Mictório Unissex

Os melhores tweets da história (ou não)

Posted in Twitter by Igor on 17/10/2013

Já que esse blog não atualiza desde muito tempo, resolvi postar aqui alguns tweets que na minha opinião que não vale centavos são os melhores da história do Twitter. Esse post também serve como uma forma de desperdir-nos do amado botão “Favoritos” do Twitter, que agora virou “Curtir” sem nenhum medo de deixar claro que tá pegando a mesma onda que o Facebook.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É isso. Se você achou uma merda e tem tweets muito mais engraçados (claro), comente. Tchauiiii!

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O(s) novo(s) iPhone(s)

Posted in Arte, Tecnologia by Igor on 28/08/2013

Pra você que queria um iPhone barato, que não desafiasse as barreiras do seu salário de trabalhador sul-americano está prestes a conseguir seus desejos mais secretos transformados em realidade. A Apple deixou vazar a carcaça do seu iPhone 5C. O nome é apenas um boato, mas pelo jeito o design de plástico é mais real que a atualização dos ícones do iOS 7.

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Um iphone em várias cores, de plástico, e com o preço bem mais acessível, vai sair em setembro. Marquem essa data: 10 de setembro. Além desse modelo, o iPhone clássico (com a traseira em alumínio) terá mais um, em cores douradas, ou champagne, já que a Apple adora sofisticar o nome de qualquer coisa.

Mais alguns vazamentos denunciam uma tentativa desesperada da Apple de renovar a visão que os consumidores têm da marca. Segundo algumas fontes (não tão confiáveis como aquelas que divulgaram as carcaças coloridas), o iPhone deixará de lado a numerologia bizarra que vinha sendo transformada em padrão. Supostamente, o próximo iPhone simplesmente se chamará “iPhone”, sem 5, sem S, sem C. Existirão, a partir daí, os modelos alternativos, que seriam os coloridos de plástico, e o prateado e champagne.

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Segundo o Tim Cook em pessoa, esses vazamentos vão atrapalhar nas vendas dos novos iPhones. O argumento do novo sr. Apple é o seguinte: “se a galera vir o iPhone antes do lançamento, toda a divulgação e frenesi da compra serão defasados.” Mas aí eu contraponho: Querido Tim Cook, o senhor não pode simplesmente revelar que a Apple e seus produtos funcionam na base da venda a frenesi… Se isso realmente acontece, pode esquecer toda a keynote e já lançar essa merda.

Mas uma coisa é preciso ser dita: nunca o mundo se importou tanto com a carcaça de um aparelho de telefone, e convenhamos: a Apple ainda é líder nessa modalidade.

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Os melhores vídeos do YouTube (música)

Posted in Arte, Internet, Listas, Música, Vídeos by Igor on 24/06/2013

YouTubeDesde 2005 a descoberta de músicas na internet ficou muito mais fácil. Antes, as pessoas apenas usavam a internet para baixar ou ir atrás daquelas músicas que elas já conheciam. Hoje a visibilidade é muito maior com a ajuda do YouTube. Você pode ouvir músicas que nunca tinha ouvido antes em lugar nenhum a hora que você quiser, com a ajuda do streaming revolucionário do site. Aqui eu reuni uma lista dos melhores vídeos musicais do YouTube (na minha opinião, claro).

Bobby McFerrin improvisando no Sing!

 

A versão de 11 minutos de You Need Me do Ed Sheeran

 

Três vídeos sarcásticos e extraordinários do Tim Minchin

 

 

 

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Um mashup ao vivo do Madeon

 

O VHS com iPhone

 

Um cover acústico de Daft Punk… Numa igreja

 

Um remix com autotune da entrevista da Sweet Brown

 

E pra terminar em grande estilo…

Um cover tenor, ventage e irlandês de Get Lucky

 

See ya in another post, brothers.

Sobre o Brasil em junho de 2013

Posted in Facebook, Internet, Política, Texto, TV, Twitter, Vídeos by Igor on 22/06/2013

Resolvi fazer uma compilação de vários posts que fiz durante todos esses protestos que você (com certeza) está ouvindo falar. Primeiro, deixo claro que minha opinião mudou durante todo o processo. Muitas vezes. Qualquer incoerência nas minhas opiniões podem ser explicadas por isso. Vou datar os trechos para que vocês possam entender o desenvolvimento da minha argumentação.

13 de junho

Matérias como a do Bom Dia São Paulo de ontem (não achei link) me dão nojo. Disseram o seguinte: “de um lado, vandalismo e gritaria. De outro, a polícia tentando conter os manifestantes. E no meio, a população assustada.”

Eu só queria entender, apesar, é claro, de entender muito bem, o porquê da mídia insistir na ideia de que manifestantes não fazem parte da população. Como se fossem um bando de alienígenas que simplesmente desceram na Avenida Paulista e começaram a gritar e a destruir coisas. Por algum acaso, não são. Eles são, também, a população assustada.

O que mais me impressionou, ignorando a óbvia negligência que fizeram quanto à população que está de acordo com o protesto, foram os takes de cidadãos presos no transito dizendo que “não é possível que depois de um dia cansativo de trabalho ainda sou obrigado a ficar parado na rua por causa de badernista que não tem o que fazer”. Esses são tratados como as vítimas, enquanto os ~vagabundos baderneiros~ são tratados como os vilões.

Eu fico cada dia mais feliz em ver gente na rua. Foda-se se é por 20 centavos ou por 20 milhões. E que quebrem tudo mesmo! Quem paga tem o direito de quebrar o que for. E se os impostos não forem o suficiente pra pagar o concerto de um vidro de uma estação de metrô, eu já não sei mais até onde vai a corrupção.

Um beijo na buceta de cada uma de vocês.

15 de junho

Pra Rachel Sheherazade, a isenção do pagamento do transporte por pessoas debilitadas, estudantes, idosos e etc., são “prejuízo”. Esse é o pensamento da reaça, dos conservadores, da militância direitista. É o pensamento de quem acha que vinagre é arma.

SBT, não sabia que vocês contratavam equinos para apresentar jornal.

16 de junho

Pelo jeito o reporter da CBN passou por tudo o que a imprensa e manifestantes tão passando com a PM, dessa vez no RJ durante o jogo de hoje. Ouçam aí e desconsiderem o título “sensacionalista”…

Engraçado é o coronel (?) da PM de São Paulo dizendo que os manifestantes não deveriam usar máscaras. Cara, você tá com armadura, cassetete, capacete, bomba de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, cachorro, helicóptero, cavalaria, e a porra da tropa de choque, e o manifestante não pode usar máscara? Porque não pede pra eles se darem tiros na cabeça? Se for pra obedecer a PM, isso seria muito mais eficaz.

17 de junho

“O povo que está na porta se refere aos jovens da periferia, que são os que mais sofrem com a polícia de Geraldo Alckmin. Eles não vão sair daí. Não há como contê-los e nem o que fazer. São jovens que perderam parentes na mão de policias e tem muita raiva do governador”, disse Matheus Preis, que faz parte do MPL.

18 de junho

Não sei contar quantas vezes eu pensei que queria ver essa imagem. Eu olho pra ela e me sinto lisonjeado. Aquele sentimento que existia quando eu era pequeno, de que o Brasil é uma merda, simplesmente desapareceu. A corrupção ainda existe, os safados ainda estão no poder, ainda tem gente passando fome, a segurança não chega nem perto de estar perfeita, mas o povo está aí. O Brasil finalmente tem rosto, tenha esse rosto um sorriso ou uma marca de bala de borracha. O Brasil, por um momento – e surpreendentemente nesse (!!!) – deixou de ser o país do futebol. A cobertura da copa das confederações no jornal não tem nem metade da relevância que William Bonner esperava. Estamos aqui. A única tristeza que me resta é saber que eu não pude estar lá. Mas estou aqui, olhando tudo. Feliz. Pela primeira vez, feliz pelo meu país.

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Não sei porque, mas eu tenho a impressão de que a mídia está apoiando as manifestações por um motivo de alienação maior. Eu acho que a mídia apoia a manifestação pra poder dizer “olha que bonita a manifestação sem vandalismo!” Mas o vandalismo muda! Eu tenho medo de dizer que sou a favor do vandalismo, vendo a grande quantidade de pessoas que agora abaixaram os escudos contra a mídia. Elas estão pensando que a mídia agora está do lado delas, completamente. Mas não! Ela está perpetuando a ideia do pacifismo. O pacifismo muda, dependendo das dimensões, mas o vandalismo é parte de uma revolução… O vandalismo é simbólico.

Sobre esse assunto, leiam o texto do Marco Gomes aqui.

19 de junho

Não deixem que o discurso dos coxinhas desanime vocês! O protesto é ESPONTÂNEO, não tem líderes e não tem propósito além do apoio aos protestos nas capitais. Somos o Brasil, e o Brasil é grande. Se cada um cantar a canção que lhe agrada, todos vão ter suas vozes ouvidas. Não queremos ser autoritários quando dizemos que não queremos bandeiras partidárias, apenas queremos. E alguns acham isso ofensivo demais pra lidar. Faça o que quiser, hoje é dia de Lençóis ir pra rua!

21 de junho

Já ouviram falar no “1984”, de George Orwell? Pois é, ainda não chegamos lá, mas tá quase. O Ministério da Verdade ainda não existe, mas a mídia muda de ideia como se os cidadãos burros não lembrassem da opinião conservadora que ela demonstrou nos primeiros dias de manifestações em São Paulo. Um trecho do livro:

“Em 1984, a Oceânia estava em guerra com a Eurásia e era aliada da Lestasia. Não mais que quatro anos a Oceânia estava em guerra com a Lestásia e em aliança com a Eurásia. O partido dizia que a Oceânia jamais fora aliada da Eurásia.”

“Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força.”

Pode ser que alguém não esteja entendendo sobre a analogia feita com a Bastilha. Pois bem, eu fui pesquisar e venho aqui dizer pra aqueles que não levavam as aulas de História a sério na escola. Prestem atenção.

Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza. Após a Guerra dos Cem Anos, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual. Por volta do século XVIII, serviu como lugar de lazer e depósito de armas do exército, mas o térreo ainda funcionava como uma prisão comum. Registra-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.

Em 14 de julho de 1789 um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, arengou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá.

O marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha. Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo António, um dos mais populares de Paris.

A Rede Globo não estava lá, mas podemos dizer que as seguintes manchetes estampariam os jornais atuais, caso hoje isso acontecesse:

No primeiro momento:

“Grupo de manifestantes tentam invadir Bastilha, mas é logo dispersado pela polícia.”

Aqui, seriam tratados como apenas um grupinho de baderneiros que querem chamar a atenção. Ninguém deve se importar com eles, logo isso acaba.

No segundo momento:

“Manifestantes atacam a polícia da Bastilha em ato de protesto contra as supostas irregularidades nas ações dos policiais no primeiro ato.”

