do andar de cima da casa. Os barulhos de conversa foram aumentando e o soldado logo pôde ver as enfermeiras responsáveis por ele descendo às pressas em direção ao escritório. De lá, saíram cheias de malas e papéis nas mãos. Alguns caindo no chão e sendo recolhidos. O soldado apenas observava o caos. Todos os moradores da casa começaram a descer correndo pela escada e a se aglomerar cheios de bagagem no hall principal, onde um tapete marcava marcas de sangue que o soldado reconheceu como sendo seu. O senhor virou pra ele e disse “saia da casa agora.”

O soldado entrou em seu quarto de recuperação e vestiu suas roupas. Ao sair, encontrou a família apressada conferindo papéis e recarregando armamentos. Ele passou por eles e saiu da casa. Quando chegou do lado de fora, percebeu uma movimentação na rua de paralelepípedos que relembrava tempos de guerra, quando ainda era uma criança. Antes de poder dizer qualquer coisa, sentiu o peso de uma mão calejada tampando sua boca e o puxando para o lado da porta. Quando percebeu o que estava acontecendo, reconheceu alguns de seus colegas de trabalho. Um deles estava tentando avisar ao outro soldado de quem se tratava, mas o soldado pensava que fosse um morador da casa. Num outro canto, ao lado de soldados armados de escudos e metralhadoras, viu o mordomo da casa, com roupa militar do partido nazista.

Quando a família abriu a porta, não houve nenhum segundo de silêncio. As armas começaram a ser disparadas e gritos começaram a ecoar pela calma rua. Muitas pessoas que estavam na rua correram para dentro de suas casas e fecharam as janelas. O resto da família da casa conseguiu se abrigar no prédio e trancar a porta. Os corpos do senhor e de duas filhas estavam sangrando no chão da frente da casa. Dentro, era possível perceber o movimento. Os soldados começaram a chutar a porta. Depois de muitas tentativas, entraram e subiram as escadas. Um dos soldados começou a gritar, indicando o lugar onde o resto da família estava. Do lado de fora, o rapaz conseguiu se comunicar e ser reconhecido como parte do exército nazista. Depois de alguns minutos lá fora ouvindo as tentativas frustradas de penetrarem no quarto do segundo andar da casa, avistou a senhora e seus outros três filhos pela janela. Ela olhou para o ex-hóspede e fechou a cortina. Alguns tiros foram lançados à janela, mas nenhum parecia ter acertado o alvo. Um barulho veio de dentro da casa, e o rapaz percebeu que aquilo era o som da porta do quarto sendo aberta, mas ao invés de tiros, ouviu o silêncio. O silêncio foi interrompido por um único tiro. Pouco depois, os soldados desceram, carregando os corpos das três crianças e da mulher. Uma das crianças tinha um tiro na testa. Eles haviam se enforcado. Eram perceptivos os arranhões e a flacidez no pescoço. Os nazistas ergueram as mãos, em reverência ao líder do partido, e saíram em direção à base militar. O soldado perguntou: “Porque aquele tem um tiro na testa?” E o outro respondeu: “Porque ainda não tinha morrido.”

Blue Marble da NASA: a foto de 8K do Planeta Terra

Posted in Arte, Ciência, Design, Fotos, Internet by Igor on 02/11/2012

A NASA divulgou uma foto que diz ser a de maior resolução já tirada da Terra. A Blue Marble tem quase três metros de comprimento e largura (!), e foi tirada pelo instrumento VIIRS, acoplado ao recém lançado satélite de observação Suomi NPP. A imagem foi feita no dia 4 de janeiro de 2012. O satélite Suomi NPP faz parte de uma nova geração de satélites que pretendem observar as diversas facetas do Planeta Terra. O satélite carrega cinco instrumentos abordo. O mais importante deles é o The Visible/Infrared Imager Radiometer Suite, ou VIIRS, que tirou a foto. Veja abaixo e clique para ver o tamanho completo.

Créditos da imagem: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Ecce Homo, Cecília Giménez e o Jesus que virou urso

Posted in Arte, Humor, Internet, Religião, Vídeos by Igor on 24/08/2012

Vocês devem ter ouvido falar daquela senhorinha de Borja, Saragoça, que ~tentou~ restaurar o quadro “Ecce Homo”, do artista Elías García Martínez, não? Se não fique sabendo que é simples assim. Ela tentou restaurar e não conseguiu, a cidade e os religiosos fanáticos ficaram revoltadíssimos porque consideram qualquer representação de Jesus arte sacra e a mulher foi parar na mídia. Eu confesso que nunca tinha ouvido falar dessa pintura, e nem sei porque tanto alarde, mas hoje estou feliz, porque todos nós pudemos assistir à formação de um meme rápido e que já está quase acabando. Veja aí a arte da Cecília Giménez.

Da esquerda para a direita: a pintura original, depois a que foi estragada pelo tempo e por último a restauração.

Os memes começaram e você mal pôde acompanhar. Num país religioso como esse, as imagens simplesmente eram ignoradas e consideradas blasfêmia, mas aqui você pode ver e se deliciar com as melhores montagens adoráveis feitas com o instrumento de um lapso artístico de uma senhora antes desconhecida de Borja.

E pra finalizar, um vídeo magnífico que mostra o filme “Jesus” remasterizado pela gentil velhinha que pode ser vista no final do post com sua carinha fofinha de vovó dos bolinhos de chuva!

Assine a petição que pede que a imagem não seja restaurada aqui!

 

Resumo da minha vida em Junho

Eu pensei em fazer mais um vídeo fazendo um resumo dos meus favoritos de Junho mas a minha câmera tá sem pilha, as pilhas que eu compro não funcionam direito e eu já cansei de tentar fazer essa merda desfocativa funcionar. Então eu vou fazer em texto mesmo, desculpa os que não sabem ler, mas né, vamos lá.