Alguma coisa está acontecendo, a mídia precisa mostrar também o lado dos manifestantes, que a aumenta e vai tomando espaço no reconhecimento moral da população.

No terceiro momento:

“Launay tenta negociar, mas líderes das manifestações afirmam que invadirão Bastilha.”

A mídia ainda se coloca do lado do Governo, e expressa as mesmas opiniões dele. Todos estão de acordo com todos. Os manifestantes são os únicos que não querem paz.

No quarto momento:

“Apesar do começo pacífico, parte dos manifestantes entra em confronto com a polícia e invade Bastilha.”

A mídia divide a manifestação em grupos. Os grupos, mesmo dentro, se dividem exatamente da maneira que a mídia quer. Os vândalos são criminalizados e os pacíficos são ignorados.

No quinto momento:

“Após confrontos e invasão, vândalos libertam presos e devastam a Bastilha.”

Continua até o limite o apoio ao governo. Os vândalos agora são reconhecidos como tais, e fazem tudo o que querem. A mídia espera a resposta do governo para uma opinião.

No final:

“Launay é morto, Governo promete reajustes e melhor comunicação com população.”

A mídia abaixa os escudos e passa a noticiar imparcialmente os acontecimentos, ignorando o fato de ter mudado de posição diversas vezes no protesto. O Governo cai, e aos olhos de quem assiste, todos estavam certos.

Qualquer semelhança, talvez não seja mera coincidência.

22 de junho

A ideia dos Anonymous de usarem aquela máscara que vocês viram no V de Vingança não tem nada a ver com o filme (além da propaganda). Ela tem a ver com Guy Fawkes, um cara que na conspiração da pólvora foi preso por querer explodir o Parlamento do Reino Unido. A ideia é usar o anonimato para cometer atos que, segundo a legislação vigente, seriam crime. E de que forma melhor você poderia se esconder a não ser atrás da máscara de um cara que não teve tal destreza? Pois é. O vandalismo está por trás dessa máscara também. Você não tá sendo coerente usando essa máscara e falando que os manifestos são lindos, mas ~sem baderna~.

“Me lembro, me lembro, do cinco de novembro;
Do atentado e da pólvora, se deve saber;
E não vejo razão, para que tal traição;
Um dia se venha a esquecer.”

Sobre a máscara:

“It’s an uniform look,
Everybody looks the same,
It’s a very recognizable face.

It’s easy to find,
Despite all the threads,
It has become a brand.”

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5 coisas que poderiam acabar no lugar do Google Reader

Posted in Facebook, Humor, Internet, Listas, Tecnologia, Texto, Twitter by Igor on 13/03/2013

Hoje a Google anunciou que em julho descontinuará os serviços do Google Reader. Muitas pessoas gritaram, outras cortaram os pulsos, e teve gente fazendo petição no Avaaz pra que a Google não descontinue o serviço, porém… É a vida. Pra amenizar as dores e demonstrar que muitas coisas poderiam deixar de existir no lugar do GReader, aqui vai uma lista de cinco coisas que iriam tarde.

5. Bing

Bingilim

Não vejo lógica alguma em criar um site de busca numa internet onde já existe o Google. Aqui a gente dá de cara com um padrão dessas empresas ~internéticas~: a vontade quase exorbitante de querer estar presente em todas as tarefas dos usuários, sem exceções, e assim conquistar total fanatismo. A Microsoft deveria parar de tentar roubar a clientela dos outros e investir no que realmente sabe fazer: vender software barato (BEIJOS!).

4. Cutucadas no Facebook

Só no cutuque

Pra que isso existe? Existia algum motivo? Foi criado em algum momento de solidão e perversão na vida de Mark Zuckerberg? Hoje, este rapaz já casado, deveria ter vergonha de deixar tal conteúdo disponível na maior rede social do mundo, já que NINGUÉM USA ESSA MERDA. Sério, você já viu alguém usando isso seriamente? E se sim, delete essa pessoa, ela com certeza não estará fazendo nenhum bem a você.

3. Listas no Twitter

Minhas lindas listas

Até que era uma ideia interessante, e o Facebook agora teve a magnifica ideia de organizar o feed de notícias com listas do mesmo tipo, porém pré-feitas. Mas no Twitter, isso já não tem mais nenhum uso. O pessoal está lá pra ler tudo e todos, se estivessem interessados em apenas um nicho, se envolveriam com esse nicho em algum outro lugar ou conversa. E olha que o Twitter falhou poucas vezes, hein.

2. Orkut

Orkutizou

O Orkut fez muito sucesso lá pra 2005, quando o pessoal ainda tava aprendendo a engatinhar nas redes sociais. O esquema não tinha absolutamente nada a ver com o que é considerado rede social hoje em dia, e só fez sucesso porque pegou um pessoal de gaiato com a história dos convites. Foi massa, mas… Cara. A Google comprou o Orkut por achar uma ótima ideia ter uma rede social, já que o Facebook estava se popularizando mundialmente, e CAGOU no negócio. Depois, vendo que o Orkut não vingaria, criou o Wave, que no começo até tinha uma proposta legal, mas que sem público não viraria nada. Não virou. Aí a Google teve a ideia do século, e criou…

1. Google+

Google-

A rede social mais idiota do mundo. Por causa de quais infernos a Google acha que as pessoas deixariam o Facebook pra ir pruma rede social deles? Rede social essa que não faz nada mais que o necessário pra poder se chamar rede social. Não tem porque, por isso ainda é um projeto falido. As vezes passo por lá e vejo umas moscas respirando profundamente naquela atmosfera rarefeita e com pouca movimentação. É a mais nova tentativa da Google de roubar clientes de concorrentes. Desista, Google, desista.

E deixe o Google Reader! A gente o ama. Nós o amamos. Ele é perfeito. É a melhor coisa, além de Gmail e a pesquisa, que vocês fizeram em todas as suas vidas, inclusive depois da integração com a merda do Google+. Escutem seus admiradores e não nos tire nossos doces. Obrigado.

Assinado: Internets.

Tchau Greader! :(

O paradoxo do hipocondríaco

Posted in Uncategorized by Igor on 21/02/2013

Desde alguma idade qualquer que possa ser considerada época passada da minha vida tenho pensamentos que já me faziam ficar com medo. A morte. Já postei tanto sobre o assunto em tantos lugares que nem sei se dá pra avaliar o tamanho do meu desespero depois de todos esses anos.

O medo da morte trouxe pra mim o medo de morrer, e o medo de morrer trouxe pra mim o medo de ter alguma doença, que se manifesta desde sentir uma pontada no peito (que no final sempre acaba sendo gazes), até a mancha branca no raio-x do meu pulmão (que no final era o meu coração). Os médicos deram um nome pra isso: hipocondria. E como eu não estou fazendo trabalho de escola posso citar a Wikipédia:

A hipocondria, do grego hypo- (a baixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem crença infundada de se padecer de uma doença grave.

O termo “infundada” nessa citação é paradoxal. Mas os paradoxos são muitos. Será mesmo que eu tenho hipocondria ou será que eu acho isso justamente por ter hipocondria? Mas se eu acho que tenho mas na verdade não tenho, então eu tenho. Ou seja, sou hipocondríaco. E citando novamente a moça, chego num argumento circular. 

Hypochondriasis is often accompanied by other psychological disorders. Clinical depression, obsessive-compulsive disorder (OCD), phobias, and somatization disorder are the most common accompanying conditions in people with hypochondriasis, as well as a generalized anxiety disorder diagnosis at some point in their life.

Minha hipocondria afeta meu diagnóstico ou é só no inverso?

Bom dia.

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Posted in Uncategorized by Igor on 08/01/2013

Harry Potter - Edição Limitada de Colecionador no Submarino

Conflito de geração, interesses e a vagabundização da internet

Posted in Artigo crítico, Crônicas, Internet, Tecnologia, Texto by Igor on 13/12/2012

Pensive Businessman Using LaptopO conflito de gerações é bem conhecido por aqueles que nasceram pelo menos nos anos noventa. É estranho pensar que uma criança que nasceu depois do 11 de setembro já tem onze anos, ou que as músicas dos anos 2000 já são consideradas old. Mas do que venho falar aqui é de algo completamente diferente. Vou falar do conflito de gerações em proporção micro, que acontecem de ano em ano. E a responsável é a tecnologia.

No começo dos anos 2000, a popularização da internet trouxe o serviço para a maioria das casas no mundo. Com a evolução da usabilidade e da tecnologia, a internet já se tornou um elemento essencial móvel. É impossível não lembrar das várias profanações antes ditas sobre o serviço. A internet móvel era vista como uma desnecessidade, um luxo. E agora, é um requisito, apesar do argumento ainda ter seus apoiadores conservadores.

Enquanto sentíamos vergonha de dizer que passávamos grande tempo das nossas vidas na internet, a tecnologia evoluía, e nos trazia o futuro dos conflitos de geração. A vergonha era pela imagem errônea de que a internet era tipo de lazer, apenas um passa-tempo, e essa mentalidade vem desde antes da sua própria invenção, com a grande semelhança entre vídeo-games e os principais propósitos de um computador caseiro. Símbolo de mudança, foi quando Marco Gomes, fundador da boo-box, empresa de publicidade e mídias sociais, certa vez respondeu à pergunta “Quanto tempo você passa na internet por dia?” com um simples “todo momento” .

Hoje em dia, a tecnologia avança como nada antes visto. É como se o propósito do século XXI fosse chegar o quanto antes à perfeição. E com esse processo de alcance da perfeição, foram se criando regras invisíveis à conduta na internet, principalmente com a chegada das mídias sociais. O “desespero” do alcance da perfeição fez a necessidade de conteúdo e o nível de qualidade destes conteúdos aumentarem. A diversificação ainda continuaria existindo, como a livre concorrência, mas quem se destacar rouba todo o mercado. Ou o mercado simplesmente não se interessa mais.

A Google tentou várias vezes implementar redes sociais em seus serviços para competir com o Facebook, e até chegou a comprar o Orkut, grande potencial no passado, haja visto a quantidade de usuários e a prioridade que esses usuários davam à rede. O Orkut foi devorado pelo Facebook e seu conteúdo original de qualidade. Foi esquecido pela maioria de seus usuários e deixou a Google de novo sem rede social. Isso é demonstração de engajamento com o cliente e com a qualidade do produto.

Com a chegada do Facebook, a visualização e compartilhamento de conteúdo se tornaram mais evidente, e os usuários, antes acostumados a ver apenas o conteúdo se fossem buscá-lo, agora se tornaram obrigados a ver qualquer coiss. É aí que começa o choque de geração, e, por que não, o conflito de interesses. Aquela pessoa que antes só publicava sobre alguma coisa em tópicos em comunidades agora te mostra quais seus interesses são de cara, na sua tela.

O compartilhamento de informações causa conflitos, e a saída que os chocados encontram é o total desprezo, ou a ignorância para com tais conteúdos (ou, nos piores dos casos, a facetização) de aspectos que não lhes convêm, ou não são compreendidos, tornando a relação em rede complicada e conflituosa. Aqueles que algum dia deixaram de seguir, ou estenderam seus costumes, hoje são hostilizadores e conservadores quanto à maneira de viver e os ditados errôneos de uma geração que descrevia a internet como lazer ou vídeo-game.

Entendendo o seriado LOST

Posted in Mictório Unissex, Texto, TV by Igor on 01/12/2012

Há algum tempo terminava uma das séries mais importantes da minha vida. Era abril de 2010 e aABC exibiria finalmente o demorado e cheio de expectativas último episódio do seriado LOST, de J.J. Abrams. Como de praxe, ajustei meu televisor (torrent) e esperei o programa passar (baixar). Duas horas depois de abrir o arquivo com suspense indescritível, o “eu” de dezessete anos estava lá, sentado em frente ao computador, extasiado, com os olhos suados. Eu tinha acabado de ver na minha frente os últimos minutos de um seriado que tinha feito parte dos últimos seis anos da minha vida. Estava feliz, convencido e satisfeito. Diferente do resto do pessoal do Twitter, que eram as únicas pessoas que trocavam idéia do seriado comigo.

Alguns argumentos se baseavam na idéia precipitada que todos tiveram no episódio final quando, no fim, Jack Shephard percebe, finalmente, que todos os personagens que estão na igreja estão mortos. “Fine and done”, pensei. Achei que não tinha entendido o final, e fui assistir de novo dali algum tempo. Percebi que não. Todos os mimimis do Twitter, Facebook e outros blogs eram baseados no mesmo erro: a precipitação e a não compreensão da diferença entre os conceitos das linhas do tempo do purgatório (ou seja lá como você prefere chamar: limbo, universo paralelo, plano espiritual) e da do mundo real.

Continue a ler aqui…

Meus contos publicados na Skynerd

Posted in Arte, Crônicas, Internet, Literatura, Texto by Igor on 06/11/2012

Bom, galera, vocês sabem que em alguns posts aqui no Blog eu tento me relacionar um pouco mais pessoalmente com os leitores, e apesar de eu saber que não tenho tantos visitantes freqüentes assim, é como se fosse uma necessidade. Pois bem. O Jovem Nerd, do qual já falei bastante aqui no blog, criou uma rede social esse ano, e agora o pessoal começou a postar contos e todo tipo de conteúdo literário por lá. A ideia foi genial, já que a Skynerd é um lugar precioso para receber feedback de pessoas com interesses comuns aos seus. Enfim, publiquei alguns contos por lá e resolvi trazê-los pra cá. Espero que gostem.

Conflito visto do penhasco

Enquanto olhava para o horizonte pensava quantas vezes namorara o penhasco onde estava se equilibrando prestes a se matar. Era o lugar para onde a visão da janela de seu pequeno quarto, num apartamento encima de um bar, apontava. Era pra esse penhasco que olhava quando estava pensando sobre autenticidade, sucesso e motivos. Passara praticamente toda a vida pensando no que poderia ter feito diferente que teria feito sua vida ter significados que nenhuma outra vida tinha tido até agora. Procurara desafios que talvez tivesse ignorado, ou talentos que não tivesse descoberto em si, mas não havia sinais de encontrar tais coisas, e a única coisa que estes pensamentos pareciam causar eram dores e comoções egoístas.

O vento soprou calmamente sobre seu corpo. O horizonte estava limpo, um dos céus mais bonitos que havia visto em sua vida: um sol se pondo amarelo, e nuvens pequenas e assimétricas compondo uma bonita obra de arte. Olhou pra baixo e viu em um relance um grupo de cavalos correndo em direção a um lago. Olhou cuidadosamente e percebeu que ali tinham mais ou menos 10 cavalos, dentre eles filhotes. Continuou olhando, meio arrogante, para o horizonte, sentindo seus lábios secarem com o vento. Olhou de novo para os cavalos. Não era muito comum ver tantos cavalos juntos nestas redondezas (a última vez que seu pai havia dito ter visto cavalos por perto fora quando caçadores estrangeiros estavam hospedados no chalé perto do bar). Percebeu que pelo caminho onde estavam seguindo, sem dúvidas encontrariam uma grande quantidade de leões que estavam destroçando alguns animais mortos, escondidos pela vegetação num canto do lago. Ficou olhando para o grupo de cavalos cada vez mais perto dos leões. Pensou que poderia tentar ajudar, mas percebeu que seu a hipótese era idiota. Não pudera nem ajudar sua própria mente a seguir um caminho saudável.

Lágrimas surgiram nos seus olhos e escorreram em seu rosto seco enquanto os cavalos foram chegando perto dos leões. Sentia compaixão. Talvez a vida fosse como a comida correndo para o prato do predador. Que a Morte é o predador que está esperando você chegar ao prato, sentada, paciente. A Morte provavelmente gosta de sofrimento e de vidas sem significado, são essas aquelas que ela mais degusta. A Morte provavelmente espera que todos acabem chegando a seu prato com alegria, ignorância e satisfação.

Os cavalos pararam. Fez-se um silêncio na terra embaixo dele. Um silêncio que nunca tinha presenciado desde que se considerara um amante do silêncio. Os pássaros pararam de piar, as árvores pararam de responder aos movimentos causados pelo vento, o vento parou de soprar, e percebeu – sem perceber – que seus pensamentos também haviam parado. Ele percebeu que a tensão e a agonia dos cavalos tinham o atingido, e percebeu que todos os pensamentos que tivera por toda a vida estavam destinados ao fim, naquele momento, assim como os cavalos. Os leões viram os cavalos, e saíram em direção. O silêncio cessou. E assistiu de cima do penhasco uma das cenas mais violentas de sua vida. Uma luta de vidas e covardias. Assistiu leões famintos voarem na direção de cavalos desesperados que em menos de minutos eram destroçados, e a imagem dos cavalos cavalgando e parando voltava a sua mente e lhe faziam sentir a impotência e insignificância de suas ações. Os cavalos que conseguiram, fugiram. Os que não, já não existiam mais. Eram nada mais que uma pedra. Sumiram. Inexistiram.

O silêncio pairou novamente, mas agora com o som dos pássaros e do vento. Como se tudo tivesse acabado. Como se nada tivesse acontecido. Como se aquelas vidas antes existentes não estivessem agora se desintegrando e inexistindo, como uma imagem que vai se apagando. Era fácil perceber que a normalidade e a eternidade não tinham dó. As duas continuariam a acontecer infinitamente, sem um fim, por mais que constituída por coisas inexistentes e frias, sem vida. A Morte era a única que nunca morreria, e continuaria com seu prato vazio, faminta e ansiosa. Deu um passo para traz, olhou pros próprios pés e disse: “hoje, Morte, terás fome.”

Meia-noite e Cinco

A sala número 01 do hospital estava fria apesar da grande quantidade de gente que estava ali. A enfermeira nunca vira uma sala tão cheia de gente como aquela, talvez nos dias em que algum famoso estivera internado, mas só. Os sussurros das conversas na sala quase cobriam o baixo barulho de choro de uma mulher que estava sentada ao lado da cama de um senhor muito velho. A máquina ao lado da cama estava apitando constantemente, com pequenas pausas, e todos na sala sabiam que isso era sinal de que o ancião ainda estava vivo. O barulho que mais aterrorizava os pensamentos de sua família era o da máquina apitando sem parar, indicando a morte. A última vez que seu avô acordara, apenas perguntara que horas eram e, depois de ouvir a resposta, voltara a dormir. A neta nunca esqueceu que horas eram, pois depois do que os médicos disseram, essas poderiam ter sido as suas últimas palavras para o avô. Eram onze e meia da manhã.

O grupo de pessoas dentro da sala acordou de um profundo transe de pensamentos quando ele acordou e tossiu. Todos pararam qualquer conversa ou atividade e encararam-no, como se houvesse um fantasma na sala. O velho olhou de olho pra olho e de cara pra cara, como se estivesse procurando por alguém, e viu seu bisneto. Antes de dizer qualquer coisa, perguntou à neta que horas eram. Um sentimento de revolta tomou conta do corpo dela, pensando nos momentos felizes e no descaso que o avô estava demonstrando apenas interessado nas horas. Respondeu que era hora dele se despedir da sua família. Uma gota de lágrima escorreu do olho do velho, molhando o travesseiro. Ele deu uma respirada pesada e perguntou as horas de novo, desta vez sorrindo. “Onze e meia”, respondeu a neta, choramingando. “Há exatamente doze horas desde a última vez que acordei e te perguntei as horas, certo?” perguntou o ancião, com a voz rouca e pigarreando. “Ou já estamos no outro dia?” Ela olhou para o avô e respondeu “Sim, há doze horas.”

O velho olhou de novo para o bisneto e lhe fez um sinal para que chegasse perto da cama. O menino, que tinha pouco mais que sete anos, chegou se arrastando à cama e olhou para o bisavô. O bisavô pediu que ele se aproximasse. Ele se aproximou. O bisavô disse poucas palavras em seu ouvido e o garoto virou de costas para a cama e caminhou em direção da porta. A mãe do garoto e todas as outras pessoas olharam-no passando calmamente até o corredor e não falaram nada. O apito da máquina ao lado da cama agora parecia mais alto que antes. Ninguém falava nada. Todos estavam esperando alguma coisa acontecer. Um susto fez todos olharem para o velho, que tinha dito alguma coisa incompreensível. Ele limpou a garganta e falou de novo. “Quero que quando o garoto voltar vocês todos saiam do quarto até eu pedir que voltem.” A voz autoritária do avô lembrava a neta de sua infância, quando corria pela casa e quase quebrava os cristais de sua avó, expostos numa cristaleira. Lembrava-se também das vezes que montara na moto do avô sem pedir permissão. Era esse o tom de voz que vinha chegando de longe quando o avô percebia que alguém estava na garagem.

Todas as pessoas que estavam no quarto saíram da sala e deram de encontro com o garotinho, trazendo uma caixa de veludo azul com aparência muito velha. A caixa era do tamanho de uma caixa de CD. A mãe nunca havia visto aquela caixa na vida, e perguntou o que era. O garoto respondeu que o bisavô havia pedido para ele pegar a caixa com uma enfermeira e que não sabia o que havia dentro. Ele entrou no quarto, todos ouviram o velho pedindo para o garoto fechar a porta, e o garoto o fez.