A Guerra dos Tronos

Eu comprei finalmente esse livro que tanto se fala sobre. Demorei mesmo. Eu tava esperando ler pra assistir o seriado, mas já até tinha desistido. Recebi um dinheiro do tráfico de um trabalho que eu fiz e aí pude comprar esse tijolo de 50 reais. Tenho críticas grande sobre a edição, mas primeiro vamos falar da narrativa.

Fiquei muito confuso quando comecei a ler. Primeiro porque os capítulos têm nome de personagens. E segundo que os nomes são todos muito difíceis e parecidos, o que me faz não saber direito se eu conheço o personagem que me apresentam ou se é outro com o nome parecido. Acho que um pouco disso aconteceu porque eu estava tentando ligar o nome ao ator que interpreta o personagem no seriado, cujo vi o primeiro episódio. Mas já estou pegando, tomara que não apareçam mais personagens.

A edição que eu comprei imagino ser a única versão lançada em português. Ela tem orelha, é muito bem impressa e as páginas são amarelas. Mas tem um problema: pelo livro ser muito grande, a editora provavelmente tenha querido cortar gastos e acabou fazendo as letras ficarem extremamente pequenas numa página quase sem margem. Isso faz a leitura ficar cansativa e os capítulos parecerem pequenos. Mas enfim, eu uso o óculos e tudo fica bem. Mas por favor, se alguém de editora estiver lendo isso, não poupem gastos! Façam edições lindas. Isso fará vocês ganharem mais dinheiro ainda.

Before Watchmen

Lá em 2009 participei de uma promoção do Jovem Nerd que daria aos vencedores a versão definitiva de Watchmen junto com dois DVDs relacionados às HQs e um jogo de PS3 baseado no filme. Ganhei com muito amor e li. Virei fã incondicional de todos os personagens, da HQ e do filme. Tenho minhas críticas mas não vem ao caso. Agora em 2012 o Darwyn Cooke decidiu lançar pela DC a série Before Watchmen pra contar a história do grupo de heróis que existiram antes dos Watchmen e que inspiraram os Watchmen à ação. Comecei a ler e já percebi que o estilo é muito parecido com o de Watchmen e embora os desenhos deixem explícita a vontade de reproduzir fielmente a série original, o autor dos desenhos novos está saindo um pouco do que é conhecido pelos fãs, principalmente quando desenha personagens mulheres já conhecidas da série original. Mas enfim, né.

Skrillex – Bangarang

Pois é, dubstep me conquistou desde quando ouvi pela primeira vez. Eu sabia que esse estilo de música era o que estava faltando na minha vida. Baixei várias coisas, inclusive o CD do seriado Skins, que tem muito dubstep, e junto o CD do Skrillex, o Bangarang. CD muito bom. Pra quem gosta de dubstep e Skrillex é, com certeza, o melhor dele.

Linkin Park – LIVING THINGS

O Linkin Park finalmente lançou o álbum novo. Living Things saiu primeiro no iTunes e depois dia 16 de Junho teve o lançamento oficial. O álbum nem chega aos pés de A Thousand Suns, mas é bom. Melhor que o Minutes to Midnight. Nem vou falar muito aqui sobre isso porque já falei bastante de Linkin Park há pouquíssimo tempo aqui.

Tim Minchin & The Heritage Orchestra Live At The Royal Albert Hall

Já falei de Tim Minchin também, né, mas nunca é demais. O cara passou a vida de shows dele inteira fazendo performances só com seu pianinho e agora tem a Heritage Orchestra junto dele com arranjos maravilhosos para as músicas do show. Vale a pena dar uma olhada nesse sho absolutamente fantástico e totalmente diferente dos outros shows conhecidos dele. Vai aí navegar pelos mares piratas da internet que você acha o DVD para download.

E é isso, galera. Espero que vocês possam apreciar minhas dicas de leitura, música e todo o resto e até mês que vem, possivelmente com outro vídeo falando sobre as minhas conquistas intelectuais e amorosas do mês. Adiós.

As crianças leitoras e a supervalorização de suas atitudes

Posted in Arte, Artigo crítico, Design, Internet, Literatura, Texto by Igor on 03/07/2012

Era sempre comum ver até mesmo as pequenas mídias (nós) divulgarem que Harry Potter foi a série responsável por revidar a vontade de ler de crianças, mas aqui no fandon brasileiro avaliamos que esse comportamento não passou do primeiro passo. Os leitores não evoluíram.

Foi possível avaliar tal observação a partir da divulgação da capa do novo livro da mesma autora, o The Casual Vacancy, cujo qual faço parte de uma página de divulgação no Facebook. As reações foram diversas, mas as que mais me chamaram a atenção (e que também se mostraram gerais) foram aquelas que diziam que as capas do Harry Potter eram melhores.

Os leitores da saga infantil não se contentaram com o fato de que a autora do seu amado introdutório à leitura tenha mudado de estilo, tenha ido a um nível acima. Espero com minhas fajutas predições que nem metade dos fãs consigam ler o livro novo até o fim, pois o modo de escrita será completamente diferente. Possívelmente com vocabulário não muito melhorado por tradutores que ainda nem serão os mesmos da primeira série de livros.

É meio chocante se deparar com essa geração que se diz as crianças que começaram a ler por causa de uma literatura atual dizendo que está ansioso pelo lançamento do próximo livro apenas pelo mesmo ter sido escrito por J.K. Rowling. É frustrante saber que trabalhamos com pessoas que, se não parte desta pequena massa, ou são administradores ou formadores de opinião.

Obrigado Deus!

Posted in Arte, Ateísmo, Ciência, Crônicas, Humor, Música, Religião by Igor on 20/06/2012

Devo-te desculpas. Temo ter cometido um grande erro. Me distanciei de você, Senhor. Estava cego demais para enchergar a luz. Estava fraco demais para sentir Seu poder. Fechei meus olhos, não conseguia ver a verdade, Senhor.