“Venha cá, meu filho” começou o bisavô para a criança, “eu sei que você não tem muitas memórias comigo. Eu sei que eu posso ter te decepcionado algumas vezes. O seu pai nunca gostou de mim, por isso não nos víamos tanto, mas você é o filho mais novo da minha família. Você será a pessoa que eu quero que proteja minha casa e minha família. Aí nesta caixa, está um relógio de bolso.” O garoto estava olhando vidrado para o bisavô. Ainda não tinha entendido quase nenhuma palavra do que o velho dissera, e estava ficando meio assustado. “Que horas são?” perguntou o velho, quebrando o silêncio. “Não sei.” Respondeu o garoto. “Olhe no relógio, está funcionando!” respondeu. “Mas eu não sei ver horas neste relógio!” suplicou o garoto. “Meia-noite.” Disse o bisavô. “Você sabe que dia é hoje, não sabe? Hoje é seu aniversário, meu filho. Hoje faz oito anos que você nasceu. A partir deste ano você terá noções do mundo, terá ensinamentos valorizados. Terá amigos, inimigos, crenças, decepções, corações partidos e, finalmente, amor. Todos nós somos destinados ao amor. O amor é o sentimento mais forte do mundo. Ele acontece de maneira inexplicável nas famílias, entre os namorados, entre os amigos, ou entre os animais. O amor é o sentimento que você deve querer alcançar. É o sentimento que a morte não vai destruir. A morte te acostuma a coisas que você nunca aprenderá a se acostumar de novo, ao pesar, à pena, à saudade. Hoje, meu filho, você faz aniversário. Hoje faz oito anos que você nasceu, e a partir de hoje, será o dia que você sempre lembrará quando vir este relógio. O dia em que seu bisavô morreu.”

Um silêncio extremo tomou conta da sala. O único som que o quebrava era o som do apito da máquina. O garoto não sabia o que fazer. Pensou em chamar a mãe, mas devia haver algum motivo para seu bisavô ter pedido para fechar a porta. Depois, pensou em chorar, mas não tinha vontade. Pensou em dizer alguma coisa, mas nada saía de sua boca, nem um adeus. O bisavô voltou a falar. “Puxe aquele cabo ali.” Disse. “Mas o que vai acontecer?” cuspiu o garoto. “Eu vou morrer.” respondeu o bisavô, sorrindo. “Morrer?” perguntou o garoto. “Sim. E chegou a hora. Que horas são?” – “Meia-noite e cinco.” Respondeu o menino, parado, e sabendo, mesmo sem perceber, que essa seria a primeira coisa que faria e que não teria a aprovação de sua mãe. Mas também era a primeira vez que não sentia medo. Era como se fosse inevitável. Como se fosse desonroso não fazer o que o velho pedia. Fez.

O apito da máquina do lado da cama ficou constante e ininterrupto. Seu bisavô tinha morrido. O barulho do outro lado da porta foi aumentando, e os passos começaram a se tornar murmúrios altos, e logo gritos. A porta estava trancada, ninguém conseguia entrar. Ouviu a voz de sua mãe aos berros do outro lado da porta. Ouviu pancadas barulhentas, mas não conseguia se mexer. O garoto apagou a luz do quarto, se encaminhou para a cama, abraçou o avô e dormiu. Os barulhos não o incomodaram, nem a gritaria e nem as batidas na porta. Tudo agora parecia equilibrado.

O Soldado Caído

“Quem está aí?” perguntou o mordomo. O silêncio interrompido pelo barulho estrondoso da chuva e dos trovões fez o mordomo perceber que não haveria resposta. Ele abriu a porta e se deparou com um soldado caído no parapeito da porta, completamente ensanguentado. Arrastou o corpo pesado para dentro da casa e fechou a porta. Ofegante, sentou-se na cadeira que estava ao lado e percebeu no braço do soldado um símbolo que há muito tempo não via. Aquele soldado deveria ter vindo de muito longe, pois os campos de concentração nazistas eram a mais de 10 quilômetros de distância dali. O símbolo era uma suástica, e o mordomo a reconheceu como um velho senhor reconhece o próprio filho.

“Senhor, temos um soldado caído na entrada da casa. Ouvi baterem na porta por volta das dez horas e fiquei até agora tentando acordá-lo. Vim apenas avisar que os médicos do senhor estão tomando conta do soldado, e que o senhor pode dormir tranqüilo, pois não deixaremos o rapaz partir sem que antes o senhor tenha uma conversa com ele.” Disse o mordomo, que estava coberto de sangue e com a aparência cansada. “Tudo bem. Obrigado. Você pode se retirar e tomar um banho, amanhã quando acordar trate de dar uma volta e conversar com sua família. Terá o dia de folga.” O senhor respondeu. O mordomo, grato, fez uma reverência e saiu do escritório.

“Olá.” Disse o senhor da casa para o soldado deitado na cama. “Olá”, ele respondeu. “Como se sente?” perguntou. “Bem, bem…” respondeu. “Muito bem,” começou o senhor, “espero que entenda que esta é uma casa de uma família tradicional. Aqui não aturaremos qualquer revolta referente a ataques que por algum motivo tenham o trazido para cá. Não sei por que estava na minha porta sangrando. Não quero agradecimentos e nem mais uma palavra vinda de você, apenas quero que se recupere, pois assim desejo a todos os meus semelhantes. A partir daí poderá tomar conta de si mesmo e partir de volta à sua casa. Já conversei com os médicos e sei o suficiente que gostaria de saber, só tenho uma pergunta a te fazer, e quero uma resposta simples… Os tiros que você levou foram dados por grupos do governo nazista?” O senhor fitou o rapaz como se estivesse em um julgamento de um criminoso. O rapaz respondeu: “não.” E o senhor virou as costas e saiu da sala.

“…tropas do exército americano tentaram mais uma vez atingir nossos domínios, e agora parece que estão novamente pretendendo nos atacar. Hitler disse em uma entrevista recente que não deseja permitir tropas de nenhum país inspecionar suas instalações de encarceramento de criminosos, e que apenas os deixará entrar se trocarem recursos necessários e que poderiam ser armas de uma futura guerra nuclear.” Queria mudar de canal, mas a televisão estava alta, e o soldado não estava perto do controle. Da primeira vez que ouvira a menção do nome do partido de que viera já sentira arrepios. Olhava envolta, no quarto, e por mais que procurasse, percebia que ali, pelo menos ali, não via nenhum sinal de apoio ao governo nazista por parte do dono da casa. Se levantou, já estava quase recuperado, e andou até uma escrivaninha ao lado da TV para procurar o controle remoto. Abriu as duas gavetas. Numa, a única coisa que encontrou foram uma fita adesiva e uma tesoura. Na outra, encontrou luvas, esparadrapos e algodão. Ao voltar pra cama, percebeu que embaixo dela, como se fosse um armário, existiam três gavetas. Abriu a primeira e logo de cara encontrou uma infinidade de coisas relacionadas ao governo nazista. Entre os artefatos estavam três revistas do governo de Hitler, três revolveres com suásticas, uma bandeira vermelha, um broche com uma suástica desenhada em um capacete em frente a duas espadas. No fundo do armário encontrou um pano vermelho com o símbolo do partido nazista desenhado em preto sobreposto num círculo branco. Assustou-se, pois aquele era idêntico ao que tinha em sua roupa de soldado. Ficou preocupado, pensando nas conseqüências de um soldado nazista sendo mantido na casa de opositores ao governo. Quase não se lembrava das últimas semanas passadas na casa, pois apenas tinha acordado para comer e tomar banho. Aquele quarto frio e com paredes de pedra era a única visão que tivera em meses, além da cara das enfermeiras, do médico e do mordomo, em visitas diárias, trazendo a comida.

“VOCÊ MEXEU AQUI?!” gritou o mordomo, acordando o soldado num susto. Olhou para a janela e percebeu que ainda era noite. “VOCÊ MEXEU? QUEM MEXEU?” voltou a gritar o mordomo. “Desculpe, desculpe, eu não sabia! Desculpe-me, eu prometo não contar a ninguém.” Respondeu, desesperado, o soldado. “Porque você mexeu?” perguntou o mordomo, se acalmando. “Estava procurando o controle remoto da televisão.” Respondeu. “Está aí do lado da cama.” E pela primeira vez o soldado percebeu um criado mudo com um abajur apagado a seu lado. “Ah, obrigado!” disse para o mordomo. “Você não pode contar o que viu aqui pro senhor desta casa. Nunca. Está me ouvindo? Você não contará a ninguém o que viu aqui. Não contará às enfermeiras, não contará ao senhor da casa, à senhora, aos seus próprios filhos, à sua própria mulher. Está entendido?” perguntou o mordomo, num tom de voz assustador, dominante, de poder. “Entendido.” Respondeu o soldado.

Ao longo dos dias, não viu mais o mordomo, e nem as enfermeiras nem o senhor da casa pareciam saber onde ele estava. Ouvira gritos durante a tarde daquele dia que pareciam ser de uma briga entre o senhor e a senhora da casa discutindo sobre o mordomo. Haviam três palavras que o soldado tinha certeza ter ouvido: vagabundo, puta e a mais revoltante de todas: nazista. Num brusco movimento, a porta do quarto onde o soldado estava se abriu, o senhor entrou e atravessou a cama com um olhar de canto. Chegou à cama e, ao se aproximar, o soldado assustou e pulou pro outro lado da cama, com medo do senhor ter descoberto sua origem e ter vindo o oprimir, ou algo pior. Mas não, o senhor se abaixou e abriu a gaveta onde o soldado havia encontrado os artefatos nazistas. O soldado chegou por trás e viu que a gaveta estava vazia. O senhor se levantou num salto que empurrou o soldado para traz e abriu o guarda-roupa aparentemente vazio também. Mas no fundo o senhor pôde ver. Viu aquele símbolo cujas ideologias eram tão nojentas que faziam uma nação inteira viver como ratos por quase setenta anos. Viu aquele símbolo que fora o responsável pela morte de sua mãe grávida. Ele viu a suástica, brilhando no fundo do armário.

O senhor saiu correndo e subiu as escadas, deixando a porta aberta. O soldado saiu e deu de cara com a estrela de Davi como um detalhe do espelho que enfeitava a escrivaninha da ante-sala do escritório do senhor. Ouviu gritos seguidos de murmúrios vindos do andar de cima da casa. Os barulhos de conversa foram aumentando e o soldado logo pôde ver as enfermeiras responsáveis por ele descendo às pressas em direção ao escritório. De lá, saíram cheias de malas e papéis nas mãos. Alguns caindo no chão e sendo recolhidos. O soldado apenas observava o caos. Todos os moradores da casa começaram a descer correndo pela escada e a se aglomerar cheios de bagagem no hall principal, onde um tapete marcava marcas de sangue que o soldado reconheceu como sendo seu. O senhor virou pra ele e disse “saia da casa agora.”

O soldado entrou em seu quarto de recuperação e vestiu suas roupas. Ao sair, encontrou a família apressada conferindo papéis e recarregando armamentos. Ele passou por eles e saiu da casa. Quando chegou do lado de fora, percebeu uma movimentação na rua de paralelepípedos que relembrava tempos de guerra, quando ainda era uma criança. Antes de poder dizer qualquer coisa, sentiu o peso de uma mão calejada tampando sua boca e o puxando para o lado da porta. Quando percebeu o que estava acontecendo, reconheceu alguns de seus colegas de trabalho. Um deles estava tentando avisar ao outro soldado de quem se tratava, mas o soldado pensava que fosse um morador da casa. Num outro canto, ao lado de soldados armados de escudos e metralhadoras, viu o mordomo da casa, com roupa militar do partido nazista.