Mas aí, como Saulo na estrada de Damasco, me mandaste um mensageiro, então eu tive a verdade revelada a mim. Por favor, perdoa-me pelas coisas que disse. Nunca mais te trairei, Senhor. Rezarei, ao contrário, e direi “Obrigado, obrigado Deus. Obrigado, obrigado, obrigado Deus!”

Obrigado Deus por curar a catarata. Não tinha idéia, mas está tão claro agora. Me sinto tão sínico. Como posso ter sido tão idiota?

Obrigado por me mostrar como a oração funciona: uma oração especial, numa igreja especial. Obrigado pela chance de conhecer este oftalmologista onipotente. Obrigado Deus por curar a catarata. Não tinha percebido que era tão simples, mas você me mostrou um exemplo de como pode ser feito.

Você tem que rezar num lugar específico, para versão específica de um deus específico, e você sarará. Ele curará a catarata de uma puta de classe média.

Eu sei que no passado minha perspectiva era limitada. Não conseguia ver exemplos de onde a vida era definitiva. Mas devo admitir quando a evidência é clara. Tão clara quanto as novas córneas. É extremamente claro! Extremamente claro!

Obrigado Deus por sarar a catarata. Devo admitir que no passado fui cético, mas com esse mistério descrito, estou dominado!

Obrigado por me mostrar como meu ponto de vista estava inundado. Achei que Deus não existia, mas vejo que isso é cínico. O problema é que os interesses dele não são exatamente… amplos. Ele não se importa com as massas passando fome, ou a desigualdade entre as várias classes. Ele dá passes restritos, que podem ser trocados por cirurgia ou óculos.

Agora entendo como a oração funciona: uma oração específica, numa igreja específica, num estilo específico, com coisas específicas, para problemas específicos, que não são específicos de certa maneira, e para pessoas específicas, de preferência brancas, para sentidos específicos, de preferência a visão. Uma oração específica, em um lugar específico, para uma versão específica de um deus específico.

E se você interpretar corretamente, ele pode dar um tempo na distribuição de malária para bebês e descer na sua casa e curar a sua catarata.

Amém.

(Adaptação da canção de Tim Minchin, “Thank You God”)

Linkin Park: o novo, o velho e o mais novo ainda

Posted in Arte, Música, Texto, Vídeos by Igor on 16/06/2012

Aposto que você já ouviu alguém falando que o Linkin Park piorou, acertei? Pois é, é quase sempre assim quando uma banda resolve mudar de estilo por questão de evolução no gosto musical dos integrantes e a grande massa que gosta resolve parar de ouvir e dizer que ficaram ruins por causa de mudanças. Eu discordo. Pra mim, Linkin Park melhorou, e tenho a impressão que isso aconteceu por conta da minha mudança de gosto musical também.

Lá pelos mórbidos anos 2000 eu era apaixonado pelo Linkin Park e suas misturas de samples, guitarras distorcidas, etc. Ouvia muito com muitos dos meus amigos. O gosto por Linkin Park era quase unanime nessa minha pré-adolescência. Sempre começava com In The End, Crawling, e essas primeiras músicas incríveis do Hybrid Theory. Depois passou pro Meteora, com Faint, NumbBreaking the Habit. Depois de um tempo, lançaram um CD com remixes de músicas deles com músicas do Jay-Z, o Collision Course. Foi sucesso. Comprei o CD, que acabou me aproximando mais ainda da banda.

Então, lá por 2006, parei de ouvir freqüentemente como ouvia. Foi lançado o Minutes to Midnight e eu não tive vontade alguma de ouvir. Estava completamente satisfeito com os dois primeiros, era como se eu não precisasse de mais. Foram lançados singles que não eram nada pra mim além de músicas de rádio, como What I’ve Done. Mas em 2010 eu abri meus olhos.

Em 2010, fui com amigos pro festival SWU, com a esperança de ver Avenged Sevenfold, Incubus e Pixies muito mais que Linkin Park. Pra mim, Linkin Park era apenas mais um show alí no lineup. Nada mais. Mas aí chegou a hora do show. Eu já estava quase morrendo de frio e cansaço quando aquelas músicas que fizeram parte da minha adolescência começaram a tocar e eu comecei a levar o show a sério. De música em música meu fanatismo foi voltando. Meus amigos envolta cantando as músicas do Minutes to Midnight me fizeram conhecer o álbum. Mas o que mais me impressionou foram as músicas novas. Tinham elementos indianos, também de rock psicodélico, que é, hoje em dia, uma das minhas maiores paixões. Muitas me lembraram Pink Floyd e assim fui me interessando cada vez mais pelo “novo Linkin Park”.

Depois do festival, fui obrigado a ouvir o álbum de 2010, o A Thousand Suns, e me apaixonei. Mandei pros meus amigos que foram pro festival comigo, mas eles não gostaram. Sempre falando que preferiam o estilo antigo. Pois bem, resolvi seguir sozinho com Linkin Park dessa vez…

Agora estamos em 2012 e no dia 26 o novo álbum dessa banda, que é provavelmente a banda da minha vida, vai ser lançado. O Living Things promete seguir o estilo do A Thousand Suns, e estou ansioso. Já lançaram algumas músicas no YouTube e como single, e já tocaram algumas nos shows. Parece ser bom. Não me decepcionará.

O Linkin Park foi uma banda que praticamente me seguiu sem eu saber. Eu gostava do tipo de rock que eles tocavam lá em 2000, e em 2010, 10 anos depois, fui me reencontrar com a banda fazendo músicas que agora me captam. É claro que continuo gostando das músicas antigas. Mas é como alguma coisa mais nostálgica que é os novos estilos. Os novos estilos são novidade. São psicodélicos, são indianos, são meus.

As (prováveis?) causas das alucinações pós/pré-coma

Posted in Arte, Artigo crítico, Ateísmo, Ciência, Mictório Unissex, Texto, Vídeos by Igor on 06/06/2012

Desde que nasci fui obrigado pela cultura familiar a assistir à Globo e, no quesito religião, a ir na Igreja e respeitar os espíritas, por boa parte da minha família seguir tal vertente do cristianismo. Pois bem, com esses conceitos mesclados às minhas dúvidas, me apareciam aqueles relatos de pessoas que entraram em coma e testemunharam a si próprios de uma perspectiva diferente e viram a luz no fim do túnel com algum indivíduo lá. Tudo me fazia acreditar que aquilo era real, porque diferente dos testemunhos evangélicos, esses eram mais reais e se encaixavam direitinho nas crenças judaico-cristãs e espírita de onde meus conceitos vinham. E apesar de sempre ter sido meio cético, nada me impressionava mais que esses relatos. Hoje, depois de muita pesquisa, venho a vocês mostrar as conclusões que eu tomei, por impulso do meu próprio cérebro cético, do significado dessas “visões”.

Antes de começar, queria deixar claro aqui que tudo não passa de apenas chutes, não tenho nenhum conhecimento aprofundado sobre neurociência ou comportamento da mente humana. Uso como argumento os fatos que encontrei em artigos devidamente citados e relacionados no final do texto.

Afinal, que é a luz no fim do túnel? E porque nela sempre tem algum santo ou parente falecido? Endel Tulving, importante psicólogo e estudioso da neurociência uma vez disse “A nossa habilidade de relembrar o passado e antecipar o futuro é uma ‘viagem no tempo mental.’”, e é com essa citação que começo a tentar entender como funciona as visões que acontecem depois/antes de um choque.

Pesquisas envolvendo um paciente (K.C.) que se envolveu em um acidente de moto e depois não conseguiu recuperar o poder neurológico de relembrar situações que lhe haviam acontecido nem 5 minutos atrás, mostraram que o nosso cérebro precisa da percepção do passado para criar uma visão mesmo que hipotética do futuro. K.C., quando pedido para imaginar a si mesmo em algum lugar que ele fosse ir no futuro, respondeu aos médicos que a única coisa que conseguia ver era um completo branco. Outro paciente ainda disse que poderia descrever um futuro abstrato, mas que não era capaz de imaginá-lo. Ou seja, a nossa habilidade de pensar no futuro, ter medo da morte, ou até de fazer planos, está completamente relacionada com a habilidade que temos em guardar memórias. Mas prossigamos, que tem mais!

David Eagleman, um neurocientista na Baylor College of Medicine, demonstra com experimentos completamente simples que nossa mente funciona de uma maneira atrasada, levando em consideração o tempo real, o tempo de fato. Segundo ele, demora-se 80 milissegundos para que as informações cheguem ao nosso cérebro, o que nos faz sempre estar atrasados quanto ao tempo natural. “Quando você pensa que um evento acontece, na verdade ele já aconteceu” disse Eagleman. Em uma experiência que pode ser feita em qualquer lugar, Eagleman prova que o nosso cérebro exclui estes atrasos quando estamos realmente tentando perceber algo na prática. Ele diz que se você colocar um dedo no nariz e o outro na ponta do dedo do pé você vai sentir os dois ao mesmo tempo, por mais que o sinal do nariz tenha chegado muito antes do que o do dedo do pé.  Esses atrasos bloqueados pelo cérebro prova que a nossa consciência vive no passado em questão ao nosso corpo e o tempo natural.

Mas o que tudo isso tem a ver com as alucinações que acontecem quando as pessoas relatam ter visões do fim do túnel e de parentes/santos nele? Simples: a percepção do movimento que te causa o coma ocorre antes da sua consciência dar conta do que está acontecendo. Nesses 80 milissegundos, é provável que surjam questões como “onde vou?” ou “vou me encontrar com meu pai/Deus?” Essas questões são todas montadas pelo cérebro humano, que de perfeito não tem nada e que pode causar algum tipo de desconcerto das idéias reais, simplesmente compila todas as informações e junta-as como um filme (que seria aquele tal filme da vida que as pessoas tanto falam que vêem antes de entrar num coma) e a sua percepção do que está acontecendo simplesmente independe da realidade, se torna a partir daí uma fonte gigantesca de qualquer e todo o tipo de alucinação. Se você tem algum problema como o do paciente K.C., você provavelmente não terá alucinações como estas, pois seu cérebro não lembrará de experiências ou faces e não será capaz de montar um destino irracional que possa posteriormente parecer sobrenatural e ao mesmo tempo real.

Espero que eu tenha conseguido passar algumas de minhas idéias malucas que envolvem meu relacionamento sincero e próximo com a ciência. E peço que todos os médicos e neurocientistas que, por algum motivo venham a ler este artigo, ignorem os erros e tentem esclarecê-los para mim. Estou aberto a discussões e queria a opinião de todos para poder criar ainda mais teorias para coisas inexplicáveis que, por serem inexplicáveis, simplesmente são atribuídas à religiosidade. Fique aí com o vídeo que me fez quere falar sobre esse assunto e depois os links de onde tirei inspiração e informação.

http://blogs.scientificamerican.com/observations/2011/09/15/time-on-the-brain-how-you-are-always-living-in-the-past-and-other-quirks-of-perception/

http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Libet#cite_note-L1979-14

http://www.cracked.com/article_19659_7-theories-time-that-would-make-doc-browns-head-explode.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Coma

http://www.scielo.br/pdf/abo/v68n1/23273.pdf

40 das fotos mais poderosas já tiradas

Posted in Arte, Design, Fotos, Internet, Listas by Igor on 05/06/2012

A foto abaixo você provavelmente já viu e, se você não é um daqueles conspiracionistas malucos, achou demais o conceito de uma terra nascente. As demais fotos compiladas pelo Bookfaked numa lista de 40 fotos dentre as mais poderosas e conhecidas já tiradas estão no link lá no fim do post!