Quando a família abriu a porta, não houve nenhum segundo de silêncio. As armas começaram a ser disparadas e gritos começaram a ecoar pela calma rua. Muitas pessoas que estavam na rua correram para dentro de suas casas e fecharam as janelas. O resto da família da casa conseguiu se abrigar no prédio e trancar a porta. Os corpos do senhor e de duas filhas estavam sangrando no chão da frente da casa. Dentro, era possível perceber o movimento. Os soldados começaram a chutar a porta. Depois de muitas tentativas, entraram e subiram as escadas. Um dos soldados começou a gritar, indicando o lugar onde o resto da família estava. Do lado de fora, o rapaz conseguiu se comunicar e ser reconhecido como parte do exército nazista. Depois de alguns minutos lá fora ouvindo as tentativas frustradas de penetrarem no quarto do segundo andar da casa, avistou a senhora e seus outros três filhos pela janela. Ela olhou para o ex-hóspede e fechou a cortina. Alguns tiros foram lançados à janela, mas nenhum parecia ter acertado o alvo. Um barulho veio de dentro da casa, e o rapaz percebeu que aquilo era o som da porta do quarto sendo aberta, mas ao invés de tiros, ouviu o silêncio. O silêncio foi interrompido por um único tiro. Pouco depois, os soldados desceram, carregando os corpos das três crianças e da mulher. Uma das crianças tinha um tiro na testa. Eles haviam se enforcado. Eram perceptivos os arranhões e a flacidez no pescoço. Os nazistas ergueram as mãos, em reverência ao líder do partido, e saíram em direção à base militar. O soldado perguntou: “Porque aquele tem um tiro na testa?” E o outro respondeu: “Porque ainda não tinha morrido.”

Blue Marble da NASA: a foto de 8K do Planeta Terra

Posted in Arte, Ciência, Design, Fotos, Internet by Igor on 02/11/2012

A NASA divulgou uma foto que diz ser a de maior resolução já tirada da Terra. A Blue Marble tem quase três metros de comprimento e largura (!), e foi tirada pelo instrumento VIIRS, acoplado ao recém lançado satélite de observação Suomi NPP. A imagem foi feita no dia 4 de janeiro de 2012. O satélite Suomi NPP faz parte de uma nova geração de satélites que pretendem observar as diversas facetas do Planeta Terra. O satélite carrega cinco instrumentos abordo. O mais importante deles é o The Visible/Infrared Imager Radiometer Suite, ou VIIRS, que tirou a foto. Veja abaixo e clique para ver o tamanho completo.

Créditos da imagem: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Macacos Aquáticos respondem!

Posted in Ciência, Vídeos by Igor on 27/09/2012

Nunca consegui compreender o porquê da perda de pelo nos macacos durante a evolução, por via de seleção natural. Pensei, e recebi respostas de professores muito parecidas com minhas suposições, que talvez fosse por causa do clima quente, que faria com que os pelos fossem desnecessários. Mas isso não me deixava satisfeito… Qual é a lógica quanto à seleção natural relacionado ao calor? O calor não mata e, pelo que sabemos, seria melhor ter pelos num lugar com muito sol ou calor. Mas enfim, outras coisas me deixavam encrencado: a capacidade de fala dos seres humanos, assim como a capacidade de andar sobre os membros inferiores, e finalmente encontrei respostas.

É claro que não julgo qualquer teoria como correta ou verdadeira, mas essa me chamou atenção por justamente solucionar e explicar de maneira inteligente e concisa as dúvidas que eu tinha. A ciência não prova nenhuma das teorias que envolvem a grande Teoria dos Macacos Aquáticos, mas a lógica responde, e para que eu possa acreditar de verdade, preciso da opinião de pessoas que estudaram biologia, física, e todas essas artes maravilhosas que compõem a Ciência. Aqui vão as teorias com alguns ajustes feitos por mim com a ajuda de artigos e da Wikipédia. Encorajo todos a criticar e tentar explicar como isso pode ser cientificamente provável ou como isso pode ser cientificamente descartado.

Os possíveis motivos da vida aquática dos macacos

Por viverem em áreas onde eram muito prováveis os encontros com predadores de grande porte como leões, os macacos começaram a migrar suas pequenas civilizações (possivelmente constituídas de pequenas famílias) para as costas e beiras de lagos e rios para que, quando um predador chegasse, eles pudessem entrar na água e fugir sucessivamente.

Aqui, um pedaço em inglês do artigo que desencadeou as teorias quanto aos macacos aquáticos, publicado oficialmente em 1960 na New Scientist.

My thesis is that a branch of this primitive ape-stock was forced by competition from life in the trees to feed on the sea-shores and to hunt for food, shell fish, sea-urchins etc., in the shallow waters off the coast. I suppose that they were forced into the water just as we have seen happen in so many other groups of terrestrial animals. I am imagining this happening in the warmer parts of the world, in the tropical seas where Man could stand being in the water for relatively long periods, that is, several hours at a stretch.

Influência da água na postura ereta

Testes atuais mostraram que a maioria das espécies símias, como os Gorilas e Orangotangos, Chimpanzés e Bonobos e etc., se adaptam à água de uma maneira curiosa: a sustentação do corpo inteiro apenas nos membros inferiores, ou seja: em pé (Imagem). Isso acontece pela postura ereta possibilitar a respiração em profundidades maiores e também a locomoção de maneira mais rápida e dinâmica contra correntezas e pressão da água.

A influência da água na perda de pelos

Por causa do clima de savana os pelos dos macacos, que apenas saíam da água durante a noite, quando a maioria dos predadores estava dormindo, demoravam muito tempo para se secarem, o que fazia com que os animais se sentissem com frio à noite. Os que tinham menos pelos eram os mais propícios à sobrevivência, o que fazia com que os únicos aptos à reprodução na vida adulta fossem os com menor quantidade de pelo, fazendo assim a seleção natural por macacos com menos pelos.

É observável que muitos mamíferos que tiveram ancestrais aquáticos, como o elefante, o hipopótamo e o oricteropo (tipo de rato africano) são hoje pelados, ou, têm pouca quantidade de pelos no corpo. Seria isso uma coincidência? Sem destacar que todos os mamíferos que vivem na água não têm pelos, como o golfinho e a baleia.

Controle da respiração que proporciona a fala

A vida na água requeria muita dinâmica na respiração e controle sobre os buracos destinados à inalação de ar e bloqueio da entrada de água. Os macacos com sistemas respiratórios com tendência à formação de narinas e controle total da faringe e, consequentemente, da respiração, eram os únicos a conseguir sobreviver no convívio na água, tendo a capacidade de se reproduzir na vida adulta e passar adiante os genes relacionados à mutação do sistema respiratório.

Obviamente, a capacidade da fala só existe porque temos o cérebro melhorado a ponto de conseguirmos ter total consciência do que se passa no nosso corpo, e com isso, total controle das nossas ações, conseguindo assim formular palavras e montar um alfabeto e um sistema de vocabulário inteligente. Um experimento feito com chimpanzés, que provou que o único motivo que faz eles não conseguirem falar, é o sistema respiratório. Quando foram ensinados palavras simples como “mamãe”, os chimpanzés cobriam o nariz, bloqueando a saída de ar pelo nariz, fazendo com que todo o ar passasse pela boca e permitisse uma dicção quase igual à do ser humano.

Deixo aqui, para terminar, um vídeo da insistente pesquisadora Elaine Morgan, que há anos estuda a Teoria dos Macacos Aquáticos.

Somos livres, só que não

Posted in Artigo crítico, Ateísmo, Cinema, Internet, Política, Religião by Igor on 22/09/2012

O governo fazendo merda em nome de um deus que, segundo eles, é melhor. Pode até ser que esse grupo de religiosos, dimensionalmente seja muito mais prejudicial do que os ocidentais, mas são atitudes como essa que me fazem odiar qualquer religião. Se não é usada para matar, é usada para manipular, e isso é tão grave quanto.

Sei também que há pessoas que seguem religiões e que são pessoas boas, não generalizo. A religião tem atitudes boas, assim como maus, mas o problema é que tudo o que faz mal nas religiões ultrapassa a diferença entre o que faz bem. Não odeio Allah, não odeio Jeová, nem Jesus… Odeio quem os usa, quem diz os representar pra controlar, manipular, matar, bitolar, e promover ignorância.

Ontem mesmo vi uma notícia que dizia que algum lugar tinha aprovado leis contra a burca/talibã. Qual é a lógica de um governo ocidental querer se impor sobre outro grupo porque a sua religião é diferente e usando o argumento do secularismo? Secularismo não é proibir, não é mudar à força. Liberdade é a única palavra que as pessoas parecem não conhecer o verdadeiro significado de verdade.

Como já falei, são as mesmas pessoas lutando por causa de um mesmo aspecto divino dividido em vários dogmas, costumes, culturas. É uma raça de animais que acham que por ter sido agraciada pela consciência na seleção natural tem o direito de passar dos limites da moral e viver sob as leis de uma legislação antiga e ultrapassada.

Acorda, pessoal. Somos uma raça só. Somos todos humanos, somos todos macacos, somos todos um só tipo de animal que se mata por ideais idiotas.

Nostalgia: tobogã de saco de batata

Posted in Nostalgia by Igor on 18/09/2012

Sim, nostalgia. Eu era o único idiota que achava que essa palavra significava qualquer coisa relacionada ao nojo? Pois bem, nessa mesma época, quando eu era uma criança desinibida que achava que quando acabasse a escola eu estaria com a minha vida concluída e com todas as minhas obrigações quitadas, eu adorava andar nesses tobogãs gigantes, alguém mais lembra com amor?

Pois zé! Pelo que eu me lembro, essa porcaria dava mais medo de subir por aquela escada desgraçada que se encontra à direita na imagem, do que de descer escorregando como um maluco nesse negócio colorido e morrendo de medo daquela tia gorda nojenta que subiu atrás de você e te deu a impressão de que a escada cairia trombar com você enquanto você estava descendo e você voar e perder toda a sua dignidade. É claro que o medo não era de morrer, mas criança já nasce com medo de tudo, né. Inclusive overprotected como eu fui.

No geral, esses brinquedos de parques itinerários são motivos de aflição e medo da morte, né? Sempre entrava esperando pra morrer e já planejando o velório. Já até fazia o testamento antes de ir naqueles que viram de ponta cabeça e cuja trava de segurança só de sacanagem não trava de primeira.

Encontrei um tobogã desses em Brasília e fui tentar, sem saber que o meu estimado peso em 200% a mais do que o que eu tinha na época que eu era uma criança poderia fazer alguma diferença na ação da gravidade. Voei longe e quando chegava nessas curvas a minha bunda gorda levantava e eu, com medo, deitava no saco de batata achando que fosse melhorar, é claro que nem pensando na resistência que o ar poderia deixar de fazer na massa do meu corpinho em forma de barril (rsrs).

Mas é isso. Breve mais nostalgia.

Máfia orquestrada

Posted in Ateísmo, Ciência, Internet, Política, Religião, Texto, Twitter by Igor on 30/08/2012

Fica muito repetitivo falar sobre a Marisa Lobo de novo? Eu sei que fica, mas a mulher tá cada vez mais ~polêmica~! Eu não tenho nada a ver com a vida de ninguém e não quero ditar regras, mas pelo bem do alívio cômico: essa mulher não trabalha? Eu vou dormir e ela tá tweetando, eu acordo e ela tá tweetando… GOSH! Agorinha foi o ápice global da hipocrisia da Marisa Lobo. Percebam, por favor, que eu não estou atacando ninguém, só estou reproduzindo o que ela escreveu e dando minha opinião. Quem ataca é ela.

Ela está dizendo que a “mídia tendenciosa” (seja lá o que isso quer dizer); o CFP, Conselho Federal de Psicologia; os grupos GLBTT, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais; os ateus; os relativistas (?), e os cristãos sem compromisso estão formando uma máfia orquestrada para mudar o código penal. Certo?

Se eu conheço Marisa Lobo bem o suficiente pra acreditar no que eu acredito, então ela está querendo dizer que vários grupos (de nenhuma correlação, apenas alguns que têm em comum a militância, e outros o poder) estão numa luta contra a imposição de uma outra máfia orquestrada muito mais antiga que essa suposta aí: o conservadorismo cristão.

Percebam: o cristianismo é uma religião. Quem segue, segue. Segue e vai pra instituição deles, a igreja. Protesta na igreja, expõe preconceito na igreja, queima bruxas na igreja, escraviza na igreja, extorque na igreja. O que acontece dentro da instituição de sua religião, e que é praticado pelos seus crentes e seguidores, é problema só seu. Lá você pode fazer o que você quiser e se basear nas leis da sua religião da maneira que quiser. Completamente diferente é querer impor essas regras nas pessoas que estão fora desse perfil. Eu sei que esse discurso pode chegar a ser repetitivo, mas é pra ser. Os problemas estão aí e eu acredito que sem repetição nada é notado.

O deus da sua religião, nos olhos da justiça é só mais uma mitologia. Os seus valores morais, nos olhos da justiça, são só valores morais de uma ideologia distinta do Estado. Ou deveria ser. Se há algum grupo aqui que está querendo impor sua ideologia e que pode ser classificado como máfia orquestrada, esse grupo é o seu, de conservadores cristãos! Então pare de atacar o Conselho Federal de Psicologia, que usa a ciência para ditar métodos. Pare de atacar os GLBTT, que têm todo o direito de expor suas opiniões e quererem igualdade na sociedade bitolada. Pare de atacar os ateus, que só por não crerem na mesma baboseira que você parecem no seu ponto de vista não merecerem o respeito no Estado democrático (e laico!). Pare de ofender os cristãos sem compromisso, pois esses sabem discernir o Estado da religião, ao contrário de você. Pare com esse proselitismo e comece a ler e a fazer seu trabalho de maneira correta. Deixe sua relação com sua família em casa, deixe sua religião na igreja.

Marisa Lobo marisa-lobando novamente

Posted in Artigo crítico, Ateísmo, Ciência, Política, Religião, Texto by Igor on 24/08/2012

A odiada psicóloga Marisa Lobo, já comentada aqui no blog, e que anda por aí passando vergonha em convenções religiosas, entrevistas na TV e no meio profissional da psicologia, atacou novamente! Dessa vez (eu sei, parece propaganda da Sessão da Tarde) ela resolveu comentar sobre o caso do trio que oficializou o casamento no cartório da cidade de Tupã, no interior de São Paulo. Veja os pontos must see que ela comentou e depois eu comento um pouco.

Ao me deparar com essa notícia hoje pela manhã uma mistura de raiva, indignação tocou meu coração, um sentimento de impotência, uma vontade de pedir “Jesus volte logo”. E na mesma hora me veio uma palavra em mente:

Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. (Provérbios 31.8)

Minha Fé e minha indignação também cresceram minha pergunta então foi: Onde querem chegar esses detentores da Lei? Aonde quer chegar à mídia? Onde querem chegar esses grupos que afrontam a sociedade com valores totalmente distorcidos e aonde quer chegar tão sonhada psicologia que surgiu para aliviar conflitos psíquicos e está gerando muito mais confusões nas mentes da nossa sociedade quando se torna conivente e apoia qualquer tipo de ligação supostamente afetiva para o bem estar do “ser” que, em prol de direitos de satisfação pessoal, sexuais se perde em seus valores gerando conflitos ainda maiores.

Ótimo. Explico em poucas linhas o que ela quer dizer nesse último parágrafo absurdo: Ela está indignada porque a lei está funcionando num país democrático onde ninguém mais ninguém menos que os indivíduos relacionados à causa conseguem ter seus direitos reservados de maneira imparcial. Ela acha que a Globo insinua a poligamia quando coloca nas novelas personagens com mais de uma mulher. Ela acha que os grupos militantes que lutam a favor do direito de todos de terem seus direitos e de expressar o significado de seus direitos são uma afronta à sociedade.

Se eu quisesse ser irônico e sarcástico nesse texto, eu diria que o sentimento de raiva não tocou seu coração, e sim seu cérebro. Eu diria também que é irônico você postar estas palavras bíblicas quando elas se aplicam perfeitamente ao lado dos que se casaram e que estão sofrendo com seus preconceitos e julgamentos. Mas o texto é sério. Ou quase isso. Vamos lá.

Como podemos ser a favor de uma relação supostamente “afetiva”, que em minha opinião de afetivo não tem nada, pois o nome disso é “Orgia”, legalização da “Putaria” – me perdoem à expressão, mas a uso para me fazer entender sem falsos moralismos.

Primeiro, ninguém está pedindo pra você ser a favor de nada, e muito menos sua igreja. Vocês não passam de vermes fiscais da vida alheia que usam o nome de uma divindade pra encher a cabeça das pessoas com preconceito e intolerância. Ninguém quer a sua aprovação. Viva no seu mundinho de ignorância e continue perdendo qualidade e se transformando numa figura odiada em várias vertentes da militância gay, ateísta, pro-choice, da psicologia e até de cristãos.

Baseado nestas observações e discordando dessas posições atuais, e sabendo de sua militância hoje, me reservo no direito de militar também contra, fazer oposição ferrenha a estes abusos de poder psicológico que para mim não passam de manipulação. Inversão da realidade de valores que eles por não terem fé em Deus, não concordam e não percebem que sem parâmetros estão criando uma sociedade doentia que vive em busca de prazer a todo custo, se aprisionando de maneira cruel a realização desses. E os profissionais por sua vez, mesmo não concordando, são engolidos por estes de forma covarde por serem omissos e colocarem sua profissão acima de Deus. Nem ao menos em artigos reclamam desse autoritarismo.

Eu quero saber, Marisa. Já lhe veio à mente a possibilidade de nem todas as pessoas do mundo cultuarem o mesmo deus que você? Já lhe veio à mente que talvez a senhora devesse cuidar da sua vida e deixar as pessoas serem felizes com seus “prazeres” (tão condenados por você)? Os prazeres desse trio pouco influencia na sua vida, e de forma alguma “afronta a sociedade”. Os três vivem juntos e o problema é só dos três e de quem é influenciado pela relação. Penso que você não tenha nada a ver com a relação, já que teve que ir fofocar com o cartório da cidade de Tupã pra descobrir se era verdade.

Você diz que não quer falso moralismo, não é? Pois bem, a senhora deve estar sendo muito mal comida pelo seu marido e por isso precisa ficar dando uma de fiscal de cu e buceta e querendo mexer na vida de todo mundo, não é? Moralista é você, querendo impor os seus valores idiotas e egoístas em pessoas que não têm nada a ver com a sua vida e cuja relação não te atingirá de forma alguma.

A minha dica pra você: procure um psicólogo, Marisa Lobo, e aproveita pra descobrir como é o trabalho sério de um. E para de dar uma de maluca, pois no Código de Ética Profissional do Psicólogo está escrito:

Art. 2º – Ao Psicólogo é vedado:

b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.

Quer ler o texto na íntegra? Cuidado, altos riscos de vômito: http://www.verdadegospel.com/acorda-igreja-diz-indignada-marisa-lobo-sobre-a-uniao-oficializada-entre-tres-pessoas/

Ecce Homo, Cecília Giménez e o Jesus que virou urso

Posted in Arte, Humor, Internet, Religião, Vídeos by Igor on 24/08/2012

Vocês devem ter ouvido falar daquela senhorinha de Borja, Saragoça, que ~tentou~ restaurar o quadro “Ecce Homo”, do artista Elías García Martínez, não? Se não fique sabendo que é simples assim. Ela tentou restaurar e não conseguiu, a cidade e os religiosos fanáticos ficaram revoltadíssimos porque consideram qualquer representação de Jesus arte sacra e a mulher foi parar na mídia. Eu confesso que nunca tinha ouvido falar dessa pintura, e nem sei porque tanto alarde, mas hoje estou feliz, porque todos nós pudemos assistir à formação de um meme rápido e que já está quase acabando. Veja aí a arte da Cecília Giménez.

Da esquerda para a direita: a pintura original, depois a que foi estragada pelo tempo e por último a restauração.

Os memes começaram e você mal pôde acompanhar. Num país religioso como esse, as imagens simplesmente eram ignoradas e consideradas blasfêmia, mas aqui você pode ver e se deliciar com as melhores montagens adoráveis feitas com o instrumento de um lapso artístico de uma senhora antes desconhecida de Borja.

E pra finalizar, um vídeo magnífico que mostra o filme “Jesus” remasterizado pela gentil velhinha que pode ser vista no final do post com sua carinha fofinha de vovó dos bolinhos de chuva!

Assine a petição que pede que a imagem não seja restaurada aqui!

 

Resumo da minha vida em Junho

Eu pensei em fazer mais um vídeo fazendo um resumo dos meus favoritos de Junho mas a minha câmera tá sem pilha, as pilhas que eu compro não funcionam direito e eu já cansei de tentar fazer essa merda desfocativa funcionar. Então eu vou fazer em texto mesmo, desculpa os que não sabem ler, mas né, vamos lá.

A Guerra dos Tronos

Eu comprei finalmente esse livro que tanto se fala sobre. Demorei mesmo. Eu tava esperando ler pra assistir o seriado, mas já até tinha desistido. Recebi um dinheiro do tráfico de um trabalho que eu fiz e aí pude comprar esse tijolo de 50 reais. Tenho críticas grande sobre a edição, mas primeiro vamos falar da narrativa.