A moving collection of iconic photographs from the last 100 years that demonstrate the heartbreak of loss, the tremendous power of loyalty, and the triumph of the human spirit. Warning: Some of these will make you weep.

Veja mais 39 fotos aqui.

Deus é amor?

Posted in Arte, Ateísmo, Ciência, Internet, Religião, Texto by Igor on 25/05/2012

É impagável ver as imagens do Facebook que vangloriam (o) Deus em contraste com as piadas absurdas postadas por páginas que têm como único intuito difamar religiões e fazer chacota delas. Mas no meio dessas, existem aquelas que chamam a minha atenção, aquelas que são mais profundas e que poderiam desencadear discussões saudáveis se a grande máxima “religião não se discute” não existisse. Me deparei com o seguinte hoje.

Se não conseguiu ler, clica que aumenta!

Pois bem, a foto retrata dois tipos de cristãos: os malucos, mas acima de tudo, coerentes aos absurdos de sua religião, e os conscientes, que sabem que os dogmas malucos que deveriam seguir não devem ser seguidos pois têm um pouco de moral além da religião. Acreditam sem acreditar. E é esse mesmo tipo de cristão que comentou coisas como “deus não odeia, não castiga e não pune” e “Deus é amor, esses ignorantes acham que Deus é igual a eles, com ódio e sentimentos negativos!”

Primeiro, devemos perguntar a que deus se referem ao dizer “Deus”, mas pode-se deduzir, estando no Brasil e conhecendo os dogmas, que eles estão falando do deus Bíblico, Javé/Jeová, o tão famigerado deus do amor, do perdão, da paz, do impossível… Será?

O blogueiro Steve Wells contou todas as mortes registradas na Bíblia e verificou que Deus e seus intermediários, como os anjos, mataram 2.270.369 pessoas e o diabo, 10.

Ao reproduzir a informação de Wells, Pedro Dória não chega a se benzer, mas teme que contar as vítimas de Deus seja sacrilégio, ainda mais porque, suponho, o chifrudo sai bem na foto.

Texto retirado daqui.

Não é mistério que Jeová, nos seus gloriosos primeiros capítulos da Bíblia, demonstrou ser mais perverso que, talvez, qualquer outro deus em qualquer outra mitologia. A figura autoritária de Jeová em representações artísticas mostra  esse lado sombrio sem nenhum receio. Mas até aí tudo bem, pois cada um venera o deus maluco que quiser, mas dizer que esse deus é o deus do amor é hipocrisia das mais puras. É querer continuar acreditando nesse deus idiota e assassino com mentiras pessoais que relevam atrocidades como as listadas abaixo somente para não ter o trabalho de ter que acreditar em outro deus.

“Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.” Êxodo 21:20-21

“Um homem que no Sábado estava pegando gravetos de lenha para uma simples fogueira é apedrejado até a morte segundo a ordem de Deus.” Números 15:32-36

“Uma praga divina mata 14.700 pessoas.” Números 16:49

“Mais outra praga divina mata 24.000 pessoas.” Números 25:9

“Com o apoio divino os Israelitas matam Ogue, seus filhos e todo o seu povo até não haver sequer um sobrevivente.” Números 21:35

“Das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.Deuteronomio 20:16

“Com aprovação divina, Josué passa ao fio da espada todos os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó.” Josué 6:21-27

“Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Ai, matando 12.000 homens e mulheres, sem que nenhum escapasse.” Josué 8:22-25

“Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas.” PS 137:9

“Ordem do Senhor: ‘sem compaixão… matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los…'” Ezequiel 9:4-6

Peguei aqui.

É compreensível que essas pessoas tenham a necessidade de tentar acreditar numa mentira (a que diz que Deus é amor, justiça e paz), mas o problema nesse caso é que eles querem acreditar só no bom e excluir o ruim, dizendo que os errados da situação são os conservistas. Eles estão lutando contra o próprio povo. É uma guerra interna entre o tipo mais coerente de cristão e o tipo mais rigoroso. Mesmo os dois grupos venerando o mesmo deus. Um deus que, por sinal, daria razão àqueles que são absolutamente absurdos para uma sociedade tão diferente da que a Bíblia se baseia para falar sobre moralidade e morte. Termino esse texto parafraseando o gênio comediante George Carlin…

“A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível que mora no céu, que observa tudo o que você faz a cada minuto de cada dia, e  que esse homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele não quer que você faça, e, se você fizer alguma delas, ele tem um lugar especial cheio de fogo e fumaça e de tortura e angústia para onde vai mandá-lo, para que você sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos. Mas ele te ama.”

Até.

Todos os episódios de 1972 de Chaves

Posted in Arte, Humor, Internet, TV, Vídeos by Igor on 16/05/2012

Estou começando aqui uma sessão onde pretendo postar todos os episódios de Chaves, de 1972 até 1992. Hoje vou postar os de 1972, que são, na verdade, sketchs de um programa maior do Chespirito. Alguns episódios são completos, portanto têm também partes de outros sketchs sem serem da série original de El Chavo Del 8. Espero que vocês gostem!

O Mendigo / Remédio Duro De Engolir / A Moeda Perdida

Os Preços Do Doutor / Quem Canta Seus Males Espanca

O Despejo / O Boxeador / O Piquenique Voador

Procurando Emprego / Sujando o Quico / Os Balões Levam O Chaves

As Novas Vizinhas (ou Beijinhos) (3 partes)

 

 

Os Carpinteiros (dublagem Gábia)

A Zarabatana (dublagem Gábia)

E é claro, antes de terminar, uma lista dos 4 únicos episódios perdidos de 1972…

O Dia da Independência

Este episódio é perdido no mundo todo, inedito. Veja uma foto do episódio aqui.