Fiquei muito confuso quando comecei a ler. Primeiro porque os capítulos têm nome de personagens. E segundo que os nomes são todos muito difíceis e parecidos, o que me faz não saber direito se eu conheço o personagem que me apresentam ou se é outro com o nome parecido. Acho que um pouco disso aconteceu porque eu estava tentando ligar o nome ao ator que interpreta o personagem no seriado, cujo vi o primeiro episódio. Mas já estou pegando, tomara que não apareçam mais personagens.

A edição que eu comprei imagino ser a única versão lançada em português. Ela tem orelha, é muito bem impressa e as páginas são amarelas. Mas tem um problema: pelo livro ser muito grande, a editora provavelmente tenha querido cortar gastos e acabou fazendo as letras ficarem extremamente pequenas numa página quase sem margem. Isso faz a leitura ficar cansativa e os capítulos parecerem pequenos. Mas enfim, eu uso o óculos e tudo fica bem. Mas por favor, se alguém de editora estiver lendo isso, não poupem gastos! Façam edições lindas. Isso fará vocês ganharem mais dinheiro ainda.

Before Watchmen

Lá em 2009 participei de uma promoção do Jovem Nerd que daria aos vencedores a versão definitiva de Watchmen junto com dois DVDs relacionados às HQs e um jogo de PS3 baseado no filme. Ganhei com muito amor e li. Virei fã incondicional de todos os personagens, da HQ e do filme. Tenho minhas críticas mas não vem ao caso. Agora em 2012 o Darwyn Cooke decidiu lançar pela DC a série Before Watchmen pra contar a história do grupo de heróis que existiram antes dos Watchmen e que inspiraram os Watchmen à ação. Comecei a ler e já percebi que o estilo é muito parecido com o de Watchmen e embora os desenhos deixem explícita a vontade de reproduzir fielmente a série original, o autor dos desenhos novos está saindo um pouco do que é conhecido pelos fãs, principalmente quando desenha personagens mulheres já conhecidas da série original. Mas enfim, né.

Skrillex – Bangarang

Pois é, dubstep me conquistou desde quando ouvi pela primeira vez. Eu sabia que esse estilo de música era o que estava faltando na minha vida. Baixei várias coisas, inclusive o CD do seriado Skins, que tem muito dubstep, e junto o CD do Skrillex, o Bangarang. CD muito bom. Pra quem gosta de dubstep e Skrillex é, com certeza, o melhor dele.

Linkin Park – LIVING THINGS

O Linkin Park finalmente lançou o álbum novo. Living Things saiu primeiro no iTunes e depois dia 16 de Junho teve o lançamento oficial. O álbum nem chega aos pés de A Thousand Suns, mas é bom. Melhor que o Minutes to Midnight. Nem vou falar muito aqui sobre isso porque já falei bastante de Linkin Park há pouquíssimo tempo aqui.

Tim Minchin & The Heritage Orchestra Live At The Royal Albert Hall

Já falei de Tim Minchin também, né, mas nunca é demais. O cara passou a vida de shows dele inteira fazendo performances só com seu pianinho e agora tem a Heritage Orchestra junto dele com arranjos maravilhosos para as músicas do show. Vale a pena dar uma olhada nesse sho absolutamente fantástico e totalmente diferente dos outros shows conhecidos dele. Vai aí navegar pelos mares piratas da internet que você acha o DVD para download.

E é isso, galera. Espero que vocês possam apreciar minhas dicas de leitura, música e todo o resto e até mês que vem, possivelmente com outro vídeo falando sobre as minhas conquistas intelectuais e amorosas do mês. Adiós.

Reencontro de Chris Lloyd e e Michael J. Fox

Posted in Cinema, Fotos, Internet by Igor on 06/07/2012

E a foto emocionante do dia na minha timeline é a do reencontro de Michael J. Fox e do Chris Lloyd no aniversário de 25 anos do Back to The Future

Chorei.

As crianças leitoras e a supervalorização de suas atitudes

Posted in Arte, Artigo crítico, Design, Internet, Literatura, Texto by Igor on 03/07/2012

Era sempre comum ver até mesmo as pequenas mídias (nós) divulgarem que Harry Potter foi a série responsável por revidar a vontade de ler de crianças, mas aqui no fandon brasileiro avaliamos que esse comportamento não passou do primeiro passo. Os leitores não evoluíram.

Foi possível avaliar tal observação a partir da divulgação da capa do novo livro da mesma autora, o The Casual Vacancy, cujo qual faço parte de uma página de divulgação no Facebook. As reações foram diversas, mas as que mais me chamaram a atenção (e que também se mostraram gerais) foram aquelas que diziam que as capas do Harry Potter eram melhores.

Os leitores da saga infantil não se contentaram com o fato de que a autora do seu amado introdutório à leitura tenha mudado de estilo, tenha ido a um nível acima. Espero com minhas fajutas predições que nem metade dos fãs consigam ler o livro novo até o fim, pois o modo de escrita será completamente diferente. Possívelmente com vocabulário não muito melhorado por tradutores que ainda nem serão os mesmos da primeira série de livros.

É meio chocante se deparar com essa geração que se diz as crianças que começaram a ler por causa de uma literatura atual dizendo que está ansioso pelo lançamento do próximo livro apenas pelo mesmo ter sido escrito por J.K. Rowling. É frustrante saber que trabalhamos com pessoas que, se não parte desta pequena massa, ou são administradores ou formadores de opinião.

Obrigado Deus!

Posted in Arte, Ateísmo, Ciência, Crônicas, Humor, Música, Religião by Igor on 20/06/2012

Devo-te desculpas. Temo ter cometido um grande erro. Me distanciei de você, Senhor. Estava cego demais para enchergar a luz. Estava fraco demais para sentir Seu poder. Fechei meus olhos, não conseguia ver a verdade, Senhor.

Mas aí, como Saulo na estrada de Damasco, me mandaste um mensageiro, então eu tive a verdade revelada a mim. Por favor, perdoa-me pelas coisas que disse. Nunca mais te trairei, Senhor. Rezarei, ao contrário, e direi “Obrigado, obrigado Deus. Obrigado, obrigado, obrigado Deus!”

Obrigado Deus por curar a catarata. Não tinha idéia, mas está tão claro agora. Me sinto tão sínico. Como posso ter sido tão idiota?

Obrigado por me mostrar como a oração funciona: uma oração especial, numa igreja especial. Obrigado pela chance de conhecer este oftalmologista onipotente. Obrigado Deus por curar a catarata. Não tinha percebido que era tão simples, mas você me mostrou um exemplo de como pode ser feito.

Você tem que rezar num lugar específico, para versão específica de um deus específico, e você sarará. Ele curará a catarata de uma puta de classe média.

Eu sei que no passado minha perspectiva era limitada. Não conseguia ver exemplos de onde a vida era definitiva. Mas devo admitir quando a evidência é clara. Tão clara quanto as novas córneas. É extremamente claro! Extremamente claro!

Obrigado Deus por sarar a catarata. Devo admitir que no passado fui cético, mas com esse mistério descrito, estou dominado!

Obrigado por me mostrar como meu ponto de vista estava inundado. Achei que Deus não existia, mas vejo que isso é cínico. O problema é que os interesses dele não são exatamente… amplos. Ele não se importa com as massas passando fome, ou a desigualdade entre as várias classes. Ele dá passes restritos, que podem ser trocados por cirurgia ou óculos.

Agora entendo como a oração funciona: uma oração específica, numa igreja específica, num estilo específico, com coisas específicas, para problemas específicos, que não são específicos de certa maneira, e para pessoas específicas, de preferência brancas, para sentidos específicos, de preferência a visão. Uma oração específica, em um lugar específico, para uma versão específica de um deus específico.

E se você interpretar corretamente, ele pode dar um tempo na distribuição de malária para bebês e descer na sua casa e curar a sua catarata.

Amém.

(Adaptação da canção de Tim Minchin, “Thank You God”)

Linkin Park: o novo, o velho e o mais novo ainda

Posted in Arte, Música, Texto, Vídeos by Igor on 16/06/2012

Aposto que você já ouviu alguém falando que o Linkin Park piorou, acertei? Pois é, é quase sempre assim quando uma banda resolve mudar de estilo por questão de evolução no gosto musical dos integrantes e a grande massa que gosta resolve parar de ouvir e dizer que ficaram ruins por causa de mudanças. Eu discordo. Pra mim, Linkin Park melhorou, e tenho a impressão que isso aconteceu por conta da minha mudança de gosto musical também.

Lá pelos mórbidos anos 2000 eu era apaixonado pelo Linkin Park e suas misturas de samples, guitarras distorcidas, etc. Ouvia muito com muitos dos meus amigos. O gosto por Linkin Park era quase unanime nessa minha pré-adolescência. Sempre começava com In The End, Crawling, e essas primeiras músicas incríveis do Hybrid Theory. Depois passou pro Meteora, com Faint, NumbBreaking the Habit. Depois de um tempo, lançaram um CD com remixes de músicas deles com músicas do Jay-Z, o Collision Course. Foi sucesso. Comprei o CD, que acabou me aproximando mais ainda da banda.

Então, lá por 2006, parei de ouvir freqüentemente como ouvia. Foi lançado o Minutes to Midnight e eu não tive vontade alguma de ouvir. Estava completamente satisfeito com os dois primeiros, era como se eu não precisasse de mais. Foram lançados singles que não eram nada pra mim além de músicas de rádio, como What I’ve Done. Mas em 2010 eu abri meus olhos.

Em 2010, fui com amigos pro festival SWU, com a esperança de ver Avenged Sevenfold, Incubus e Pixies muito mais que Linkin Park. Pra mim, Linkin Park era apenas mais um show alí no lineup. Nada mais. Mas aí chegou a hora do show. Eu já estava quase morrendo de frio e cansaço quando aquelas músicas que fizeram parte da minha adolescência começaram a tocar e eu comecei a levar o show a sério. De música em música meu fanatismo foi voltando. Meus amigos envolta cantando as músicas do Minutes to Midnight me fizeram conhecer o álbum. Mas o que mais me impressionou foram as músicas novas. Tinham elementos indianos, também de rock psicodélico, que é, hoje em dia, uma das minhas maiores paixões. Muitas me lembraram Pink Floyd e assim fui me interessando cada vez mais pelo “novo Linkin Park”.

Depois do festival, fui obrigado a ouvir o álbum de 2010, o A Thousand Suns, e me apaixonei. Mandei pros meus amigos que foram pro festival comigo, mas eles não gostaram. Sempre falando que preferiam o estilo antigo. Pois bem, resolvi seguir sozinho com Linkin Park dessa vez…

Agora estamos em 2012 e no dia 26 o novo álbum dessa banda, que é provavelmente a banda da minha vida, vai ser lançado. O Living Things promete seguir o estilo do A Thousand Suns, e estou ansioso. Já lançaram algumas músicas no YouTube e como single, e já tocaram algumas nos shows. Parece ser bom. Não me decepcionará.