Madruguinha

Este episódio também é perdido no mundo todo. Veja uma foto do episódio aqui.

Sem Pichorra Não Há Festa

Os Gesseiros

Espero que tenham gostado! Até o próximo post com os episódios de 1973. :)

Do it yourself: Kit de filmagem (infográfico)

Posted in Arte, Cinema, Design, Guia Prático, Infográfico by Igor on 24/04/2012

Pra quem é como eu, que tem vontade de fazer algo de qualidade sem muito dinheiro, pode começar a idolatrar os guias práticos que ensinam você a criar coisas que teoricamente deveriam ser compradas, os Do It Yourself. Achei um infográfico com algumas dicas de como fazer ferramentas úteis a cinegrafistas amadores com material regular, de casa!

Isso me lembrou aquele fatídico causo em que Steven Spielberg chegou e perguntou ao Fernando Meirelles como ele havia feito a cena da galinha no Cidade de Deus, que segundo ele teria lhe custado uma fortuna para se fazer em Hollywood. Imaginem a cara dele quando Meirelles disse que a cena foi feita com uma câmera amarrada com fita crepe num cabo de vassoura?

Vê aí como Meirellizar suas ferramentas nesse infográfico genial. Para aumentar é só clicar (oras!), e tem um link pra página original do arquivo no fim do post.

Página original do The DIY Filmmaker’s Toolkit

Mais algumas fotos da campanha “See the unseen” da Spuk

Posted in Arte, Cinema, Design, Mictório Unissex by Igor on 23/04/2012

Lembram desse post do MU lá de 2010? Pois bem, vi um post no Brainstorm #9 sobre uma campanha da LG que me deu coragem de continuar esse das imagens do Spuk. Eu não sei se eu não vi as outras na época ou se não haviam sido feitas, mas enfim. Aqui estão algumas, mais aquela dos Beatles.

As originais aí embaixo, caso você viva em outro mundo.

Atores fodas revivendo personagens fodas

Posted in Arte, Cinema by Igor on 21/04/2012

[ATUALIZAÇÃO PROS CHATOS]: Eu sei que isso é material de 2009, mas o blog é meu, o que refuta eternamente todos os seus argumentos sobre as regras da internet.

Deve haver um medinho nos atores de que um certo personagem faça tanto sucesso que ele seja apenas lembrado por aquele trabalho. Me diz que Daniel Radcliffe ja não é Harry Potter? E Elijah Wood não é Frodo? Pelo menos eles tiveram a oportunidade de brincar com tal medo – não necessariamente propositalmente com esse intuito.

A Empire fez uma sessão de fotos com alguns atores e seus respectivos personagens mais icônicos. Na sessão, a Empire conseguiu reviver personagens como Hannibal Lecter, Aragorn e Boromir, William Wallace e outros. Veja algumas fotos da sessão aqui e depois tem o link pras outras fotos no final.

Quando eu vi essa foto do Anthony Hopkins com a Jodie Foster até me arrepiei, imaginando as coisas que eles conversaram durante esse remake da parede de vidro do Hannibal…

Veja as outras fotos aqui!

Novo clipe do Foster The People

Posted in Arte, Música, Vídeos by Igor on 21/04/2012

Dia 25 sai mais um vídeo do Foster The People, banda que veio aqui no Lollapalooza e que tem músicas extremamente boas… Ve aí em baixo um teaser do clipe novo pra música Houdini, e em baixo uma versão acústica, que tem um violão digno de ser escutado em loop 300 vezes.

O vídeo vai ser dirigido pelos mesmos tios que dirigiram o clipe de Don’t Stop. Aqui a versão acústica de Houdini:

Fotos de bastidores de filmes cult

Posted in Arte, Cinema by Igor on 21/04/2012

Sempre tem aquele filme que você gosta mas só imagina aquelas situações e personagens no aspecto apresentado no corte final, não é? Por isso que as pessoas gostam de ver fotos de bastidores de filmes. Você vê como funciona a magia da edição. Então veja abaixo imagens de bastidores de filmes que todo mundo gosta e no final do post o link pro álbum com todas as fotos!

Star Wars

Planeta dos Macacos

O Senhor dos Anéis

Veja as demais fotos aqui!

Planeta dos Macacos: A Origem

Posted in Arte, Artigo crítico, Cinema by Igor on 18/04/2012

Finalmente assistí o Planeta dos Macacos: A Origem, do ano passado. Admito que fiquei surpreso, pois o pré-julgamento, desde quando assisti a versão de 2001, nunca mais saiu da minha cabeça quando o assunto era Planeta dos Macacos. Sou um fã que exige e condiciona muito de filmes que são baseados em obras originais que gosto.

A franquia de filmes baseados no livro La Planète des singes, de Pierre Boulle, começou lá em 1968, quatro anos depois da primeira edição traduzida do livro chegar à Inglaterra. Foi um sucesso, mesmo tendo apenas tido baseado do livro aspectos políticos e sociais, e não de enredo. O filme conta a história de 4 astronautas que, ao se perderem no tempo, ou melhor: foram para o futuro. Lá os 3 astronautas sobreviventes da viagem (assista ao filme, ué!) chegam à Terra sem saber que é a Terra e descobrem que a sociedade daquele planeta é constituída por macacos. O filme tem o final épico e sempre lembrado do astronauta carinhosamente apelidado pelos macacos de “bright-eyes” encontrando a estátua da liberdade na praia e se dando conta de que o planeta em que está é realmente a Terra.

Em 1970 apareceu por aí o o segundo filme: De Volta ao Planeta dos Macacos, mostrando a continuação da jornada do remanescente astronauta e de mais um grupo que chega para supostamente salvá-lo. Logo veio o terceiro, o quarto, o quinto… e a crítica foi ficando mais rígida, como sempre! Nunca a crítica vai se acostumar com a inserção de elementos ficcionais novos. A crítica sempre vai achar que as novidades excederam o necessário para a história. Se você é um desses, veja só o primeiro (se conseguir).

Agora falando sobre a exaustiva crítica à utilização de animais em laboratório, que está presente desde o primeiro até o último filme (apesar de ser apresentado de uma forma mais rígida)… São os argumentos inversos que mexem com o sentimental do espectador. Ver macacos dominando os humanos é reconfortante depois de mostrado o domínio excessivo dos humanos acerca dos macacos. Foi disso que gostei no novo filme, Planeta dos Macacos: A Origem.

Você é apresentado logo de cara ao sistema de captura e uso de cobaias de chimpanzés em um laboratório de pesquisas de doenças (no caso, a Alzheimer) e sente. O filme faz você sentir. Ele explora os sentimentos, do jeito que um filme bom deve fazer. O inverso é mostrado no final do filme e você se sente aliviado, vingado. O nome do macaco principal é Ceasar, o mesmo nome do macaco revolucionário dos primeiros filmes, e vejam só: o apelido da mãe dele ao chegar ao laboratório é “bright-eyes”! Uma das conotações aos filmes antigos que valem a pena ressaltar. É lógico que existem muitas outras ainda, mas vale a pena perceber por si só. Chega… Veja os filmes!

A mulher de blusa laranja de BH

Posted in Arte, Crônicas, Humor, Internet by Igor on 11/01/2012

Uma das melhores histórias já captadas pelas lentes apuradíssimas e não manipuladoras do Google Street View. São mostrados vários perfís da sociedade brasileira nesta sessão de fatos inesperados: a falta de respeito da classe média e a falta de equilíbrio de quem usa blusa laranja. Acompanhem com atenção.

A história: Uma mulher, numa tarde ensolarada de Belo Horizonte, Minas Gerais, decidiu sair para uma caminhada usando uma linda mas não tão excentrica blusa da cor maravilhosa laranja (cor de 2012!). Ela estava virando a esquina quando aconteceu o inesperado: um gigante tropeço lhe apossou o corpo por causa das não por falta de avisar mas sempre bom falar das calçadas do Brasil! Ela caiu! Caiu e com a cara no chão! Ainda bem que o Gogle deixa as cara embaçada né pq imagine o sangue! Melhor nem emaginar!! mas enfim.! Ela caiu as pessoas que estavam por perto simplesmente IGNORARAM-NA e continuaram suas vidas provavelmente rindo muito e não ajudaram a senhorinha que depois de tanta humilhação levantou-se, e sentou-se na sarjeta como um mendingo sem casa sem comida sem roupa no frio mas sempre com classe e sua blusa cor de laranjado. Obg Golge sters viw por poroprorcionar essa mais estoria das ruas de BH!

Bjs.

Pessoas diferentes vêem cores diferentemente?

Posted in Arte, Vídeos by Igor on 29/11/2011

O twitter é seu azul, mas meu verde.

Os melhores créditos de abertura da história do cinema

Posted in Arte, Cinema, Design, Humor, Internet, Música, Religião, Vídeos by Igor on 14/10/2011

É o grupinho britânico vangloriado e financiado pelo gênio George Harrison que fez, na minha opinião, a melhor sequência de créditos de abertura da história do cinema. Sim, Monty Python conseguiu mais uma vez não ser apenas genial em um aspecto, mas em vários… A música é genial, os gráficos são geniais, as piadas subliminares são geniais, o filme genial! A abertura não vai estragar o filme, que aliás, você DEVE assistir o quanto antes. Life Of Brian rules!

Lindo, lindo! Em HD 720p então, só deus sabe!

Monty Python’s Life Of Brian no Rotten Tomatoes

Meu álbum de edits – Uno

Posted in Arte, Internet, Música, Mictório Unissex by Igor on 24/09/2011

Desde 2008 tenho trabalhado em algumas músicas para fazer do que era bom, melhor. Comecei com remixes engraçadinhos, como colocar batidas de funk na genial Ameno, fazer uma edição funk de Black Eyed Peas e etc. Mas com o tempo fui desenvolvendo skills e agora venho a vocês mostrar o que rolou nesses 3 anos. As tracks do álbum não estão em ordem de criação, mas você pode deduzir que as melhores foram as últimas que eu criei e as piores, as primeiras. Vocês podem baixar o arquivo .rar do álbum no link abaixo, e espero que gostem!

A tracklist:

1. Lady GaGa – Paparazzi (Igor Moretto’s edit)
2. Michael Jackson – Just Beat It (Igor Moretto’s Beat It edit)
3. Survivor – Eye of the Tiger (Igor Moretto’s edit)
4. Black Eyed Peas – I Gotta Feeling (Igor Moretto’s edit)
5. Pearl Jam – Alive (Igor Moretto’s edit)
6. Red Hot Chili Peppers – Dani California (Igor Moretto’s edit)
7. Ke$ha – Tik Tok (Igor Moretto’s edit)
8. The Kooks & Britney Spears – Stormy Weather vs. If You Seek Amy (Igor Moretto’s mashup edit)
9. The Gossip – Standing in the Way of Control (Igor Moretto’s edit)
10. Black Eyed Peas – I Gotta Feeling (Igor Moretto’s funk edit)
11. Andrew Bird – Scythian Empire (Igor Moretto’s techno remix)
12. Michael Jackson – The Smooth Criminal (Igor Moretto’s Smooth Criminal edit)
13. Avenged Sevenfold – Almost Easy (Igor Moretto’s edit)

E é isso! Mas antes de terminar o post, peço que escutem as duas tracks que eu coloquei no Soundcloud que vão estar no próximo álbum: Long Train Running [Igor Moretto’s edit] e Afterlife [Igor Moretto’s edit]. Interessante é que a Almost Easy do Uno jé tem 500 views e 12 favoritaram. Massa! Baixem também um álbinho com algumas edições novas, incluindo uma nova demo da Ameno e um remix da música do Epic Sax Guy aqui. Valeu pelo apoio, pessoal!