O Linkin Park foi uma banda que praticamente me seguiu sem eu saber. Eu gostava do tipo de rock que eles tocavam lá em 2000, e em 2010, 10 anos depois, fui me reencontrar com a banda fazendo músicas que agora me captam. É claro que continuo gostando das músicas antigas. Mas é como alguma coisa mais nostálgica que é os novos estilos. Os novos estilos são novidade. São psicodélicos, são indianos, são meus.

As (prováveis?) causas das alucinações pós/pré-coma

Posted in Arte, Artigo crítico, Ateísmo, Ciência, Mictório Unissex, Texto, Vídeos by Igor on 06/06/2012

Desde que nasci fui obrigado pela cultura familiar a assistir à Globo e, no quesito religião, a ir na Igreja e respeitar os espíritas, por boa parte da minha família seguir tal vertente do cristianismo. Pois bem, com esses conceitos mesclados às minhas dúvidas, me apareciam aqueles relatos de pessoas que entraram em coma e testemunharam a si próprios de uma perspectiva diferente e viram a luz no fim do túnel com algum indivíduo lá. Tudo me fazia acreditar que aquilo era real, porque diferente dos testemunhos evangélicos, esses eram mais reais e se encaixavam direitinho nas crenças judaico-cristãs e espírita de onde meus conceitos vinham. E apesar de sempre ter sido meio cético, nada me impressionava mais que esses relatos. Hoje, depois de muita pesquisa, venho a vocês mostrar as conclusões que eu tomei, por impulso do meu próprio cérebro cético, do significado dessas “visões”.

Antes de começar, queria deixar claro aqui que tudo não passa de apenas chutes, não tenho nenhum conhecimento aprofundado sobre neurociência ou comportamento da mente humana. Uso como argumento os fatos que encontrei em artigos devidamente citados e relacionados no final do texto.

Afinal, que é a luz no fim do túnel? E porque nela sempre tem algum santo ou parente falecido? Endel Tulving, importante psicólogo e estudioso da neurociência uma vez disse “A nossa habilidade de relembrar o passado e antecipar o futuro é uma ‘viagem no tempo mental.’”, e é com essa citação que começo a tentar entender como funciona as visões que acontecem depois/antes de um choque.

Pesquisas envolvendo um paciente (K.C.) que se envolveu em um acidente de moto e depois não conseguiu recuperar o poder neurológico de relembrar situações que lhe haviam acontecido nem 5 minutos atrás, mostraram que o nosso cérebro precisa da percepção do passado para criar uma visão mesmo que hipotética do futuro. K.C., quando pedido para imaginar a si mesmo em algum lugar que ele fosse ir no futuro, respondeu aos médicos que a única coisa que conseguia ver era um completo branco. Outro paciente ainda disse que poderia descrever um futuro abstrato, mas que não era capaz de imaginá-lo. Ou seja, a nossa habilidade de pensar no futuro, ter medo da morte, ou até de fazer planos, está completamente relacionada com a habilidade que temos em guardar memórias. Mas prossigamos, que tem mais!

David Eagleman, um neurocientista na Baylor College of Medicine, demonstra com experimentos completamente simples que nossa mente funciona de uma maneira atrasada, levando em consideração o tempo real, o tempo de fato. Segundo ele, demora-se 80 milissegundos para que as informações cheguem ao nosso cérebro, o que nos faz sempre estar atrasados quanto ao tempo natural. “Quando você pensa que um evento acontece, na verdade ele já aconteceu” disse Eagleman. Em uma experiência que pode ser feita em qualquer lugar, Eagleman prova que o nosso cérebro exclui estes atrasos quando estamos realmente tentando perceber algo na prática. Ele diz que se você colocar um dedo no nariz e o outro na ponta do dedo do pé você vai sentir os dois ao mesmo tempo, por mais que o sinal do nariz tenha chegado muito antes do que o do dedo do pé.  Esses atrasos bloqueados pelo cérebro prova que a nossa consciência vive no passado em questão ao nosso corpo e o tempo natural.

Mas o que tudo isso tem a ver com as alucinações que acontecem quando as pessoas relatam ter visões do fim do túnel e de parentes/santos nele? Simples: a percepção do movimento que te causa o coma ocorre antes da sua consciência dar conta do que está acontecendo. Nesses 80 milissegundos, é provável que surjam questões como “onde vou?” ou “vou me encontrar com meu pai/Deus?” Essas questões são todas montadas pelo cérebro humano, que de perfeito não tem nada e que pode causar algum tipo de desconcerto das idéias reais, simplesmente compila todas as informações e junta-as como um filme (que seria aquele tal filme da vida que as pessoas tanto falam que vêem antes de entrar num coma) e a sua percepção do que está acontecendo simplesmente independe da realidade, se torna a partir daí uma fonte gigantesca de qualquer e todo o tipo de alucinação. Se você tem algum problema como o do paciente K.C., você provavelmente não terá alucinações como estas, pois seu cérebro não lembrará de experiências ou faces e não será capaz de montar um destino irracional que possa posteriormente parecer sobrenatural e ao mesmo tempo real.

Espero que eu tenha conseguido passar algumas de minhas idéias malucas que envolvem meu relacionamento sincero e próximo com a ciência. E peço que todos os médicos e neurocientistas que, por algum motivo venham a ler este artigo, ignorem os erros e tentem esclarecê-los para mim. Estou aberto a discussões e queria a opinião de todos para poder criar ainda mais teorias para coisas inexplicáveis que, por serem inexplicáveis, simplesmente são atribuídas à religiosidade. Fique aí com o vídeo que me fez quere falar sobre esse assunto e depois os links de onde tirei inspiração e informação.

http://blogs.scientificamerican.com/observations/2011/09/15/time-on-the-brain-how-you-are-always-living-in-the-past-and-other-quirks-of-perception/

http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Libet#cite_note-L1979-14

http://www.cracked.com/article_19659_7-theories-time-that-would-make-doc-browns-head-explode.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Coma

http://www.scielo.br/pdf/abo/v68n1/23273.pdf

40 das fotos mais poderosas já tiradas

Posted in Arte, Design, Fotos, Internet, Listas by Igor on 05/06/2012

A foto abaixo você provavelmente já viu e, se você não é um daqueles conspiracionistas malucos, achou demais o conceito de uma terra nascente. As demais fotos compiladas pelo Bookfaked numa lista de 40 fotos dentre as mais poderosas e conhecidas já tiradas estão no link lá no fim do post!

A moving collection of iconic photographs from the last 100 years that demonstrate the heartbreak of loss, the tremendous power of loyalty, and the triumph of the human spirit. Warning: Some of these will make you weep.

Veja mais 39 fotos aqui.

Deus é amor?

Posted in Arte, Ateísmo, Ciência, Internet, Religião, Texto by Igor on 25/05/2012

É impagável ver as imagens do Facebook que vangloriam (o) Deus em contraste com as piadas absurdas postadas por páginas que têm como único intuito difamar religiões e fazer chacota delas. Mas no meio dessas, existem aquelas que chamam a minha atenção, aquelas que são mais profundas e que poderiam desencadear discussões saudáveis se a grande máxima “religião não se discute” não existisse. Me deparei com o seguinte hoje.

Se não conseguiu ler, clica que aumenta!

Pois bem, a foto retrata dois tipos de cristãos: os malucos, mas acima de tudo, coerentes aos absurdos de sua religião, e os conscientes, que sabem que os dogmas malucos que deveriam seguir não devem ser seguidos pois têm um pouco de moral além da religião. Acreditam sem acreditar. E é esse mesmo tipo de cristão que comentou coisas como “deus não odeia, não castiga e não pune” e “Deus é amor, esses ignorantes acham que Deus é igual a eles, com ódio e sentimentos negativos!”

Primeiro, devemos perguntar a que deus se referem ao dizer “Deus”, mas pode-se deduzir, estando no Brasil e conhecendo os dogmas, que eles estão falando do deus Bíblico, Javé/Jeová, o tão famigerado deus do amor, do perdão, da paz, do impossível… Será?

O blogueiro Steve Wells contou todas as mortes registradas na Bíblia e verificou que Deus e seus intermediários, como os anjos, mataram 2.270.369 pessoas e o diabo, 10.

Ao reproduzir a informação de Wells, Pedro Dória não chega a se benzer, mas teme que contar as vítimas de Deus seja sacrilégio, ainda mais porque, suponho, o chifrudo sai bem na foto.

Texto retirado daqui.

Não é mistério que Jeová, nos seus gloriosos primeiros capítulos da Bíblia, demonstrou ser mais perverso que, talvez, qualquer outro deus em qualquer outra mitologia. A figura autoritária de Jeová em representações artísticas mostra  esse lado sombrio sem nenhum receio. Mas até aí tudo bem, pois cada um venera o deus maluco que quiser, mas dizer que esse deus é o deus do amor é hipocrisia das mais puras. É querer continuar acreditando nesse deus idiota e assassino com mentiras pessoais que relevam atrocidades como as listadas abaixo somente para não ter o trabalho de ter que acreditar em outro deus.

“Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.” Êxodo 21:20-21

“Um homem que no Sábado estava pegando gravetos de lenha para uma simples fogueira é apedrejado até a morte segundo a ordem de Deus.” Números 15:32-36

“Uma praga divina mata 14.700 pessoas.” Números 16:49

“Mais outra praga divina mata 24.000 pessoas.” Números 25:9

“Com o apoio divino os Israelitas matam Ogue, seus filhos e todo o seu povo até não haver sequer um sobrevivente.” Números 21:35

“Das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.Deuteronomio 20:16

“Com aprovação divina, Josué passa ao fio da espada todos os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó.” Josué 6:21-27

“Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Ai, matando 12.000 homens e mulheres, sem que nenhum escapasse.” Josué 8:22-25

“Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas.” PS 137:9

“Ordem do Senhor: ‘sem compaixão… matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los…'” Ezequiel 9:4-6

Peguei aqui.

É compreensível que essas pessoas tenham a necessidade de tentar acreditar numa mentira (a que diz que Deus é amor, justiça e paz), mas o problema nesse caso é que eles querem acreditar só no bom e excluir o ruim, dizendo que os errados da situação são os conservistas. Eles estão lutando contra o próprio povo. É uma guerra interna entre o tipo mais coerente de cristão e o tipo mais rigoroso. Mesmo os dois grupos venerando o mesmo deus. Um deus que, por sinal, daria razão àqueles que são absolutamente absurdos para uma sociedade tão diferente da que a Bíblia se baseia para falar sobre moralidade e morte. Termino esse texto parafraseando o gênio comediante George Carlin…

“A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível que mora no céu, que observa tudo o que você faz a cada minuto de cada dia, e  que esse homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele não quer que você faça, e, se você fizer alguma delas, ele tem um lugar especial cheio de fogo e fumaça e de tortura e angústia para onde vai mandá-lo, para que você sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos. Mas ele te ama.”

Até.

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