O copyright no YouTube e blá blá blá

Posted in Arte, Com desabafo, Internet, Música, Tecnologia, Vídeos by Igor on 21/09/2011

O YouTube é o site de streaming online de vídeo mais visitado e utilizado na internet. O site foi criado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim com a proposta de compartilhamento de vídeo, que ultimamente vem sendo mudada para compartilhamento de sua arte – e só sua arte.

Foi lançado há algum tempo uma ferramenta que identifica a ID do vídeo e áudio do arquivo e verifica se o mesmo tem registro de copyright por parte de alguma empresa associada ao sistema. Se você posta um vídeo com 2 segundos de uma música com copyright, seu vídeo é bloqueado ou será adicionado anúncios a ele, e, se algum dia, a empresa responsável pela produção do material resolver te foder a vida, pode te acusar de infringir direitos e cancelar sua conta.

É difícil dizer se tal atitude por parte das companhias e do YouTube é correta, já que é completamente compreensível que produtos registrados não devam ser usados sem supervisão ou aprovação do proprietário dos direitos. Mas e o artista? Se tudo fosse como é no YouTube, estaríamos ferrados.

Um vídeo considerado legítimo pelas normas do YouTube seria um vídeo com imagens suas, áudio seu, música sua, e tudo seu! Não existe compartilhamento de informação por criação ou arte. É tudo burocracia! Se as normas tivessem sido seguidas desde o começo, posso dizer que pelo menos metado dos vídeos viralizados no YouTube não seriam o que são. O que seria do Evolution of Dance sem as músicas? O que seria do gordinho Numa Numa sem a música? O que seria do garoto pianista e prodígio que cantou Lady Gaga no show de talentos e ficou famoso? Nada.

O YouTube deveria criar um formulário na inscrição que seria avaliado posteriormente para aí sim a conta ser liberada. Um formulário com informação do que era preciso para que os vídeos não fossem bloqueados. Perguntas como “pretende usar material de terceiros?” e “contate o dono desse material” faria tudo mais fácil. Sejam sensatos.

Não importa se o trecho do material usado é menor que 30 segundos, ou que você tenha comprado o CD. O material NÃO deve ser disponibilizado se não for completamente criado por você.” Disse o YouTube… Concordo que não se deve colocar o material completo – como episódios inteiros de seriados ou novelas etc.-, mas não é por isso que devemos sofrer por usar material não produzido por nós. Acredito que, hoje em dia, pouco tem produção integral pertencente a apenas uma pessoa. Pouco.

YouTube não ficou famoso por vídeos caseiros. Hoje a maioria consiste em vídeos caseiros, mas no começo, YouTube era uma alternativa de streaming de qualquer tipo de material. É preciso fazer com que empresas maiores entendam que a disponibilização de parte do conteúdo original é também uma forma de distribuição e divulgação. E não pagariam nada por isso! O sistema é kinda burro.

Se não podemos ter televisão na internet, então porque a televisão pode ter a internet?

Ilustrações e entrevista de Tiago Hoisel

Posted in Arte, Design, Entrevista, Humor, Internet by Igor on 29/08/2011

Tiago Hoisel, que nasceu em Salvador e foi criado em Ilhéus deu uma entrevista ao site pxleyes.com na qual falou um pouco sobre suas ilustrações e sua carreira de pintor e ilustrador digital. Você já deve ter visto o trabalho dele por aí em algum desses e-mails de família e na revista Mundo Estranho, da Abril… Veja aqui no post um pedaço da entrevista e algumas ilustrações e, como de praxe, o link pro artigo original lá no final do post.

pxleyes.com: Suas ilustrações são tão engraçadas e expressivas! De onde você tira inspiração?

Tiago Hoisel: Eu sempre gostei de humor e realismo, então quando comecei a trabalhar tentei trazer essas duas coisas pro meu trabalho. É difícil dizer de onde vem a inspiração. Algumas ilustrações vêm de ideias que tenho durante o dia, algumas vêm de situações por que vivi e outras vêm de sonhos que acabo ilustrando.

pxleyes.com: Qual softweare você usa e qual ferramente você não conseguiria viver sem, desse softweare?

Tiago Hoisel: Ultimamente 100% do meu trabalho é produzido no Photoshop CS3, com um tablet Intuos III. No Photoshop, o que eu mais uso são os pincéis. E claro, uso os outros recursos que possibilitem uma finalização melhor no trabalho.

pxleyes.com: A gente ficou sabendo que você está engajado num novo projeto: Techno Image. O que isso significa pra você?

Tiago Hoisel: Quando comecei a ilustrar na Techno Image rapidamente a demanda aumentou e a necessidade de contratar novas pessoas surgiu. Eu já conhecia o trabalho que Pedro e Lucas, estavam fazendo, e quando a necessidade chegou nós os contatamos e descobrimos que eles também conheciam meu trabalho e que tinham interesse. Os dois deixaram pra trás estúdios muito bons para se juntar à Techno Image, que era um estúdio pequeno, com grande potencial.

Hoje em dia a gente não tem uma divisão no estúdio. Basicamente, eu e Lucas trabalhamos na ilustração e pintura, e pedro faz o 3d. Muitas vezes a gente trabalha juntos em uma pequena parte também. Na maioria das vezes a gente entrega o conceito para que Pedro o desenvolva em 3d. Outras vezes Pedro nos ajuda na pós-produção no Photoshop. Geralmente é um trabalho bem colaborativo.

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